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Dedo escolhendo uma carinha em uma escala de satisfação
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CSAT: como calcular a satisfação do cliente sem o silêncio inflar a nota

O CSAT parece simples: notas 4 e 5 sobre o total. Mas quem não respondeu, a média e a escala mudam o número. Veja como calcular e declarar as regras.

Resposta rápida

CSAT (Customer Satisfaction Score) é a métrica que pergunta ao cliente o quanto ficou satisfeito com uma interação, quase sempre numa escala de 1 a 5, e costuma ser calculada como a porcentagem de notas 4 e 5 sobre o total de respostas. O número, porém, depende de três escolhas que raramente aparecem no relatório: o que fazer com quem não respondeu, se o índice é porcentagem de satisfeitos ou média, e qual escala foi usada. O mesmo lote de 200 respostas em 1.000 atendimentos pode virar 14%, 70%, 76,5% ou 94%. Antes de comparar CSAT entre canais, equipes ou fornecedores, publique a taxa de resposta e a regra de cálculo junto com a nota.

Todo mês, em algum lugar, uma equipe de atendimento comemora um CSAT de 92% enquanto outra, com clientes parecidos, se explica por um CSAT de 71%. Às vezes a diferença é real. Muitas vezes, as duas equipes só calcularam o número de jeitos diferentes, e ninguém escreveu qual foi o jeito.

A fórmula que todo guia ensina está certa, mas incompleta. Ela não diz o que fazer com o cliente que não respondeu, não diz se o índice é uma porcentagem ou uma média e não diz como converter entre escalas. Este artigo mostra o cálculo de 1 a 5, de 1 a 10 e de 0 a 10, mostra o mesmo lote de respostas virando quatro números diferentes e usa um painel público brasileiro, o Consumidor.gov.br, como exemplo de duas regras opostas aplicadas às mesmas reclamações.

O que é CSAT e o que ele mede?

CSAT é a sigla de Customer Satisfaction Score, o índice de satisfação do cliente. A pergunta é direta: “Qual o seu nível de satisfação com o atendimento que você recebeu?”, com uma escala curta de resposta, geralmente de 1 (muito insatisfeito) a 5 (muito satisfeito).

O CSAT mede uma interação, não a relação inteira. Ele é feito para ser perguntado logo depois de um momento específico: o atendimento no chat, a entrega do pedido, a visita técnica, a troca de um produto. Por isso ele é a métrica natural do atendimento, do call center e do pós-venda, enquanto o NPS fica com a pergunta mais ampla sobre recomendar a marca.

Na empresa, o CSAT serve a três usos: localizar o ponto da jornada em que a experiência quebra, acompanhar uma mudança de processo (antes e depois) e comparar canais, equipes ou fornecedores terceirizados. Os dois primeiros funcionam bem com qualquer regra de cálculo, desde que ela não mude. O terceiro é onde as regras não declaradas causam estrago.

Como calcular o CSAT de 1 a 5?

O cálculo mais comum é chamado de top-2-box: conte as respostas nas duas caixas de cima da escala (notas 4 e 5), divida pelo total de respostas e multiplique por 100. O resultado é a porcentagem de clientes satisfeitos entre os que responderam.

Um exemplo que vamos usar no resto do artigo. Uma operação fez 1.000 atendimentos no mês e enviou a pesquisa a todos. Responderam 200 pessoas: 90 deram nota 5, 50 deram nota 4, 20 deram nota 3, 15 deram nota 2 e 25 deram nota 1. Notas 4 e 5 somam 140. CSAT top-2-box = 140 ÷ 200 × 100 = 70%.

Existe um segundo cálculo, igualmente usado: a média das notas. No exemplo, (5×90 + 4×50 + 3×20 + 2×15 + 1×25) ÷ 200 = 765 ÷ 200 = 3,83. Os dois são legítimos. O problema começa quando alguém transforma a média em porcentagem para ficar parecida com o top-2-box, ou quando duas equipes usam um cálculo cada e comparam os resultados.

Por que o mesmo lote de respostas pode dar quatro CSATs diferentes?

Porque cada cálculo responde a uma pergunta diferente, e o relatório costuma trazer só o número, não a pergunta. Com os mesmos 1.000 atendimentos e as mesmas 200 respostas do exemplo, dá para chegar a quatro resultados sem errar nenhuma conta.

Gráfico com as 200 respostas de uma pesquisa de satisfação em 1.000 atendimentos, calculadas de quatro jeitos: 14% sobre todos os atendimentos, 70% em top-2-box, 76,5% pela média dividida pela nota máxima e 94% contando quem não respondeu como satisfeito
Os quatro números saem das mesmas respostas. O que muda é o denominador e o que se faz com os 800 que ficaram em silêncio.
  • 14%: satisfeitos confirmados (140) divididos por todos os atendimentos (1.000). Responde a “quantos clientes nós sabemos que saíram satisfeitos?”.
  • 70%: top-2-box sobre quem respondeu (140 ÷ 200). Responde a “entre os que opinaram, quantos ficaram satisfeitos?”.
  • 76,5%: média 3,83 dividida pela nota máxima 5. Parece porcentagem de satisfeitos, mas não é: é a média reescrita em outra unidade.
  • 94%: quem não respondeu contado como satisfeito, (140 + 800) ÷ 1.000. Responde a “quantos não reclamaram?”, que é outra pergunta.

O terceiro número merece atenção, porque é o mais fácil de aparecer sem querer. Numa escala de 1 a 5, a nota mínima é 1, então a média dividida por 5 nunca fica abaixo de 20%, mesmo que todos os clientes deem a pior nota possível. Se a intenção é levar a média para uma escala de 0 a 100, a conta correta desconta o piso: (3,83 − 1) ÷ (5 − 1) = 70,6%. Coincidir com o top-2-box no exemplo é acaso, não regra.

O que fazer com o cliente que não respondeu à pesquisa?

Esta é a escolha que mais mexe no número e a que menos aparece nos guias. Quem não responde não é neutro por definição. Pode ser o cliente que ficou satisfeito e não viu motivo para opinar, o que ficou irritado e desistiu da marca, ou o que simplesmente não abriu a mensagem. Contar o silêncio como satisfação, como insatisfação ou deixá-lo fora da conta são decisões, e cada uma produz um índice diferente.

O exemplo público mais claro disso no Brasil está no painel de indicadores do Consumidor.gov.br, a plataforma da Secretaria Nacional do Consumidor em que o cidadão registra uma reclamação, a empresa responde e o consumidor avalia o resultado. O painel publica indicadores diferentes sobre as mesmas reclamações, e a nota metodológica diz com todas as letras como cada um trata quem não avaliou.

No painel de indicadores do Consumidor.gov.br, o consumidor tem 20 dias para avaliar a reclamação como “Resolvida” ou “Não resolvida” e atribuir uma nota de satisfação ao atendimento da empresa. No Índice de Solução, caso o consumidor não avalie, a reclamação é contabilizada como “Resolvida”. Já o Índice de Satisfação, de 1 a 5, considera apenas as reclamações avaliadas pelos consumidores. O Prazo Médio de Resposta, por sua vez, considera apenas as reclamações respondidas pela empresa.
Fonte: Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJSP), Consumidor.gov.br — Indicadores gerais, Nota Metodológica, consultado em outubro de 2026
Diagrama das reclamações finalizadas no Consumidor.gov.br divididas entre avaliadas e não avaliadas: o Índice de Satisfação de 1 a 5 usa só as avaliadas, e o Índice de Solução usa todas, contando a não avaliada como resolvida
Mesmas reclamações, dois denominadores. Um indicador descarta o silêncio; o outro o conta a favor da empresa.

Não cabe aqui julgar as regras da plataforma: cada indicador responde a uma pergunta diferente, e a nota de satisfação, por natureza, só existe quando alguém a deu. O que importa para quem mede CSAT na empresa é a lição de método: a regra está escrita, ao lado do número, e quem lê o painel sabe o que está comparando.

Veja o que isso significa na leitura de um dado conhecido. O Boletim Consumidor.gov.br 2025 informa que o índice médio de solução das empresas na plataforma foi de 81,43%, com prazo médio de resposta de 6 dias, e que o segmento de operadoras de telecomunicações chegou a 88,61%.

Em 2025, o índice médio de solução das empresas no Consumidor.gov.br foi de 81,43%, com prazo médio de resposta de 6 dias; o segmento de Operadoras de Telecomunicações (telefonia, internet e TV por assinatura) teve índice de solução de 88,61%.
Fonte: Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJSP), Boletim Consumidor.gov.br 2025 (PDF)

Esse número é um índice de solução, não um CSAT. Ele não diz que 81% dos consumidores ficaram satisfeitos, e não serve de benchmark para a pesquisa de satisfação da sua empresa. Pela regra publicada no painel, a reclamação que o consumidor deixou de avaliar entra como resolvida, o que puxa o índice para cima na mesma direção do 94% do nosso exemplo. Usar 81,43% como “meta de CSAT” seria comparar uma porcentagem que conta o silêncio a favor com outra que o deixa fora.

A saída: publicar a faixa, não só o ponto

Quando a taxa de resposta é baixa, a forma honesta de apresentar o CSAT é mostrar o número principal com dois limites. O limite inferior supõe que todo mundo que não respondeu ficou insatisfeito (14% no exemplo); o superior supõe que todos ficaram satisfeitos (94%). A distância entre os dois é o tamanho da incerteza criada pelo silêncio, e ela encolhe à medida que a taxa de resposta sobe.

Com 20% de resposta, a faixa vai de 14% a 94% e o top-2-box de 70% é só um ponto dentro dela. Com 60% de resposta e a mesma proporção de satisfeitos entre os respondentes, a faixa iria de 42% a 82%. Por isso a taxa de resposta não é um detalhe operacional: é parte do resultado e deve aparecer no mesmo slide.

Como calcular o CSAT de 1 a 10 e de 0 a 10?

Em escalas maiores, o top-2-box deixa de ter uma definição óbvia, porque “satisfeito” precisa de um ponto de corte, e esse ponto é uma escolha da empresa. Numa escala de 0 a 10, considerar satisfeito quem deu 9 ou 10 é muito mais exigente do que considerar quem deu de 7 a 10.

Uma conta para mostrar o tamanho do efeito. Suponha 200 respostas de 0 a 10, com 60 notas 9 ou 10 e 50 notas 7 ou 8. Com o corte em 9, o CSAT é 60 ÷ 200 = 30%. Com o corte em 7, é 110 ÷ 200 = 55%. Mesmas respostas, 25 pontos de diferença, só pela linha que se traçou.

EscalaCálculo em porcentagemCálculo pela médiaO que precisa ser declarado
1 a 5Notas 4 e 5 ÷ respostas × 100Média de 1 a 5; para 0–100, (média − 1) ÷ 4 × 100Se o índice é top-2-box ou média
1 a 10Notas acima do corte escolhido ÷ respostas × 100Média de 1 a 10; para 0–100, (média − 1) ÷ 9 × 100Qual nota mínima conta como satisfeito
0 a 10Notas acima do corte escolhido ÷ respostas × 100Média de 0 a 10; para 0–100, média × 10O corte, e que não é a mesma régua do NPS
Qualquer escalaTaxa de resposta = respostas ÷ pesquisas enviadasFaixa: satisfeitos ÷ enviadas até (satisfeitos + silêncio) ÷ enviadasO que foi feito com quem não respondeu

Duas consequências práticas. Primeiro, não se converte um CSAT de uma escala para outra multiplicando: um 4 de 5 não equivale a um 8 de 10, porque as duas escalas oferecem opções diferentes e não há correspondência garantida entre um ponto de uma e um ponto da outra. Ao trocar de escala, comece uma série histórica nova. Segundo, quem usa 0 a 10 para o CSAT precisa deixar claro que não está medindo NPS, embora a escala seja a mesma.

Qual a diferença entre CSAT, NPS, CES e DSAT?

MétricaO que perguntaComo costuma ser calculadaMelhor uso
CSATO quanto ficou satisfeito com uma interação% de notas no topo da escala, ou médiaLogo depois de um atendimento, entrega ou visita
DSATA mesma pergunta, lida pelo lado de baixo% de notas na base da escala (1 e 2, de 1 a 5)Achar e tratar os casos de insatisfação
CESO quanto foi fácil resolver o que precisavaMédia ou % de respostas de “fácil”Processos de suporte, troca, cadastro, cancelamento
NPSO quanto recomendaria a empresa, de 0 a 10% de promotores (9 e 10) − % de detratores (0 a 6)Relação com a marca, acompanhada por período

O DSAT é o complemento que quase ninguém publica e que costuma ser mais útil para a operação. No exemplo, as notas 1 e 2 somam 40 respostas: DSAT = 40 ÷ 200 = 20%. Enquanto o CSAT de 70% descreve a média do mês, os 40 casos do DSAT são uma lista de clientes com nome e protocolo, e cada um pode ser tratado.

O NPS tem a sua própria discussão de régua: qual nota é boa para cada setor e quantas respostas a pesquisa precisa para a variação não ser ruído. Tratamos disso em NPS: a sua nota é boa para o seu setor?. Aqui vale só a distinção: o NPS diz como vai a relação; o CSAT, o CES e o DSAT dizem em que momento ela se desgasta.

Como coletar o CSAT sem enviesar quem responde?

Nenhuma fórmula corrige uma coleta enviesada. Se só respondem os clientes muito felizes ou muito irritados, o número descreve esses dois grupos, não a base. O que dá para fazer é reduzir o viés na origem e medir quanto dele sobrou.

1. Pergunte logo depois da interação, no mesmo canal

O CSAT mede um momento, e a memória do momento se dilui rápido. A pesquisa enviada no fim do chat, na tela de confirmação da entrega ou na mensagem que encerra o atendimento no WhatsApp chega enquanto a experiência ainda está fresca. Trocar de canal no meio da série muda quem responde e, com isso, muda a nota.

2. Envie para todos, não só para quem o atendente escolher

Quando o próprio atendente decide para quem dispara a pesquisa, os atendimentos difíceis tendem a ficar de fora. O envio deve ser automático e cobrir todos os atendimentos encerrados, ou uma amostra sorteada deles. Esta regra vale ainda mais quando o CSAT entra na avaliação da equipe ou de um fornecedor terceirizado.

3. Guarde o atendimento junto com a resposta, e também sem ela

Para cada atendimento, registre se a pesquisa foi enviada, se foi respondida e qual a nota. É isso que permite calcular a taxa de resposta, a faixa de incerteza e, mais importante, comparar quem respondeu com quem não respondeu em dados que você já tem: tempo de espera, número de contatos sobre o mesmo problema, recompra, cancelamento.

4. Ouça uma amostra dos que ficaram em silêncio

A forma mais direta de descobrir o que os não respondentes pensam é perguntar a alguns deles por outro caminho, como uma ligação curta para um sorteio de 20 ou 30 clientes. Se a satisfação desse grupo for parecida com a dos respondentes, o top-2-box é uma boa estimativa. Se for bem menor, o número oficial está inflado, e agora você sabe quanto.

5. Uma pergunta de nota e uma aberta, nada mais

Cada pergunta a mais derruba a taxa de resposta, e a taxa de resposta é parte do resultado. A nota e um campo aberto, “o que poderia ter sido melhor?”, bastam. É no campo aberto que aparece o motivo, e é o motivo que vira ação.

O que é um CSAT bom?

É o que melhora em relação ao seu próprio histórico, calculado sempre com a mesma regra. As faixas que circulam na internet (“acima de 80% é excelente”, “75% é a média”) raramente informam a escala, o ponto de corte, o tratamento da não resposta ou a origem da amostra, e por isso não dá para saber se são comparáveis com o seu número.

Isso não quer dizer que o CSAT não serve para comparar. Serve, desde que as regras sejam iguais dos dois lados. Dentro da mesma empresa, com a mesma pesquisa, faz sentido comparar o chat com o telefone, a equipe da manhã com a da noite, o fornecedor A com o fornecedor B. Entre empresas diferentes, só quando o método está publicado, como faz o painel do Consumidor.gov.br.

Um cuidado adicional: em base pequena, o CSAT oscila muito de um mês para o outro. Com 40 respostas, um único cliente muda o índice em 2,5 pontos percentuais. Antes de comemorar ou cobrar uma variação, veja quantas respostas existem por trás de cada número.

Quais os erros mais comuns ao medir o CSAT?

  • Reportar o índice sem a taxa de resposta. Um CSAT de 90% com 5% de resposta e outro de 80% com 50% de resposta não estão na mesma régua.
  • Misturar top-2-box e média. Uma equipe reporta 70%, a outra 3,8 convertido em 76%, e a segunda parece melhor sem ser.
  • Dividir a média pela nota máxima. Numa escala de 1 a 5, isso cria um piso de 20% e infla o resultado.
  • Trocar a escala ou o corte e manter o gráfico. A série histórica quebra no dia da troca; o gráfico precisa mostrar isso.
  • Deixar o atendente escolher quem recebe a pesquisa. Os casos difíceis somem da amostra.
  • Pedir nota alta. “Se gostou, responda 5” contamina a métrica e a torna inútil para decidir.
  • Olhar só o CSAT e esquecer o DSAT. A média esconde os clientes que precisam de retorno hoje.

O que muda no CSAT do call center, do e-commerce e do B2B?

A lógica do cálculo é a mesma, mas o ponto fraco muda com a operação. No call center, o volume é alto e a pesquisa costuma ir ao fim da ligação ou por mensagem logo depois. O cuidado principal é separar a nota do atendente da nota do problema: o cliente que teve o pedido negado por regra da empresa pode dar nota baixa a um atendimento impecável. Vale perguntar as duas coisas ou classificar os comentários por causa.

No e-commerce, há vários momentos para medir (compra, entrega, troca) e a tentação de juntar tudo num número só. Mantenha um CSAT por momento. A entrega costuma concentrar a insatisfação, e uma média geral a dilui. O mapa desses momentos depois da compra é o assunto de jornada do cliente: as etapas que o mapa esquece depois do clique.

No B2B, a base é pequena e cada cliente pesa muito. Aqui o CSAT por atendimento funciona menos do que ouvir todos os contatos relevantes de cada conta, e a taxa de resposta por conta importa mais do que o índice geral. Uma conta grande que parou de responder é um sinal a investigar, não um dado faltante.

Em qualquer dos três, o CSAT baixo raramente se resolve com mais automação no ponto em que a experiência quebrou. Discutimos esse limite em onde a automação ajuda e onde cobra a conta na experiência do cliente.

Por onde começar hoje

  1. Escreva a regra de cálculo atual: escala, ponto de corte, top-2-box ou média, e o que acontece com quem não respondeu.
  2. Calcule a taxa de resposta do último mês e a faixa entre o limite inferior e o superior.
  3. Acrescente o DSAT ao relatório e crie a rotina de retorno aos clientes que deram notas 1 e 2.
  4. Garanta que a pesquisa vai automaticamente para todos os atendimentos encerrados, ou para uma amostra sorteada.
  5. Ligue para uma amostra de quem não respondeu e compare com o resultado oficial.
  6. Só então compare canais, equipes ou fornecedores, sempre com a mesma regra dos dois lados.

A satisfação no pós-venda é uma das dimensões que o diagnóstico gratuito de marketing avalia, junto com retenção, CRM e as demais áreas. E o desenho de pesquisas, jornadas e pontos de contato com o cliente é parte do trabalho de experiência e trade marketing da Alliance.

CSATExperiência do clientePesquisa de satisfaçãoAtendimento

Foto: Customer Satisfaction Ratings, de Zuko.io Images, sob licença CC BY 2.0.

Perguntas frequentes

O que é CSAT no atendimento?+

É o índice de satisfação do cliente com um atendimento específico, perguntado logo depois que ele termina, em geral numa escala de 1 a 5. O resultado mais comum é a porcentagem de notas 4 e 5 entre as respostas recebidas.

Qual a diferença entre CSAT e NPS?+

O CSAT mede a satisfação com uma interação, como um atendimento ou uma entrega. O NPS mede a disposição de recomendar a empresa, numa escala de 0 a 10, e reflete a relação como um todo. Os dois se complementam: o NPS mostra se a relação vai bem, o CSAT mostra em que ponto ela se desgasta.

O que é CSAT e CES?+

O CSAT pergunta o quanto o cliente ficou satisfeito; o CES (Customer Effort Score) pergunta o quanto foi fácil resolver o que ele precisava. O CES é mais útil em processos como suporte, troca e cancelamento, em que o esforço exigido costuma pesar mais que a cordialidade.

O que é CSAT e DSAT?+

O DSAT é o lado de baixo da mesma pergunta: a porcentagem de notas de insatisfação, como 1 e 2 numa escala de 1 a 5. Enquanto o CSAT resume o período, o DSAT aponta os clientes que precisam de retorno.

Como calcular CSAT de 1 a 5?+

Some as respostas com nota 4 e 5, divida pelo total de respostas e multiplique por 100. Com 140 notas altas em 200 respostas, o CSAT é 70%. Informe junto a taxa de resposta e se o índice é porcentagem ou média.

Como calcular CSAT de 1 a 10?+

Defina primeiro qual nota mínima conta como satisfeito, porque não existe um corte único. Depois divida as respostas iguais ou acima do corte pelo total de respostas e multiplique por 100. Se preferir a média, para levar a uma escala de 0 a 100 use (média − 1) ÷ 9 × 100.

Como calcular CSAT de 0 a 10?+

Do mesmo jeito: escolha o corte, divida as notas acima dele pelo total de respostas e multiplique por 100. Com 60 notas 9 ou 10 e 50 notas 7 ou 8 em 200 respostas, o CSAT é 30% com corte em 9 e 55% com corte em 7, por isso o corte precisa estar escrito no relatório.

Como coletar CSAT?+

Envie uma pergunta de nota e uma aberta logo depois da interação, no mesmo canal em que ela aconteceu, de forma automática para todos os atendimentos encerrados. Registre os envios sem resposta para calcular a taxa de resposta e, de tempos em tempos, ouça uma amostra de quem não respondeu.

O que é CSAT no call center?+

É a nota de satisfação pedida ao cliente ao fim da ligação ou logo depois dela, para avaliar o atendimento recebido. No call center, vale separar a avaliação do atendente da avaliação do problema, porque uma regra da empresa pode gerar nota baixa mesmo com um bom atendimento.

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