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Dados & Analytics

Eventos no GA4: os quatro tipos e os que levam o lead até a venda

Eventos no GA4: os quatro tipos, a ordem que o Google recomenda e os seis eventos de lead que mostram quantos formulários viram cliente.

Resposta rápida

Eventos no GA4 são as ações que o Google Analytics registra, cada uma com nome e parâmetros, e se dividem em quatro tipos: coletados automaticamente, de medição otimizada, recomendados e personalizados. O Google pede para usar nessa ordem e só criar personalizado quando nenhum outro servir. Para quem vende por formulário e WhatsApp, o bloco que importa é o dos seis eventos recomendados de geração de leads, de generate_lead a close_convert_lead. O primeiro nasce no site; os outros cinco vêm do CRM, e são eles que mostram quantos leads viram cliente.

Quase todo GA4 de empresa B2B conta a mesma história: um evento chamado algo como “envio_form_contato”, marcado como conversão, subindo e descendo no gráfico. Ele diz quantos formulários chegaram. Não diz quantos viraram reunião, quantos o comercial descartou nem quantos assinaram contrato.

O curioso é que o próprio Google já desenhou esse funil em seis eventos com nome pronto, e quase nenhum guia em português fala deles. Os tutoriais mais lidos ensinam a criar evento personalizado, justamente o tipo que a documentação manda deixar por último. Este texto faz o caminho inverso: explica os quatro tipos de evento, a ordem em que o Google pede para usá-los e como os eventos recomendados de geração de leads levam a medição do formulário até a venda.

O que é um evento no GA4?

Evento é a unidade de medida do Google Analytics 4. Cada coisa que acontece no site ou no app (uma página carregada, uma rolagem até o fim, um clique em link externo, um formulário enviado) chega ao GA4 como um evento com nome e, quase sempre, com parâmetros, que são os detalhes daquela ocorrência: o endereço da página, o texto do botão, o valor do pedido.

Essa lógica substituiu o modelo de sessões e visualizações de página do Universal Analytics, e é por isso que o GA4 parece vazio para quem chega procurando os relatórios antigos. No GA4, quase tudo depende de quais eventos você manda e com que nome. Se você ainda está na fase de decidir o que medir, o nosso guia sobre o que medir de verdade no Google Analytics 4 organiza essa decisão em quatro perguntas. Aqui o foco é o passo seguinte: escolher o tipo certo de evento para cada pergunta.

Quais são os quatro tipos de evento do GA4?

A Central de Ajuda do Google Analytics divide os eventos em quatro categorias. A diferença entre elas é quem dá o nome ao evento e quem faz o trabalho de enviá-lo.

O GA4 tem quatro categorias de eventos: coletados automaticamente (registrados por padrão ao configurar o Google Analytics), de medição otimizada (coletados ao configurar o Google Analytics no site ou app, com a medição otimizada ativada), recomendados (você implementa, mas eles têm nomes e parâmetros predefinidos) e personalizados (você é quem define). Sobre os personalizados, a orientação do Google é: “Só crie eventos desse tipo quando nenhum outro funcionar para seu caso de uso.”
Fonte: Google, Central de Ajuda do Google Analytics, “[GA4] Sobre os eventos” (consultado em 2026)
TipoQuem dá o nomeQuem enviaExemplos
Coletado automaticamenteGoogleA própria tag, sem configuraçãofirst_visit, session_start, user_engagement
Medição otimizadaGoogleA tag, se o interruptor estiver ativopage_view, scroll, click, file_download, form_start, form_submit
RecomendadoGoogle (nome e parâmetros prescritos)Você, pela tag, pelo GTM ou pelo servidorgenerate_lead, qualify_lead, purchase, sign_up
PersonalizadoVocêVocêqualquer nome livre que você inventar

Central de Ajuda do Google Analytics: “Sobre os eventos”, “Eventos coletados automaticamente”, “Medição otimizada” e “Eventos recomendados” (2026)

A coluna que mais pesa é a segunda. Enquanto o nome é do Google, o GA4 sabe o que o evento significa e consegue montar relatório em cima dele. Quando o nome é seu, o evento existe, mas a ferramenta não sabe o que fazer com ele.

Em que ordem o Google manda usar cada tipo?

A regra está escrita na mesma página da Central de Ajuda e funciona como uma escada: primeiro veja se o evento já é coletado automaticamente; depois, se a medição otimizada cobre; em seguida, se existe um evento recomendado para aquilo; e só no fim crie um personalizado. A razão é prática. Segundo o Google, os personalizados não aparecem na maioria dos relatórios padrão e exigem explorações ou relatórios montados à mão para serem lidos.

Diagrama em escada com os quatro tipos de evento do GA4 na ordem recomendada pelo Google: automático, medição otimizada, recomendado e, por último, personalizado
Cada degrau à direita dá mais trabalho e entrega menos relatório pronto. O personalizado é o último recurso, não o ponto de partida.

É aqui que boa parte do conteúdo disponível inverte a ordem. Ensinar a criar evento personalizado é mais fácil de explicar em tutorial, e por isso domina as buscas. Na prática, uma empresa que mede formulário com um nome inventado perde o relatório que o Google já preparou para esse caso, como veremos adiante.

Os degraus 1 e 2: o que o GA4 coleta sozinho

Dois grupos chegam sem que ninguém escreva código. Os coletados automaticamente incluem first_visit (primeira visita do usuário), session_start (início da sessão) e user_engagement (página em foco por pelo menos um segundo). Eles são a base das métricas de usuários, sessões e engajamento.

Os de medição otimizada dependem de um interruptor no fluxo de dados da web. Segundo a página de medição otimizada da Central de Ajuda, eles cobrem visualização de página (page_view), rolagem até 90% da página (scroll), clique em link que leva para outro domínio (click), download de arquivo (file_download), resultados de busca interna (view_search_results), vídeos incorporados (video_start, video_progress, video_complete) e formulários (form_start e form_submit).

Esses dois últimos parecem resolver a medição de lead, e é aí que mora a armadilha. O form_submit dispara no envio de qualquer formulário: contato, newsletter, busca, área do cliente. Ele traz parâmetros como form_id e form_name, mas a própria documentação avisa que esses parâmetros só aparecem nos relatórios se você criar dimensões personalizadas para eles. Sem isso, “formulários enviados” mistura o pedido de orçamento com o cadastro na newsletter.

O mesmo vale para o botão de WhatsApp. Um link para wa.me leva a outro domínio, então o clique tende a ser registrado como click, o evento genérico de saída, junto com o clique no Instagram e no LinkedIn do rodapé. Clique em WhatsApp é intenção, não lead; quem decide se virou lead é a conversa, e a conversa acontece fora do site.

Eventos recomendados são ações que o Google já nomeou e descreveu, mas que não envia sozinho, porque dependem de contexto que só a sua operação tem. A lista oficial de eventos recomendados se divide em quatro blocos: eventos para todas as propriedades (como login, sign_up, search e share), para vendas on-line (view_item, add_to_cart, begin_checkout, purchase), para jogos e para geração de leads.

A vantagem de usar o nome do Google é dupla. Primeiro, o evento entra nos relatórios que o GA4 já monta para aquele caso, sem exploração feita à mão. Segundo, cada recomendado vem com parâmetros prescritos, o que padroniza a coleta: o valor sempre se chama value, a moeda sempre se chama currency, e qualquer pessoa que pegue a conta depois entende o que está lá.

O que são eventos recomendados e quais servem para leads?

É o bloco que falta em quase todo guia sobre eventos do GA4, e o que mais interessa a quem vende por formulário, telefone e WhatsApp.

Para geração de leads, o Google lista seis eventos recomendados: generate_lead (envio de formulário on-line ou de informações off-line), qualify_lead (lead marcado como apto a se tornar qualificado), disqualify_lead (lead desqualificado por algum motivo), working_lead (contato feito com um representante, em qualquer direção), close_convert_lead (lead que se tornou cliente) e close_unconvert_lead (lead marcado como não convertido). Enviados com os parâmetros prescritos, eles alimentam o relatório de aquisição de leads.
Fonte: Google, Central de Ajuda do Google Analytics, “[GA4] Eventos recomendados” (consultado em 2026)

A própria página indica o bloco para vendas entre empresas, setor automotivo, seguros e negócios em geral, sobretudo quando a conversão acontece off-line. Traduzindo para a rotina de uma empresa B2B: o generate_lead é o formulário; o qualify_lead e o disqualify_lead são a triagem do comercial; o working_lead é o primeiro contato do vendedor; e o close_convert_lead e o close_unconvert_lead são o desfecho.

Diagrama do funil de lead no GA4: generate_lead nasce no site pela tag do Google; qualify_lead, working_lead e close_convert_lead, com os ramos disqualify_lead e close_unconvert_lead, nascem no CRM e chegam pelo Measurement Protocol
Só o primeiro evento acontece no site. Os outros cinco são decisões do comercial, e quem as conhece é o CRM.

De onde vem o sinal de cada evento de lead: site ou CRM?

Este é o ponto que separa a teoria da implantação. O GA4 só conhece o que acontece no navegador. A qualificação, o contato do vendedor e o contrato assinado acontecem dentro do CRM, às vezes semanas depois da visita.

1. generate_lead: o site

Dispara quando o formulário certo é enviado com sucesso, idealmente na confirmação e não no clique do botão. Vai pela tag do Google ou pelo Gerenciador de Tags. Se a dúvida é qual dos dois usar, o post sobre quando o Google Tag Manager vale a pena e quando a tag do Google basta trata disso.

2. qualify_lead, disqualify_lead e working_lead: o CRM

São decisões de pessoas. Quando o comercial muda a etapa do lead no CRM, o sistema (ou uma automação ligada a ele) envia o evento correspondente ao GA4 pelo servidor, usando o Measurement Protocol. O disqualify_lead aceita o parâmetro disqualified_lead_reason, e o working_lead aceita lead_status, o que permite ler no GA4 o motivo do descarte por canal de origem.

3. close_convert_lead e close_unconvert_lead: o CRM, no fechamento

O close_convert_lead pode carregar o valor do contrato ou do primeiro pagamento; o close_unconvert_lead aceita unconvert_lead_reason, como “nunca respondeu”. É o par de eventos que transforma “o canal X gera muito formulário” em “o canal X gera cliente”, ou não.

Há uma condição técnica para tudo isso funcionar, e ela precisa ser resolvida no formulário, não no CRM. Pela documentação do Measurement Protocol, todo evento enviado pelo servidor precisa do client_id, o identificador do navegador que a tag do Google criou na visita. Se o formulário não grava esse identificador junto com o lead, o CRM não tem como dizer ao GA4 de quem é aquela venda.

O Measurement Protocol do GA4 exige o client_id no corpo da requisição para associar o evento a um navegador e só aceita datar eventos até 72 horas para trás; no modo padrão, um evento mais antigo é aceito, mas registrado como se tivesse ocorrido 72 horas antes. A documentação também orienta que eventos que devem se juntar aos dados do site cheguem em até 48 horas do evento original.
Fonte: Google for Developers, “Send Measurement Protocol events to Google Analytics” (consultado em 2026)

Essa regra tem consequência direta para quem vende com ciclo longo. Um contrato fechado 40 dias depois do formulário chega ao GA4 com data recente, e a ligação com a sessão de origem pode não ser processada como esperado. Para devolver a venda à campanha que a gerou, o caminho mais firme costuma ser a importação de conversões offline no Google Ads a partir do CRM. No GA4, os eventos de fechamento servem melhor para enxergar taxas de passagem entre etapas por origem do que para atribuir receita ao clique.

Por que o nome e os parâmetros prescritos importam?

Porque o relatório depende deles. Um evento chamado “lead_qualificado” e outro chamado qualify_lead descrevem a mesma coisa para um humano, mas só o segundo é reconhecido pelo GA4 como parte do funil de leads. O mesmo vale para os parâmetros: a referência técnica dos eventos recomendados pede value e currency em quase todos os eventos de lead, com a moeda no padrão ISO 4217 (BRL para real). Se você informar value sem currency, as métricas de receita não são calculadas corretamente.

EventoMomento no funilParâmetros prescritosOrigem típica do sinal
generate_leadFormulário enviado ou contato registradovalue, currency, lead_source (opcional)Site (tag do Google ou GTM)
qualify_leadLead aprovado na triagemvalue, currencyCRM, pelo servidor
disqualify_leadLead descartadovalue, currency, disqualified_lead_reason (opcional)CRM, pelo servidor
working_leadVendedor em contatovalue, currency, lead_status (opcional)CRM, pelo servidor
close_convert_leadVirou clientevalue e currency opcionais, mas um exige o outroCRM, pelo servidor
close_unconvert_leadEncerrado sem vendavalue, currency, unconvert_lead_reason (opcional)CRM, pelo servidor

Google for Developers, referência de eventos recomendados do GA4 (2026)

Um detalhe que muita implantação ignora: value em generate_lead não precisa ser o valor de uma venda. Pode ser um valor estimado por lead, calculado a partir da taxa histórica de fechamento e do tíquete médio. Ele serve para o GA4 comparar canais por valor e não só por volume, a mesma lógica de pontuar leads pelo que eles indicam de compra.

O que são parâmetros de eventos e quais os limites

Parâmetros são os campos que acompanham cada evento e dão contexto a ele. Alguns vêm de série (page_location, page_title), outros são prescritos pelos eventos recomendados e outros você pode acrescentar. Os limites de coleta do GA4 para propriedades padrão são estes: nome de evento com até 40 caracteres, até 25 parâmetros por evento, nome de parâmetro com até 40 caracteres e valor de parâmetro com até 100 caracteres, com exceções para page_title (300), page_referrer (420) e page_location (1.000).

Um parâmetro enviado não aparece sozinho nos relatórios. Para usá-lo como dimensão, é preciso registrá-lo como dimensão personalizada no Administrador. É o mesmo cuidado que vale para o form_id do form_submit, e o motivo pelo qual “mandei o parâmetro e ele não aparece” é uma das dúvidas mais comuns de quem começa.

O que são eventos principais e como eles se ligam aos de lead?

Evento principal é o nome que o GA4 dá ao evento que você marca como ação importante para o negócio. Segundo a página de eventos principais da Central de Ajuda, qualquer evento coletado pode ser marcado, até 30 por propriedade padrão (50 no Analytics 360). Já a conversão, no vocabulário do Google, passou a ser o que o Google Ads usa para lance: ela pode ser criada a partir de um evento principal compartilhado com o Ads.

No funil de leads, a pergunta é quais dos seis marcar. Uma escolha razoável para B2B é marcar generate_lead e close_convert_lead: o primeiro mede a entrada, o segundo mede o resultado. Marcar os seis como principais transforma o relatório num somatório de etapas que não se somam. Para marcar, basta ir em Administrador, Eventos, e clicar na estrela ao lado do evento, com função de editor ou superior.

Como criar eventos no GA4 na prática?

Há três caminhos, e o certo depende de onde o fato acontece.

  1. Pela interface, a partir de um evento existente. Em Administrador, Eventos, a opção “Criar evento” gera um evento novo a partir de condições sobre outro. O exemplo da própria documentação é criar um evento a partir do page_view de uma página de agradecimento. Dá para usar esse caminho para nomear o envio como generate_lead sem mexer no código do site.
  2. Pela tag do Google ou pelo Gerenciador de Tags. É o caminho para eventos do site que precisam de parâmetros, como o lead_source ou um value estimado. Também é onde se captura o client_id para gravar no formulário.
  3. Pelo servidor, com o Measurement Protocol. É o caminho dos cinco eventos que nascem no CRM. O Google descreve o protocolo como complemento da coleta pela tag, não substituto: ele precisa de uma propriedade já medida no site para funcionar.

Em qualquer dos três, confira o resultado antes de confiar no número. O relatório de tempo real mostra os eventos dos últimos 30 minutos, e o DebugView mostra evento por evento, com os parâmetros, para um navegador em modo de depuração.

Quais os erros mais comuns com eventos no GA4?

  • Inventar nome para o que já tem nome. “envio_formulario”, “lead_site” e “contato_ok” fazem o trabalho do generate_lead sem os relatórios dele.
  • Tratar form_submit como lead. Ele conta qualquer formulário, inclusive newsletter e busca, a menos que você filtre pelo identificador do formulário.
  • Disparar o evento no clique do botão. Um envio com erro de validação vira lead no GA4 e não chega ao CRM. Dispare na confirmação.
  • Não guardar o client_id no formulário. Sem ele, nenhum evento do CRM consegue voltar para a visita de origem.
  • Mandar value sem currency. A referência técnica avisa que, sem a moeda, as métricas de receita não são calculadas corretamente.
  • Esperar que o GA4 atribua a venda de 60 dias. O limite de 72 horas do Measurement Protocol não foi feito para ciclos longos.
  • Marcar tudo como evento principal. O limite é 30, e um relatório com doze “conversões” não mostra prioridade nenhuma.

Como medir se os eventos de lead estão funcionando?

  1. Compare o total de generate_lead do mês com o número de leads que entraram no CRM pelo site. Uma diferença grande e persistente indica disparo duplicado, formulário sem evento ou lead que chega ao CRM sem passar pelo site.
  2. Confira se cada lead do CRM tem o client_id gravado. Esse é o percentual máximo de leads que você conseguirá acompanhar no GA4.
  3. Abra o DebugView e faça um envio de teste; depois mude a etapa desse lead de teste no CRM e veja o qualify_lead chegar.
  4. Leia a taxa de passagem por origem: de generate_lead para qualify_lead e de qualify_lead para close_convert_lead. É ali que aparece o canal que gera volume e não gera cliente.
  5. Leia os motivos de descarte (disqualified_lead_reason) por campanha. Motivo repetido em uma origem é ajuste de segmentação, não de vendas.

O percentual do item 1 é uma referência de bolso para iniciar a investigação, não uma regra do Google: o importante é que a diferença seja explicável.

O que muda para e-commerce, B2B e serviços locais?

Tipo de negócioBloco de recomendados que importaEvento principal típicoOnde está o resultado
E-commerceVendas on-line: view_item, add_to_cart, begin_checkout, purchasepurchaseNo próprio site, no checkout
B2B com ciclo longoGeração de leads, os seis eventosgenerate_lead e close_convert_leadNo CRM, semanas depois
Serviço local (clínica, escritório)Geração de leads, ao menos generate_lead e close_convert_leadgenerate_leadNo WhatsApp e na agenda
SaaS e plataformasTodas as propriedades: sign_up, loginsign_upNo produto, depois do cadastro

O e-commerce tem a vida mais fácil, porque a venda acontece dentro do site e o purchase leva o valor real. Em todos os outros casos, o resultado está fora do site, e a qualidade da medição depende de quanto a operação comercial devolve ao GA4.

Por onde começar hoje

  1. Liste os eventos personalizados da sua propriedade e troque os que têm equivalente recomendado, começando pelo formulário de contato, que deve virar generate_lead.
  2. Garanta que o formulário grave o client_id junto com o lead, mesmo que a integração com o CRM ainda não exista.
  3. Combine com o comercial quais etapas do CRM equivalem a qualify_lead, working_lead e fechamento, e quais motivos de descarte serão usados.
  4. Escolha o caminho do sinal do CRM: GA4 pelo Measurement Protocol para ler o funil por origem, Google Ads por conversões offline para devolver a venda à campanha. Muitas empresas precisam dos dois.
  5. Marque como principais só o generate_lead e o close_convert_lead, e revise em 30 dias.

Se quiser um olhar de fora sobre o que sua medição já capta e onde ela perde o lead, o diagnóstico de marketing gratuito da Alliance avalia dados e mensuração junto com as outras frentes. E quando o trabalho é implantar o funil de eventos de ponta a ponta, do formulário ao CRM, é o que fazemos em Web Analytics.

GA4EventosGeração de leadsAnalyticsMensuração

Perguntas frequentes

Como criar eventos no GA4?+

Há três caminhos. Pela interface, em Administrador e Eventos, a opção “Criar evento” gera um evento a partir de outro, como o page_view de uma página de agradecimento. Pela tag do Google ou pelo Gerenciador de Tags, para eventos do site com parâmetros. E pelo servidor, com o Measurement Protocol, para fatos que acontecem fora do site, como a venda registrada no CRM.

Quais são os eventos recomendados do GA4?+

São eventos com nome e parâmetros definidos pelo Google, que você implementa. A lista oficial tem quatro blocos: para todas as propriedades (login, sign_up, search), para vendas on-line (view_item, add_to_cart, purchase), para jogos e para geração de leads (generate_lead, qualify_lead, disqualify_lead, working_lead, close_convert_lead e close_unconvert_lead).

O que são eventos personalizados no GA4?+

São eventos com nome criado por você, para ações que nenhum outro tipo cobre. O Google orienta criá-los só quando nenhum outro funcionar para o seu caso de uso, porque eles não aparecem na maioria dos relatórios padrão. Antes de criar um, confira se não existe evento recomendado equivalente.

Quais são os eventos padrão do GA4?+

Os que chegam sem configuração extra: os coletados automaticamente, como first_visit, session_start e user_engagement, e os de medição otimizada, como page_view, scroll, click, file_download, form_start e form_submit. Os de medição otimizada dependem de o recurso estar ativo no fluxo de dados da web.

O que são parâmetros de eventos no GA4?+

São os campos que dão contexto ao evento, como o endereço da página, o valor ou o motivo de descarte de um lead. Cada evento aceita até 25 parâmetros, com nome de até 40 caracteres e valor de até 100, salvo exceções como page_location. Para usar um parâmetro nos relatórios, registre-o como dimensão personalizada.

O que são eventos principais no GA4?+

São os eventos que você marca como ações importantes para o negócio, como envio de formulário ou compra. Uma propriedade padrão aceita até 30 eventos principais. Eles podem ser compartilhados com o Google Ads, onde viram conversões usadas para lance.

Onde ver a lista de eventos do GA4?+

Em Administrador, na seção Eventos, que mostra os eventos recentes e os criados na interface. Para conferir em tempo real, o relatório de tempo real mostra a contagem por nome de evento nos últimos 30 minutos. Para inspecionar parâmetros de um envio específico, use o DebugView com o modo de depuração ativo.

Quais eventos o GA4 coleta automaticamente?+

Em sites, first_visit, session_start e user_engagement são coletados ao instalar a tag. Com a medição otimizada ativa, entram também page_view, scroll, click em link externo, file_download, view_search_results, eventos de vídeo, form_start e form_submit.

Quais eventos usar no GA4 para ecommerce?+

Os recomendados para vendas on-line, que seguem o funil de compra: view_item, add_to_cart, begin_checkout e purchase, entre outros. Eles alimentam o relatório de compras de e-commerce. Para loja que também vende por orçamento, vale somar o bloco de geração de leads.

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