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Brand awareness: como medir a lembrança da marca pela fatia da busca

Brand awareness só faz sentido comparado à categoria. Como medir a lembrança com duas perguntas e calcular o share of search no Google Trends, de graça.

Resposta rápida

Brand awareness é o grau em que as pessoas conhecem e lembram a sua marca quando pensam na categoria em que ela atua. Medir bem exige comparar com os concorrentes, não olhar números soltos de alcance ou de busca. Há dois caminhos que se completam: uma pesquisa curta com uma pergunta espontânea e outra assistida, e o share of search, que divide as buscas pela sua marca pela soma das buscas por todas as marcas da categoria. Les Binet apresentou esse indicador no IPA em 2020 como rápido, barato e antecedente da participação de mercado.

Quase todo relatório de marketing tem um slide chamado “awareness”. Nele aparecem alcance, impressões, seguidores novos e, às vezes, o número de buscas pelo nome da empresa. O problema é que nenhum desses números diz se a marca está sendo mais lembrada do que as concorrentes, que é a única pergunta que importa.

Este guia trata a lembrança de marca como ela é: uma medida relativa à categoria. Mostra o roteiro de duas perguntas para uma pesquisa curta e o passo a passo do share of search no Google Trends, um indicador gratuito que um dos pesquisadores de eficácia mais citados do mercado publicitário testou contra a participação de mercado.

O que é brand awareness?

Brand awareness é o quanto a sua marca está presente na cabeça de quem compra a categoria. Em termos práticos, é a probabilidade de a pessoa lembrar do seu nome quando surge a necessidade, ou de reconhecê-lo quando ele aparece numa lista, numa prateleira ou num resultado de busca.

O ponto que costuma ficar de fora das definições é que awareness não existe no vácuo. Uma marca lembrada por 30% do público pode ser líder numa categoria pulverizada e lanterna numa categoria com dois gigantes. Por isso, todo número de awareness precisa vir acompanhado da pergunta: comparado a quem?

Awareness também é a base de outras métricas de marca. Ninguém prefere, recomenda ou paga mais por um nome que não conhece. É por isso que a lembrança aparece como um dos sinais de valor no nosso artigo sobre como medir o brand equity de uma empresa: ela vem antes da preferência e do prêmio de preço.

Brand awareness em português: lembrança, reconhecimento ou consciência de marca?

A tradução mais comum é consciência de marca ou reconhecimento de marca, mas nenhuma das duas cobre o termo inteiro. Em pesquisa de mercado no Brasil, o vocabulário de trabalho é outro: fala-se em lembrança de marca, e ela se divide em níveis.

A distinção importa porque cada nível pede uma pergunta diferente e responde a um problema diferente. Reconhecer um nome numa lista é bem mais fácil do que lembrá-lo sem ajuda. Uma marca pode ter reconhecimento alto e lembrança espontânea baixa: as pessoas sabem que ela existe, mas não pensam nela na hora de comprar.

Qual a diferença entre lembrança espontânea, assistida e top of mind?

São três recortes do mesmo fenômeno, do mais fácil ao mais difícil de conquistar. A tabela resume o que cada um mede, como se pergunta e o que ele indica para a estratégia.

NívelComo se perguntaO que medeO que indica
Lembrança assistida (reconhecimento)Mostra uma lista de marcas e pergunta quais a pessoa conheceSe o nome é familiarAlcance da marca; base mínima para entrar na consideração
Lembrança espontâneaPergunta aberta sobre a categoria, sem mostrar marcasSe o nome vem à cabeça sem ajudaChance real de ser lembrada na hora da necessidade
Top of mindMesma pergunta aberta; conta só a primeira marca citadaSe a marca é a primeira lembrançaLiderança mental na categoria
Share of searchNão pergunta: observa buscas no Google TrendsFatia das buscas da categoria que vai para a marcaComportamento real, comparável com concorrentes ao longo do tempo

Comparativo elaborado pela Alliance Comunicação.

As três primeiras linhas medem o que as pessoas dizem numa pesquisa. A quarta mede o que elas fazem quando abrem o buscador. Os dois tipos de dado se completam: a pesquisa explica o porquê; a busca mostra a tendência com frequência e custo que nenhuma pesquisa acompanha.

Por que medir awareness em número absoluto engana?

Porque quase todo número absoluto sobe e desce junto com a categoria inteira. Se as buscas pelo seu nome cresceram 20% no ano, a notícia parece boa. Mas se as buscas por todos os concorrentes cresceram 50% no mesmo período, a sua marca perdeu espaço na cabeça do mercado, mesmo com o gráfico apontando para cima.

O mesmo vale para alcance, impressões e seguidores. Eles medem exposição comprada ou conquistada, não lembrança. Uma campanha pode alcançar milhões de pessoas e deixar a marca exatamente onde estava na memória delas. Sazonalidade, mudança de algoritmo e verba de mídia mexem nesses números sem que a lembrança mude.

A saída é sempre a mesma: trocar o número solto por uma fatia. Fatia da lembrança espontânea, fatia do reconhecimento, fatia da busca. Uma fatia só cresce se a marca ganhar de alguém, e é exatamente isso que awareness deveria mostrar.

O que é share of search e de onde veio?

Share of search é a participação da sua marca no total de buscas feitas pelas marcas da categoria. O indicador ganhou nome e método com Les Binet, chefe de eficácia da agência adam&eveDDB, que o apresentou na conferência EffWorks Global de 2020, organizada pelo IPA, a associação britânica de agências de publicidade.

Les Binet define share of search como o total de buscas orgânicas no Google por uma marca dividido pelo total de buscas por todas as marcas da categoria. O dado pode ser tirado do Google Trends, é gratuito, costuma ir até 2004 e permite frequência semanal.
Fonte: IPA (Institute of Practitioners in Advertising), Binet presents fast, cheap, predictive Share of Search metric, EffWorks Global 2020 (14/10/2020)

Dois detalhes dessa definição evitam a maior parte dos erros. Primeiro, é busca orgânica, ou seja, o que as pessoas digitam; não tem relação com a fatia de anúncios pagos na busca. Segundo, o denominador é a soma das marcas da categoria, e não o total de buscas do Google nem o termo genérico do setor.

A lógica por trás é simples. Quem digita o nome de uma marca já a tem na memória: a busca é um rastro de lembrança. Somando esses rastros de todas as marcas concorrentes, obtém-se um retrato de como a atenção do mercado se divide, atualizado sem precisar entrevistar ninguém.

O que a pesquisa de Les Binet mostrou sobre share of search?

Binet testou o indicador em três categorias: automóveis, energia (gás e eletricidade) e aparelhos de celular. Segundo o IPA, nas três o share of search se correlacionou com a participação de mercado. O achado mais útil, porém, é de tempo: a fatia da busca se move antes da fatia das vendas.

Segundo o estudo apresentado por Les Binet no IPA, o share of search é um indicador antecedente da participação de mercado: quando ele sobe, a participação tende a subir. A defasagem pode chegar a um ano em carros. Não é preditor perfeito, porque a conversão é afetada por outros fatores, sobretudo preço.
Fonte: IPA, Binet presents fast, cheap, predictive Share of Search metric (14/10/2020)

Leia esse resultado com o recorte certo. O “até um ano” vale para carros, uma compra longa e planejada; em categorias de decisão rápida, a defasagem tende a ser outra, e o estudo não a fixa. O que se generaliza é a direção: a busca avisa antes. Por isso o indicador funciona como alarme precoce, e não como previsão de vendas.

O IPA registra outros pontos do trabalho de Binet que ajudam a interpretar a curva. A diferença entre a fatia da busca e a fatia de mercado, que ele chama de extra share of search, aparece como um sinal particularmente sólido de que a participação vai se mover. E, segundo Binet, a propaganda sustentada faz o share of search crescer com dois efeitos: um curto, que some rápido, e um longo, que decai devagar, com 60% das buscas vindo do efeito de longo prazo.

Awareness não é quantas pessoas viram a marca; é quantas a escolheriam para lembrar.

Como calcular o share of search no Google Trends?

O cálculo cabe numa planilha e não exige ferramenta paga. O cuidado está na coleta, porque o Google Trends não entrega volume de buscas, e sim um índice. O diagrama mostra o raciocínio com números de exemplo.

Diagrama em três passos do cálculo do share of search: quatro marcas no mesmo gráfico do Google Trends com índices 40, 25, 10 e 5, a soma da categoria igual a 80 e cada marca dividida pela soma, resultando em 50%, 31%, 13% e 6%
Números ilustrativos. O que vale é o método: todas as marcas na mesma consulta, mesma região e mesmo período.

1. Liste as marcas que disputam a mesma compra

Escolha as marcas que o cliente realmente compara com a sua, não as maiores do setor por tamanho. Para uma clínica de bairro, o conjunto certo são as clínicas da região, não as redes nacionais. Fixe essa lista e não a troque no meio da série, ou a comparação deixa de valer.

2. Coloque todas no mesmo gráfico

Este é o passo que não admite atalho. A ajuda do Google explica por que: o Trends normaliza cada consulta antes de mostrar o resultado.

O Google Trends normaliza os dados de pesquisa para facilitar comparações entre termos: cada ponto é dividido pelo total de pesquisas da região e do período, e os números são dimensionados de 0 a 100 com base na proporção de um tópico em relação a todas as pesquisas.
Fonte: Ajuda do Google Trends, Perguntas frequentes sobre os dados do Google Trends (consultado em 2026)

Na prática, um “50” numa consulta não é o mesmo “50” em outra. Só dá para somar e dividir índices que saíram juntos, da mesma comparação, com a mesma região e o mesmo período. Segundo a página de comparação de termos do Google Trends, a versão atual compara até 8 grupos de termos de uma vez (a análise detalhada clássica, até 5), o que cobre a maioria das categorias.

3. Junte as grafias de cada marca

O Trends trata cada grafia como uma busca diferente e não soma variações, sinônimos, plural ou erros de digitação por conta própria. Para juntar as formas como as pessoas escrevem o mesmo nome, use o sinal de mais: “alliance + aliance”. Para marcas com nome comum, que também é palavra do dia a dia, prefira o assunto que o Trends sugere abaixo do termo ou filtre por categoria.

4. Some, divida e acompanhe a curva

Leve o índice de cada marca, ponto a ponto, para uma planilha. Em cada data, some os índices de todas as marcas e divida o da sua marca pelo total. O resultado é a sua fatia naquela semana ou naquele mês. Um ponto isolado diz pouco: o que informa é a linha ao longo de trimestres, comparada com a de cada concorrente.

Como montar uma pesquisa de lembrança de marca com duas perguntas?

O share of search tem um limite: só capta marcas que as pessoas procuram pelo nome. Em categorias pequenas, regionais ou B2B, o volume pode ser baixo demais para o Trends mostrar. Nesses casos, e para entender o porquê da curva, a pesquisa continua indispensável. E ela não precisa ser longa: duas perguntas, na ordem certa, já medem os três níveis de lembrança.

Roteiro de pesquisa de lembrança de marca em duas perguntas: primeiro a espontânea, sem mostrar marcas, que mede top of mind e lembrança espontânea; depois a assistida, com lista embaralhada, que mede reconhecimento
Inverter a ordem contamina o resultado: quem acabou de ver a lista não responde mais a pergunta espontânea sem ajuda.
  1. Pergunta espontânea, primeiro. “Quando você pensa em [categoria], quais empresas vêm à cabeça?” Resposta aberta, sem nenhuma marca na tela. Anote na ordem em que foram ditas: a primeira é o top of mind; todas as citações contam para a lembrança espontânea.
  2. Pergunta assistida, depois. “Destas empresas, quais você conhece, nem que seja de nome?” Mostre a sua marca e as dos concorrentes da sua lista de share of search, em ordem embaralhada a cada entrevista, para que a posição não favoreça ninguém.
  3. Calcule as fatias. Para cada marca, a porcentagem de entrevistados que a citou em cada nível. Compare a sua com a dos concorrentes, e não com uma meta abstrata.
  4. Repita com o mesmo texto. A cada seis meses ou um ano, com o mesmo perfil de entrevistado. Mudar uma palavra da pergunta quebra a série histórica.

Quem responde também conta. Se a pesquisa for só com clientes, a lembrança vai parecer alta, porque eles já compraram. O retrato útil inclui quem compra a categoria e ainda não comprou de você. Para dimensionar quantas respostas bastam sem gastar à toa, veja o nosso guia sobre tamanho de amostra em pesquisa de mercado.

Quais os erros mais comuns ao medir brand awareness?

  • Comparar índices de consultas diferentes no Trends. Cada consulta é normalizada à parte. Somar o 60 de uma com o 40 de outra produz um número sem significado.
  • Ler o 0 do Trends como zero buscas. Segundo a ajuda do Google, termos com baixo volume aparecem como 0. Para marcas pequenas, a ausência no gráfico quer dizer “abaixo do limite”, não “ninguém procura”.
  • Comemorar pico sem olhar a causa. O próprio IPA lembra que nem toda busca é positiva. Uma crise, um recall ou uma reclamação viral também fazem o nome ser buscado. Antes de celebrar, veja as consultas relacionadas.
  • Confundir share of search com share of voice. Share of voice é a sua fatia na mídia e na conversa; share of search é a sua fatia nas buscas. O primeiro é esforço; o segundo é resposta do mercado a esse esforço.
  • Esperar efeito imediato. Pelo que Binet apresentou, a maior parte do ganho vem do efeito longo da propaganda. Cortar a verba porque a curva não mexeu em um mês interrompe justamente essa parte.
  • Tratar a fatia da busca como previsão de vendas. O próprio estudo diz que preço e outros fatores interferem na conversão. A curva é um alarme, e o diagnóstico vem do cruzamento com vendas, preço e pesquisa.

Há ainda uma mudança recente no comportamento de busca a considerar. A ajuda do Google informa que o Trends filtra as pesquisas internas feitas pelo Modo IA e pelas Visões Gerais criadas por IA. A busca que a pessoa digita continua contando; o que o recurso de IA consulta por baixo, não. Se a sua categoria migrar parte da pesquisa para assistentes, vale acompanhar também o que a IA responde quando perguntam pela sua marca.

Como medir brand awareness em B2B e em outros tipos de negócio?

A lógica de fatia vale para qualquer empresa. O que muda é qual das ferramentas carrega mais peso, porque o volume de buscas e o acesso ao público variam muito de um modelo para outro.

Tipo de negócioShare of search no TrendsPesquisa de lembrançaCuidado principal
Varejo e bens de consumoPrincipal termômetro, com boa frequênciaSemestral, com público amplo da categoriaSeparar picos de promoção da tendência
B2B de nichoMuitas vezes abaixo do limite de volumePrincipal ferramenta, com decisores do setorAmostra pequena e qualificada vale mais que grande e genérica
Serviços locaisFunciona filtrando estado ou regiãoCurta, com moradores da área atendidaEscolher concorrentes da mesma região
E-commerceBom, desde que o nome não seja palavra comumComplementar, para entender o porquêUsar assunto ou categoria do Trends para tirar ambiguidade
Marca em lançamentoAinda sem série para compararLinha de base logo no inícioGuardar o primeiro retrato para medir o avanço depois

Comparativo elaborado pela Alliance Comunicação.

Em B2B, um sinal intermediário ajuda: em quantas concorrências, cotações ou listas de fornecedores a sua empresa é chamada sem ter feito a prospecção. É lembrança espontânea medida pelo comercial, e costuma aparecer antes nos números do CRM do que em qualquer pesquisa.

Seja qual for o modelo, lembrança se constrói com presença constante diante de quem ainda não está comprando. É o argumento central do artigo sobre posicionamento de marca e a regra 95:5: a maior parte de quem vai comprar um dia ainda não está no mercado hoje, e é nessa memória que a marca precisa estar quando a necessidade aparecer.

Como ler o resultado e decidir o que fazer?

Cruze as duas medidas. Se a pesquisa mostra reconhecimento alto e lembrança espontânea baixa, o nome é conhecido, mas não está associado à necessidade: o trabalho é de posicionamento e de mensagem. Se as duas estão baixas, falta presença: o trabalho é de alcance e frequência.

Se a lembrança na pesquisa é boa, mas o share of search está caindo, alguém está ganhando espaço mais rápido do que você, e a busca costuma mostrar isso antes das vendas. E se o share of search sobe sem a participação de mercado acompanhar, olhe para o que acontece depois da lembrança: preço, distribuição, experiência e conversão do site.

Por onde começar hoje?

Comece pelo que é gratuito e imediato: monte a lista de concorrentes diretos, coloque todos no mesmo gráfico do Google Trends e calcule a sua fatia nos últimos anos. Em uma tarde você descobre se a marca está ganhando ou perdendo espaço relativo, algo que nenhum relatório de alcance mostra.

Depois, registre a linha de base com a pesquisa de duas perguntas e marque na planilha as campanhas, reajustes e mudanças de marca. Se os números mostrarem que o nome é conhecido mas não lembrado, o próximo passo é rever posicionamento e identidade, que é o trabalho de um projeto de branding e posicionamento. Para ver onde a marca está ao lado de presença digital, aquisição e dados, o diagnóstico de marketing gratuito da Alliance pontua essas frentes.

Brand awarenessShare of searchBrandingMétricas

Perguntas frequentes

O que é brand awareness?+

Brand awareness é o grau em que as pessoas conhecem e lembram uma marca quando pensam na categoria em que ela atua. Inclui reconhecer o nome numa lista e lembrar dele sem ajuda. Como depende da força dos concorrentes, faz sentido medir sempre em comparação com eles.

Brand awareness: o que significa?+

Significa, literalmente, consciência da marca: a presença do nome na memória de quem compra a categoria. Na prática, indica a chance de a marca ser lembrada quando surge a necessidade de compra. É a etapa que vem antes da preferência e da recomendação.

Brand awareness em português?+

As traduções mais usadas são consciência de marca e reconhecimento de marca. Em pesquisa de mercado no Brasil, o termo de trabalho é lembrança de marca, dividida em assistida, espontânea e top of mind. Cada nível pede uma pergunta diferente.

Como medir brand awareness?+

Há dois caminhos que se completam. Uma pesquisa curta, com uma pergunta espontânea e depois uma assistida, mede o que as pessoas lembram. O share of search, calculado no Google Trends, divide as buscas pela sua marca pela soma das buscas pelas marcas da categoria e mostra a tendência ao longo do tempo.

Como mensurar brand awareness sem gastar com pesquisa?+

O caminho gratuito é o share of search: coloque a sua marca e os concorrentes diretos no mesmo gráfico do Google Trends e calcule a sua fatia no total. Ele só funciona quando as marcas têm volume de buscas suficiente para aparecer. Em nichos pequenos, uma pesquisa curta com clientes e não clientes continua necessária.

Quais são exemplos de brand awareness?+

Uma pessoa que precisa de um contador e cita o seu escritório de primeira mostra top of mind. Outra que só reconhece o nome quando ele aparece numa lista mostra lembrança assistida. Já uma marca cuja fatia nas buscas da categoria cresce de um ano para o outro mostra awareness em alta, mesmo sem pesquisa.

Como fazer uma pesquisa de lembrança de marca?+

Faça primeiro a pergunta aberta, sem mostrar marcas: quais empresas vêm à cabeça quando você pensa na categoria. Depois mostre a lista com a sua marca e os concorrentes, em ordem embaralhada, e pergunte quais a pessoa conhece. Repita com o mesmo texto e o mesmo perfil de público para ter série histórica.

Como medir brand awareness B2B?+

Em B2B, o volume de buscas costuma ser baixo demais para o Google Trends, então a pesquisa com decisores do setor é a ferramenta principal. Vale acompanhar também em quantas cotações ou concorrências a empresa é chamada sem prospecção. Esse número, registrado no CRM, é uma forma de lembrança espontânea medida pelo comercial.

Existem benchmarks de brand awareness?+

Não existe um número de referência que valha para todo mercado, porque a lembrança depende de quantas marcas disputam a categoria e de quão fortes elas são. O benchmark útil é o dos seus concorrentes diretos, medido com o mesmo método. Por isso o share of search e a pesquisa com lista de concorrentes dizem mais que qualquer média setorial.

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