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Slogan de empresa: como criar uma frase que o INPI aceita registrar

Slogan de empresa que só elogia o produto é recusado pelo INPI. Veja o teste das duas condições do Manual de Marcas e como criar uma frase registrável.

Resposta rápida

Slogan de empresa é a frase curta que acompanha a marca e resume sua promessa. Ele pode ser registrado no INPI como marca, mas a Lei 9.279/1996 (art. 124, VII) veda a expressão usada apenas como propaganda. Pelo Manual de Marcas, o pedido só é indeferido quando a frase faz propaganda e, ao mesmo tempo, é incapaz de distinguir — caso das frases elogiosas, de uso comum ou sem originalidade no segmento. Passa a frase que traz o nome da marca no conjunto ou que usa jogo de palavras e duplo sentido, que é também a que o cliente lembra.

Quase todo guia de slogan começa pela inspiração: uma lista de frases famosas, uma dica de rima, um gerador que devolve vinte opções em dez segundos. Quando chega à parte jurídica, a orientação costuma caber numa linha — “registre no INPI” — como se registrar fosse só uma questão de preencher o formulário.

Não é. A lei brasileira tem um inciso específico contra frases de propaganda, e o INPI publica o critério exato que usa para aplicá-lo. Este artigo mostra esse critério, os exemplos que o próprio instituto dá de frase que cai e de frase que passa, e como transformar a regra em método de criação. A boa notícia: a frase que sobrevive ao exame é, quase sempre, a mesma que o cliente lembra.

O que é slogan de empresa?

Slogan é a frase curta que acompanha a marca e diz, em poucas palavras, o que ela promete ou como quer ser lembrada. Ele aparece embaixo do logotipo, no fim do comercial, na assinatura do e-mail e na embalagem. O nome identifica a empresa; o slogan dá a ela uma ideia para carregar.

Um bom slogan faz três trabalhos ao mesmo tempo: resume o posicionamento, cria um gancho de memória e diferencia a marca de quem vende a mesma coisa. Se ele só cumpre o primeiro — descreve o que a empresa faz —, vira uma legenda. Se não cumpre o terceiro, serve para qualquer concorrente. E é exatamente aí, na diferenciação, que o critério do INPI e o critério do mercado se encontram.

Na prática, o slogan nasce depois de decisões mais fundas. Ele é a ponta visível de um posicionamento de marca já definido e de um tom de voz que a empresa consegue sustentar. Frase criada antes disso tende a ser genérica, porque não tem do que falar.

Qual a diferença entre slogan, tagline e logotipo?

Os três costumam ser confundidos porque aparecem juntos. A diferença está na função e no tempo de vida. No uso de mercado, slogan e tagline são frequentemente tratados como sinônimos; quando se separam, a tagline é a assinatura fixa da marca e o slogan pode ser a frase de uma campanha. Para o INPI, a distinção de nome não importa: o que conta é se a frase, como conjunto, funciona como marca.

LogotipoTagline (assinatura)Slogan de campanha
O que éA forma gráfica do nome ou símboloFrase fixa que acompanha a marcaFrase de uma ação ou temporada
Tempo de vidaAnos, raramente mudaAnos, muda no reposicionamentoMeses, muda com a campanha
Função principalIdentificar a origem à primeira vistaFixar a promessa centralLevar a uma ação naquele momento
Vale registrar?Sim, como marca figurativa ou mistaVale avaliar, se passar no teste do inciso VIIRaramente compensa: o pedido demora mais que a campanha
Risco típicoDesenho parecido com o de terceirosFrase elogiosa ou de uso comumFrase promocional, sem originalidade

Comparativo elaborado pela Alliance Comunicação. A coluna “Vale registrar?” é recomendação prática, não regra do INPI.

O logotipo tem sua própria armadilha de registro, que tratamos em logotipo de empresa: o desenho bonito que você não consegue registrar. Aqui o foco é a frase.

Pode registrar slogan no INPI?

Pode — mas não como categoria própria, e não qualquer frase. O INPI registra marcas, e o slogan só entra se for capaz de funcionar como marca. A barreira está escrita na lei:

A Lei da Propriedade Industrial diz, no art. 124, inciso VII, que não é registrável como marca o “sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda”.
Fonte: Presidência da República, Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996 (Lei da Propriedade Industrial), art. 124, VII

A palavra que decide é “apenas”. Toda marca é, de algum modo, comunicação; o que a lei barra é a frase que só serve para vender e não serve para identificar quem vende. Uma vez registrada, a lei assegura ao titular o uso exclusivo em todo o território nacional (art. 129), e o registro vale por dez anos, prorrogáveis por períodos iguais (art. 133).

E se a frase não for registrável, fica desprotegida? Não por completo. O art. 195, inciso IV, da mesma lei tipifica como crime de concorrência desleal usar expressão ou sinal de propaganda alheios, ou imitá-los, de modo a criar confusão entre os produtos ou estabelecimentos, com pena de detenção de três meses a um ano, ou multa. A diferença é prática: sem registro, quem se sente copiado precisa provar a confusão; com registro, a exclusividade já está documentada.

Como o INPI decide se um slogan pode virar marca?

O critério está no item 5.9.4 do Manual de Marcas, o documento que orienta os examinadores. Ele diz que o inciso VII deve ser aplicado de forma criteriosa e só quando a função exclusiva de propaganda estiver evidenciada. Para isso, o examinador faz duas perguntas sobre a frase inteira — e só indefere se as duas respostas forem “sim”.

O indeferimento pelo art. 124, VII só ocorre quando o sinal, como um todo, atende a duas condições cumulativas: exercer função de propaganda e ser incapaz de exercer função distintiva.
Fonte: INPI, Manual de Marcas, item 5.9.4 — Sinal que exerce função de propaganda
Fluxograma do teste do INPI para slogan: primeiro se a frase exerce função de propaganda, depois se é incapaz de distinguir; só o sim nas duas leva ao indeferimento pelo art. 124, VII
A maioria dos slogans responde “sim” à primeira pergunta. É a segunda que separa o pedido indeferido do registrado.

Primeira pergunta: a frase faz propaganda?

Pelo Manual, a frase exerce função de propaganda quando recomenda o produto ou serviço, divulga suas qualidades, transmite missão, valores, ideias ou conceitos da empresa, tenta persuadir o interlocutor a agir ou destaca o produto em relação à concorrência. Repare que isso descreve praticamente todo slogan — ou seja, passar na primeira pergunta não é o objetivo. Quase ninguém passa.

Segunda pergunta: a frase também distingue?

Aqui o examinador olha a impressão geral do conjunto, a percepção que nasce da combinação de todos os elementos. A pergunta é se o público seria capaz de reconhecer aquela frase como sinal de uma origem específica, e não só como um elogio que qualquer empresa do setor poderia usar. É nessa etapa que o slogan bem construído se salva.

Que tipo de frase o INPI recusa?

O Manual lista três situações em que a frase de propaganda é considerada desprovida de distintividade e deve ser indeferida. Cada uma corresponde a um vício comum de criação.

Frase de uso comum na publicidade

É a expressão que já virou fórmula do varejo. O Manual dá como exemplos “APROVEITE NOSSAS OFERTAS”, irregistrável para supermercado, e “LEVE 3 E PAGUE 2”, irregistrável para comércio de material de limpeza — esta também por descrever as condições de venda. Um detalhe que costuma surpreender: no exemplo de “APROVEITE NOSSAS OFERTAS” para comércio de roupas, o pedido trazia um desenho junto, e mesmo assim caiu, porque o elemento figurativo não conferia, sozinho, distintividade suficiente. Colocar a frase dentro de um logotipo não salva frase genérica.

Frase descritiva, comparativa, promocional ou elogiosa

É a frase que só afirma que o produto é bom, barato ou o melhor. “O MELHOR SAPATO DO BRASIL” foi o exemplo dado para sapatos, indeferido pelos incisos VI e VII do art. 124, porque é ao mesmo tempo descritiva, comparativa e elogiosa. “AQUI É TUDO BARATO TODO DIA”, para farmácia, cai por descrever apenas as condições em que o serviço é oferecido.

Frase sem originalidade no segmento

É a frase simpática, mas que todo mundo do setor já disse. “CUIDANDO DE VOCÊ” para seguros de saúde, “SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR” para alarmes de incêndio e “DIVERSÃO GARANTIDA” para entretenimento aparecem no Manual como irregistráveis por serem exclusivamente promocionais e sem originalidade. E a originalidade não é avaliada no achismo: o Manual diz que o INPI faz buscas na internet para saber se a expressão já é usada por concorrentes do segmento.

Régua com exemplos do Manual de Marcas do INPI: à esquerda frases irregistráveis como Aproveite nossas ofertas e O melhor sapato do Brasil, à direita conjuntos registráveis como Melhoral, é melhor e não faz mal e Abra a felicidade
Do lado esquerdo, frases que qualquer concorrente poderia assinar. Do lado direito, frases que só fazem sentido para uma marca, ou que exigem um segundo de interpretação.

Que tipo de slogan o INPI aceita registrar?

O mesmo item do Manual descreve dois caminhos para a frase que também funciona como marca. Os dois são, ao mesmo tempo, técnicas de redação.

O nome da marca dentro da frase

Quando o conjunto combina um elemento distintivo com uma expressão de propaganda, o inciso VII não se aplica. Os exemplos do Manual são didáticos: “Melhoral, é melhor e não faz mal”, “Bretas, sempre o melhor atendimento” e “Panamericano. Tudo por você.”. Repare que “sempre o melhor atendimento” e “tudo por você”, sozinhas, cairiam. O nome ao lado é o que dá ao conjunto capacidade distintiva.

A ressalva é estratégica, não jurídica: nesse caso a proteção se apoia sobretudo no nome. Se o nome já está registrado, o ganho do novo pedido é proteger aquela combinação específica — o que pode valer a pena quando a frase vira assinatura de longo prazo.

Jogo de palavras, surpresa ou duplo sentido

O segundo caminho é a frase que distingue por si mesma. O Manual diz que elementos inesperados, jogos de palavras ou termos que admitam mais de uma interpretação podem aumentar a capacidade distintiva do sinal. Entre os exemplos registráveis estão “ABRA A FELICIDADE”, para bebidas não alcoólicas, porque os elementos admitem mais de um significado e exigem esforço interpretativo, e “SAINDO DO ZERO”, para consultoria em investimentos, porque a estrutura tem elementos com mais de um sentido.

Outros dois exemplos mostram o mesmo princípio por outro ângulo: “I CAN’T BELIEVE IT’S YOGURT”, registrável para iogurte pela estrutura pouco usual, e “YOU CAN DANCE”, para entretenimento, por ter abstração e originalidade suficientes mesmo convidando à ação. Nenhum deles é um elogio direto ao produto.

A frase que o examinador reconhece como marca é a mesma que o cliente reconhece como sua: aquela que nenhum concorrente conseguiria assinar.

Como fazer um slogan de empresa que o cliente lembra e o INPI registra?

O critério do INPI vira um roteiro de criação quando é aplicado antes, e não depois. A sequência abaixo é a que usamos em projetos de branding e posicionamento.

1. Comece pela promessa, não pela frase

Escreva em uma linha, sem preocupação com estilo, o que a marca entrega que os concorrentes não entregam. Se essa linha sair genérica (“qualidade e atendimento”), o problema está no posicionamento, e nenhuma frase vai resolvê-lo.

2. Liste o que o setor inteiro já diz

Antes de criar, levante as frases dos concorrentes diretos: site, redes, embalagens, anúncios. Esse é o vocabulário proibido. É a mesma busca que o INPI vai fazer para aferir originalidade, só que feita a seu favor.

3. Gere muitas versões e corte as elogiosas

Produza quantidade e depois elimine toda frase que só diz que o produto é melhor, mais rápido, mais barato ou de confiança. Se a frase cabe na boca de qualquer empresa do setor, ela é propaganda pura.

4. Procure o segundo sentido

Das que sobraram, prefira as que pedem um segundo de interpretação: a palavra do setor usada em outro sentido, a expressão do dia a dia aplicada ao produto, a construção inesperada. Esse esforço de leitura é o que o Manual chama de capacidade distintiva — e o que a publicidade chama de memorabilidade.

5. Teste com e sem o nome

Leia a frase sozinha e depois com o nome da marca. Se ela só funciona com o nome, o pedido provavelmente terá de ser feito com o nome no conjunto. Se funciona sozinha e ninguém do setor a usa, há chance de registro autônomo.

6. Faça a busca antes de imprimir

Pesquise a frase na internet entre aspas e na base de marcas do INPI. O próprio guia do INPI recomenda a busca prévia na base para saber se já existe marca parecida registrada. Descobrir o conflito antes do lançamento custa uma reunião; depois, custa a reimpressão de tudo.

Gerador de slogan com IA serve para a sua empresa?

Serve como ponto de partida, não como resposta. Geradores de texto tendem a devolver as combinações mais prováveis de palavras para um setor — e a combinação mais provável é, por definição, a mais comum. É o oposto do que o Manual pede: originalidade no segmento.

O uso que funciona é o inverso do habitual. Em vez de pedir “um slogan para minha padaria”, use a IA para listar as frases que padarias costumam usar, e trate essa lista como o vocabulário a evitar. Ou peça variações de uma ideia que já é sua, com duplo sentido, e depois submeta cada uma ao teste do concorrente. Isso é opinião de prática, não regra: não há norma do INPI sobre frases geradas por IA; o critério de exame é o mesmo para qualquer frase.

Quais os erros mais comuns ao criar um slogan?

  • Escolher a frase pela rima. Rima ajuda a memória, mas rima de elogio (“qualidade e economia, todo dia”) continua sendo elogio.
  • Usar superlativo. “O melhor”, “o número 1”, “o mais completo” são exatamente as expressões comparativas e elogiosas que o Manual indefere.
  • Copiar a fórmula do líder do setor. Se o concorrente maior já ocupou a ideia, a sua versão será lida como imitação — e o art. 195, IV pune o uso de propaganda alheia que cause confusão.
  • Achar que o desenho protege a frase. O exemplo do Manual mostra que figura sem força própria não salva expressão de uso comum.
  • Registrar slogan de campanha. Frase pensada para uma temporada raramente compensa o tempo de um pedido de registro.
  • Lançar sem busca. Imprimir antes de pesquisar é apostar que ninguém do setor teve a mesma ideia.

Como registrar um slogan no INPI na prática?

O caminho é o mesmo de qualquer pedido de marca. O slogan é depositado como marca, só com a frase ou com a frase e um desenho, na classe dos produtos ou serviços que ele vai assinalar. Pela lei, empresas privadas só podem pedir registro relativo à atividade que exercem de forma efetiva e lícita (art. 128, § 1º).

  1. Busca prévia na base de marcas do INPI, por palavra-chave, para ver se há marca parecida no mesmo ramo — orientação do Guia Básico de Marcas do INPI.
  2. Classificação correta dos produtos ou serviços, porque a proteção vale para o ramo indicado no pedido.
  3. Pagamento da GRU antes de iniciar o pedido. O INPI oferece desconto para pessoas físicas, microempresas, MEI, empresas de pequeno porte, cooperativas, instituições de ensino e pesquisa, entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos.
  4. Formulário no e-Marcas, usando o número da GRU paga e anexando a imagem, se a marca tiver uma.
  5. Acompanhamento pela Revista da Propriedade Industrial (RPI), publicada às terças-feiras. Depois da publicação do pedido, terceiros têm 60 dias para apresentar oposição (art. 158).

Valores das taxas e o tempo médio até a concessão estão detalhados em registro de marca no INPI: quanto custa, quanto demora e o que trava. E se o slogan nasce junto com o nome da empresa, vale ler também por que o nome aprovado na Junta Comercial ainda não é seu — o nome é o elemento que mais protege a frase.

O que muda por tipo de negócio?

O teste é o mesmo para todos, mas o risco muda conforme o setor, porque a originalidade é medida dentro do segmento.

Tipo de negócioRisco mais comumCaminho mais seguro
Varejo e supermercadoFrase de oferta e preço, de uso comumNome da rede no conjunto; preço fica para a campanha
Saúde, seguros e bem-estarVariações de “cuidado” e “você”, já saturadasIdeia específica do serviço, com construção inesperada
Serviços B2B e consultoriaJargão de setor (“soluções”, “excelência”)Termo do setor usado em segundo sentido, como “saindo do zero”
Indústria e produto embaladoSuperlativo e frase descritiva do produtoFrase com estrutura pouco usual, testada na base do INPI
Negócio local e pequenoCopiar a frase de quem é referência na cidadeNome próprio no slogan e busca antes de imprimir

Leitura da Alliance Comunicação a partir dos critérios do item 5.9.4 do Manual de Marcas do INPI.

Por onde começar hoje

Se a empresa já tem slogan, aplique o teste do concorrente e faça a busca da frase na internet e na base do INPI. Se ela passar nas duas coisas e for assinatura de longo prazo, vale considerar o registro; se não passar, a frase pode continuar sendo usada em comunicação, mas não conte com ela como ativo exclusivo.

Se a empresa ainda não tem slogan, comece um passo antes: pela promessa que só ela pode fazer. Um diagnóstico de marketing gratuito ajuda a enxergar se o posicionamento está claro o bastante para virar frase — e, quando está, a frase costuma aparecer quase sozinha.

SloganBrandingRegistro de marcaINPI

Atualizado em 22/10/2026.

Perguntas frequentes

O que é slogan de uma empresa?+

É a frase curta que acompanha a marca e resume o que ela promete ou como quer ser lembrada. Aparece junto do logotipo, em anúncios, embalagens e assinaturas. Um bom slogan resume o posicionamento e diferencia a marca de quem vende a mesma coisa.

Como fazer slogan de empresa?+

Comece pela promessa que só a sua marca pode fazer, liste as frases que o setor inteiro já usa e evite todas elas. Gere várias versões, corte as que só elogiam o produto e prefira as que têm jogo de palavras ou duplo sentido. Antes de lançar, pesquise a frase na internet e na base de marcas do INPI.

Qual a diferença entre slogan e logotipo?+

O logotipo é a forma gráfica do nome ou do símbolo da marca; o slogan é uma frase. O logotipo identifica a origem à primeira vista, e o slogan fixa uma ideia ou promessa. Os dois podem ser registrados como marca, cada um com seus próprios riscos de indeferimento.

Pode registrar slogan no INPI?+

Pode, desde que a frase seja capaz de funcionar como marca. O art. 124, VII da Lei 9.279/1996 veda registrar expressão usada apenas como meio de propaganda, e o Manual de Marcas só aplica a proibição quando a frase faz propaganda e, ao mesmo tempo, é incapaz de distinguir. Frase elogiosa, de uso comum ou sem originalidade no segmento costuma ser indeferida.

Como registrar um slogan no INPI?+

O slogan é depositado como marca, na classe dos produtos ou serviços que vai assinalar. O roteiro do INPI é fazer a busca prévia na base de marcas, pagar a GRU e preencher o pedido no e-Marcas, anexando a imagem se houver. Depois, o andamento é acompanhado pela Revista da Propriedade Industrial.

Quanto custa para registrar um slogan?+

Custa o mesmo que registrar qualquer marca, porque o INPI não tem uma taxa específica para slogan. O pagamento é feito por GRU, e há desconto para pessoas físicas, microempresas, MEI, empresas de pequeno porte e outras categorias listadas pelo INPI. Os valores atualizados estão na tabela de retribuições do instituto.

Como chama o slogan de uma empresa?+

Os nomes mais usados são slogan, tagline, assinatura e bordão. No mercado, slogan e tagline costumam ser tratados como sinônimos; quando se diferenciam, a tagline é a frase fixa da marca e o slogan é a frase de uma campanha. Para o INPI, o nome não muda nada: a frase é examinada como marca.

Posso usar gerador de slogan com IA para minha empresa?+

Pode, como ponto de partida. Geradores tendem a sugerir as combinações mais comuns do setor, que são justamente as que o INPI considera sem originalidade. O uso mais útil é pedir à IA as frases que o segmento já usa, para evitá-las, e depois refinar uma ideia própria.

Onde fazer slogan de empresa?+

Dá para criar internamente, seguindo o roteiro de promessa, lista de frases do setor, cortes e busca. Quando o slogan vai ser assinatura de longo prazo, costuma valer a pena envolver quem trabalha com branding e posicionamento, porque a frase depende de decisões de marca anteriores a ela.

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