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Estratégia

Inova Simples: o que é, como abrir e o teto de venda que o MVP respeita

Inova Simples permite vender o MVP até o limite do MEI, que sobe com a LC 238/2026. Como abrir, quanto faturar, quando converter em LTDA e como dar baixa.

Resposta rápida

O Inova Simples é o regime especial do art. 65-A da Lei Complementar 123/2006 para empresas que se autodeclaram de inovação: abertura e baixa simplificadas pela Redesim e CNPJ com "I.S." no nome. A lei permite vender o produto em caráter experimental até o limite do MEI, hoje de R$ 81 mil, que a LC 238/2026 eleva para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028. Esse teto é o orçamento da validação do MVP. Passou dele ou confirmou a tese, converte-se em sociedade; se a hipótese falhar, a baixa é por autodeclaração.

Quem abre uma startup costuma tratar o CNPJ como formalidade: escolhe o regime com o contador, assina o que precisa e volta para o produto. No Inova Simples essa separação não funciona tão bem. O regime foi feito para a fase em que a empresa ainda testa uma ideia, e a própria lei põe um limite no quanto essa fase pode vender.

Este guia explica o que é o Inova Simples, como abrir, quanto ele permite faturar (incluindo a mudança aprovada em outubro de 2026) e, principalmente, como desenhar o MVP para caber nesse limite: a tese que vai no cadastro, o preço do piloto, a hora de converter em sociedade e a saída quando a hipótese não se confirma. Não é aconselhamento tributário. Ao longo do texto, indicamos onde o contador precisa entrar.

O que é o Inova Simples?

O Inova Simples é um regime especial simplificado criado pelo artigo 65-A da Lei Complementar 123/2006, a Lei do Simples Nacional. Ele vale para iniciativas empresariais de caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem empresas de inovação, e o tratamento diferenciado que oferece é, antes de tudo, de rito: abertura e fechamento simplificados e automáticos, num formulário próprio dentro do portal da Redesim.

A empresa recebe um CNPJ específico, com código próprio do regime, e o nome empresarial carrega obrigatoriamente a expressão "Inova Simples (I.S.)". Na prática, o mercado chama essa figura de Empresa Simples de Inovação: um CNPJ pensado para validar um produto, não para operar em escala.

O artigo 65-A da Lei Complementar 123/2006 cria o Inova Simples para iniciativas de caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem empresas de inovação e, no § 10, permite a comercialização experimental do serviço ou produto até o limite fixado para o MEI na mesma lei.
Fonte: Lei Complementar nº 123/2006, art. 65-A (incluído pela LC 167/2019, com redação da LC 182/2021), texto compilado no Planalto, consultado em 2026

De onde vem o regime e o que mudou desde 2019?

O artigo foi incluído na Lei do Simples pela Lei Complementar 167/2019. A versão original definia startup dentro do próprio artigo e dizia que essas empresas desenvolvem inovações em condições de incerteza, que exigem experimentos e validações constantes, inclusive com comercialização experimental provisória.

Em 2021, a Lei Complementar 182/2021, o Marco Legal das Startups, reescreveu partes do artigo. Revogou a definição de startup e o parágrafo sobre incerteza, trocou "startups ou empresas de inovação" por "empresas de inovação" no caput e mudou o parágrafo do INPI: em vez de um mecanismo de processamento sumário, a lei passou a garantir exame prioritário dos pedidos de patente e de marca dessas empresas.

O que ficou intacto foi o núcleo que importa para quem constrói produto: o cadastro com o escopo da intenção inovadora, a venda experimental até o limite do MEI e a baixa automática quando a empresa não consegue desenvolver o que se propôs. O § 13 manda o Comitê Gestor do Simples Nacional regulamentar o regime.

Qual a diferença entre Inova Simples, MEI e uma LTDA comum?

As três figuras costumam aparecer juntas na conversa do fundador, mas resolvem problemas diferentes. O MEI é um enquadramento para o empreendedor individual com receita pequena. A LTDA é a sociedade empresária tradicional, com sócios, contrato social e registro na Junta Comercial. O Inova Simples fica no meio: tem rito simplificado como o de um cadastro, mas existe para uma tese de inovação.

Inova Simples (I.S.)MEILTDA tradicional
Para quemIniciativa que se autodeclara empresa de inovaçãoEmpresário individual com receita dentro do limiteQualquer atividade empresarial, com um ou mais sócios
AberturaFormulário próprio na Redesim, CNPJ gerado automaticamentePortal do EmpreendedorRito tradicional na Junta Comercial, via Redesim
O que se declaraO escopo da intenção empresarial inovadoraA atividade permitida ao MEIO objeto social no contrato
Limite de vendaComercialização experimental até o limite do MEIO próprio limite do MEISem o limite do MEI (depende do regime tributário)
Saída prevista na leiBaixa automática por autodeclaração ou conversãoDesenquadramento ou baixaAlteração contratual, transformação ou dissolução
Marca e patenteExame prioritário no INPIFila comumFila comum

Comparativo da Alliance Comunicação com base na LC 123/2006 (arts. 18-A e 65-A) e nas orientações do gov.br sobre transformação.

A linha que mais pesa para o produto é a do limite de venda. O Inova Simples não tem teto próprio: ele pega emprestado o limite do MEI. Por isso, toda mudança no MEI muda também o quanto um MVP pode faturar dentro do regime.

Qual o limite de faturamento do Inova Simples?

Hoje, o limite é de R$ 81 mil. É o valor que o art. 18-A, § 1º, da LC 123 usa para definir o MEI, e o § 10 do art. 65-A remete a ele. Para o MEI que começa a atividade no meio do ano, a lei proporcionaliza: R$ 6.750 multiplicados pelo número de meses até o fim do ano, contando fração de mês como mês inteiro.

Esse número está para mudar. Em 21 de outubro de 2026, foi publicada a Lei Complementar 238/2026, que atualiza o limite do MEI. Ela fixa R$ 110 mil para o ano-calendário de 2027 e altera o art. 18-A para R$ 140 mil, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2028. O limite proporcional de início de atividade sobe para R$ 9.166,67 por mês em 2027 e R$ 11.666,67 a partir de 2028.

A Lei Complementar 238/2026 fixa o limite de receita bruta anual do MEI em R$ 110.000,00 para o ano-calendário de 2027 e o eleva para R$ 140.000,00 com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2028. O art. 3º condiciona a ampliação à consideração da renúncia de receita nas leis orçamentárias de 2027 a 2029.
Fonte: Lei Complementar nº 238, de 21 de outubro de 2026, arts. 1º, 2º, 3º e 10, Planalto (DOU de 21/10/2026, edição extra)
Gráfico de barras com o teto da venda experimental do Inova Simples: 81 mil reais em 2026, 110 mil em 2027 e 140 mil a partir de 2028, com um piloto de 4.500 reais por mês ocupando dois terços do teto de 2026
O teto do MVP acompanha o do MEI. Mesmo com a alta, um único contrato de piloto pode ocupar boa parte dele.

Três ressalvas antes de planejar com o número novo. Primeira: o § 10 fala em "limite fixado para o MEI nesta Lei Complementar", e a leitura direta é que o teto do Inova Simples acompanha a mudança, mas vale confirmar com o contador como o Comitê Gestor vai tratar a transição. Segunda: o efeito depende do art. 3º, que amarra a ampliação à previsão da renúncia no orçamento. Terceira: a lei não diz se o teto do Inova Simples se mede por ano ou no acumulado, nem se a proporção de início de atividade se aplica a ele. Quem planeja com prudência usa o menor número possível.

Por que o teto é uma decisão de produto, e não só de contabilidade?

Porque ele limita exatamente a fase que o MVP existe para cumprir: a validação paga. Um MVP que só coleta cadastros gratuitos não esbarra em teto nenhum. O problema aparece quando a hipótese é comercial, do tipo "empresas pagam X por mês para resolver Y", e a única forma honesta de testá-la é cobrar.

Faça a conta com um piloto B2B. Um contrato de R$ 4.500 por mês, por doze meses, soma R$ 54 mil: dois terços do teto de 2026 com um único cliente. Dois pilotos nesse valor já passam do limite. Em 2027, com R$ 110 mil, cabem dois, com pouca folga. Para um produto B2C de tíquete baixo, a mesma conta se traduz em volume: a R$ 30 por mês, o teto de R$ 81 mil corresponde a 2.700 assinaturas-mês no ano.

O teto, então, funciona como um orçamento de validação. Ele obriga a escolher quantos clientes pagantes a tese precisa para ser confirmada e a que preço. Esse é o mesmo raciocínio do bom critério de parada de um MVP, que discutimos no artigo sobre o critério de parada do produto mínimo viável: definir antes o que conta como sinal, e não descobrir depois.

No Inova Simples, o teto de venda é o orçamento da validação: diz quantos clientes pagantes a tese pode ter antes de virar empresa de verdade.

Como abrir uma empresa no Inova Simples?

A abertura é feita pelo próprio titular, num formulário digital específico na Redesim. O § 4º do art. 65-A lista o que o cadastro básico pede:

  1. qualificação civil, domicílio e CPF dos titulares;
  2. descrição do escopo da intenção empresarial inovadora, que use modelos de negócio inovadores para gerar produtos ou serviços, e o nome empresarial com a expressão "Inova Simples (I.S.)";
  3. autodeclaração, sob as penas da lei, de que o funcionamento não produzirá poluição, barulho nem aglomeração de tráfego, o que caracteriza baixo grau de risco;
  4. o local da sede, que pode ser comercial, residencial ou misto quando a legislação municipal não proibir, inclusive em parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras, instituições de ensino e coworkings;
  5. de forma facultativa, o apoio ou a validação de instituto técnico, científico ou acadêmico, incubadora ou aceleradora.

Com o preenchimento correto, o CNPJ é gerado automaticamente. Em seguida, a lei exige que a empresa abra imediatamente uma conta bancária de pessoa jurídica, para captação e integralização de capital vindo de aporte dos titulares, de investidor no exterior, de linha de crédito ou de outras fontes previstas em lei.

Como desenhar o MVP dentro do regime?

É aqui que o Inova Simples deixa de ser assunto de contador e vira assunto de produto. Quatro decisões tornam o regime um aliado em vez de um limite descoberto tarde.

1. Escreva o escopo como a tese que o MVP vai testar

O escopo declarado no cadastro não é só um campo burocrático. Ele é a referência da baixa automática: o § 11 fala em não lograr êxito "no desenvolvimento do escopo pretendido". Vale escrevê-lo como uma hipótese que se confirma ou não, com o problema, o público e a forma de resolver. Um escopo genérico ("soluções de tecnologia") não ajuda nem o produto nem a saída do regime.

Esse trabalho é, na prática, o mesmo do discovery: saber o que precisa ser provado antes de escrever código. Se a tese ainda está difusa, o artigo sobre o que sai do discovery de produto antes do código mostra como chegar a ela.

2. Dimensione o preço e o número de pilotos pelo teto

Divida o teto do ano pelo número de clientes que você precisa para considerar a tese confirmada. O resultado é o faturamento máximo por cliente no período. Se o preço "de verdade" do produto não cabe nessa conta, há três caminhos: cobrar um preço de piloto explícito, encurtar o piloto ou aceitar que a validação vai durar pouco no regime e já planejar a conversão.

Preço de piloto não precisa ser desconto disfarçado. Ele pode ser um contrato de prazo fechado, com escopo reduzido e uma cláusula de passagem para o preço cheio quando a empresa já estiver convertida. Assim o cliente sabe o que está comprando e o fundador não estoura o teto no terceiro mês.

3. Defina o gatilho de conversão antes da primeira venda

Escolha um número que dispare a conversão com folga, por exemplo quando a receita acumulada chegar a dois terços do teto ou quando surgir o segundo contrato recorrente. Converter leva tempo, porque segue o rito tradicional, e não convém começar o processo com o limite já ultrapassado. O contador entra exatamente aqui, para escolher o tipo societário e o regime tributário da nova fase.

4. Proteja a marca e a invenção enquanto o regime ajuda

O § 8º garante exame prioritário no INPI para pedidos de patente e de registro de marca depositados por empresas do Inova Simples, e o § 7º prevê um ícone no próprio formulário da Redesim que leva às orientações do INPI. Para um MVP que vai ganhar nome público, faz sentido depositar a marca nessa fase. O que costuma atrasar um pedido está no nosso artigo sobre o que atrasa o registro de marca no INPI.

Quando converter, seguir validando ou dar baixa?

Como funciona a conversão em LTDA?

Converta quando a tese estiver confirmada e a venda precisar crescer, ou antes, se o gatilho de receita disparar. Segundo o portal gov.br de Empresas e Negócios, a Empresa Simples de Inovação pode se transformar em empresário individual ou sociedade empresária, e o procedimento segue o rito tradicional de registro e legalização de empresas na Redesim.

A mesma página orienta usar o ato ou evento de "conversão" na Junta Comercial, o mesmo usado quando associações ou sociedades simples se convertem em sociedades empresárias, e indica a Junta Comercial do estado para dúvidas de registro. A base citada pelo governo é o art. 4º, § 3º, da Resolução CGSIM nº 55/2020.

Fluxo do CNPJ Inova Simples em três etapas: abrir com cadastro e escopo na Redesim, validar com venda experimental até o limite do MEI e escolher entre converter em sociedade, seguir validando dentro do teto ou dar baixa por autodeclaração
Toda Empresa Simples de Inovação termina numa destas três caixas. Decidir qual é o critério de antemão é o que separa validação de improviso.

A conversão é também o momento de rever o que o MVP deixou de lado: contratos com clientes, termos de uso, tratamento de dados e a arquitetura do produto, que muitas vezes foi montada para testar, e não para escalar.

Como dar baixa se a hipótese não se confirmar?

O § 11 do art. 65-A resolve isso de forma direta: se a empresa não conseguir desenvolver o escopo pretendido, a baixa do CNPJ é automática, por autodeclaração no portal da Redesim.

Para o produto, isso tem uma consequência útil: o fracasso da tese tem custo de saída baixo. Por isso, o escopo bem escrito e o critério de parada definido antes contam tanto. Eles dizem quando a hipótese não se confirmou e evitam manter aberto um CNPJ que só gera obrigação. Antes de pedir a baixa, porém, confira com o contador se há pendências de declarações ou de tributos do período em que houve venda.

Quais os erros mais comuns?

  • Tratar o teto como problema do ano que vem. Um piloto B2B anual pode consumir boa parte do limite com um único contrato.
  • Escrever um escopo genérico. Ele não orienta o MVP e enfraquece a referência da baixa automática.
  • Planejar com o limite de 2028 em 2026. A LC 238/2026 tem datas de efeito diferentes e uma condição orçamentária; até lá, vale o número atual.
  • Esquecer a proporção do início de atividade. No MEI, quem começa no meio do ano tem limite proporcional. Na dúvida sobre como isso se aplica ao Inova Simples, planeje pelo menor valor.
  • Deixar a conversão para depois de estourar o limite. O rito tradicional leva tempo; o gatilho precisa vir com folga.
  • Usar o regime para operar, e não para validar. O Inova Simples não é uma LTDA mais barata; é uma fase com começo, meio e fim.
  • Ignorar a marca. O exame prioritário no INPI é uma vantagem que só existe enquanto a empresa está no regime.

Como medir se o MVP está pronto para sair do regime?

  1. Receita acumulada contra o teto. Acompanhe mês a mês quanto do limite já foi usado e projete quando o gatilho de conversão será atingido.
  2. Clientes pagantes contra a meta da tese. Se o escopo dizia que três empresas precisavam pagar, conte quantas pagam e por quanto tempo.
  3. Retenção do piloto. Cliente que renova ou pede ampliação é sinal mais forte do que cliente que assinou uma vez.
  4. Custo para servir. Se cada cliente exige trabalho manual que não escala, a conversão precisa vir acompanhada de investimento no produto.
  5. Pendências jurídicas e de propriedade intelectual. Marca depositada, contratos revisados e dados tratados conforme a LGPD antes de crescer.

Quando os quatro primeiros indicadores apontam para a mesma direção, a tese está confirmada e o regime cumpriu seu papel. Se apontam para direções opostas, provavelmente é hora de ajustar o escopo, e não de converter.

O que muda por tipo de MVP?

Tipo de MVPComo o teto pesaGatilho sugerido de conversão
SaaS B2B com piloto pagoMuito: poucos contratos esgotam o limiteSegundo contrato recorrente ou dois terços do teto
App B2C por assinaturaPouco no início, rápido se viralizarCrescimento mensal que projete o teto em menos de seis meses
MarketplaceDepende de como a receita é reconhecida (comissão ou valor total)Definição com o contador antes da primeira transação
Hardware ou produto físicoPré-venda pode concentrar receita num só mêsAntes de abrir a pré-venda
Serviço com tecnologia (tech-enabled)Médio: horas vendidas somam rápidoQuando o serviço deixar de ser experimento e virar operação

Quadro da Alliance Comunicação, com fins de planejamento. O enquadramento tributário de cada caso é definido pelo contador.

O marketplace merece atenção especial: se a receita da empresa for o valor total transacionado, e não só a comissão, o teto pode ser atingido muito antes do previsto. Essa é uma pergunta para o contador antes de o MVP processar a primeira venda.

Por onde começar hoje?

  1. Escreva a tese do MVP em três frases e transforme cada uma numa pergunta que um cliente pagante responde.
  2. Defina quantos clientes pagantes confirmam a tese e a que preço.
  3. Divida o teto do ano pelo número de clientes e ajuste preço ou prazo do piloto.
  4. Marque o gatilho de conversão, com folga, e combine com o contador o tipo societário da próxima fase.
  5. Deposite a marca no INPI enquanto o exame é prioritário.
  6. Decida, por escrito, o que conta como hipótese não confirmada e leva à baixa.

Se você está nessa fase e quer transformar a tese num produto que valida rápido e dentro do regime, conheça nosso trabalho de desenvolvimento de MVP. E, se a dúvida ainda é anterior, sobre mercado, posicionamento e canais, o diagnóstico de marketing gratuito ajuda a enxergar onde a tese precisa de prova.

Inova SimplesStartupMVPLegislação

Perguntas frequentes

O que é o Inova Simples?+

É um regime especial simplificado, criado pelo art. 65-A da Lei Complementar 123/2006, para iniciativas de caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem empresas de inovação. Ele simplifica a abertura e o fechamento do CNPJ pela Redesim e permite vender o produto ou serviço em caráter experimental até o limite do MEI.

Como funciona o Inova Simples?+

O titular preenche um cadastro na Redesim com o escopo da intenção inovadora e recebe um CNPJ automático, com "Inova Simples (I.S.)" no nome. A empresa abre conta PJ, pode vender de forma experimental até o limite do MEI e, ao fim, converte-se em empresário individual ou sociedade, ou dá baixa por autodeclaração.

Como abrir empresa no Inova Simples?+

Pelo formulário próprio do Inova Simples no portal da Redesim. O cadastro pede dados civis e CPF dos titulares, o escopo da intenção inovadora, a autodeclaração de baixo risco e o local da sede, que pode ser residencial, coworking ou incubadora quando o município não proibir.

Inova Simples paga imposto?+

O art. 65-A não cria alíquota nem isenção própria: ele trata do rito de abertura e fechamento, da venda experimental e da prioridade no INPI, e deixa a regulamentação ao Comitê Gestor do Simples Nacional. Como há venda, há enquadramento tributário a definir, e quem faz isso para o seu caso é o contador.

Qual o limite de faturamento do Inova Simples?+

A venda experimental vai até o limite do MEI, hoje de R$ 81 mil. A Lei Complementar 238/2026 eleva esse limite para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028, com uma condição orçamentária no art. 3º. Confirme com o contador como a transição se aplica ao regime.

Inova Simples precisa de contador?+

A lei não exige contador para abrir: o cadastro é feito pelo próprio titular na Redesim. Mas, a partir da primeira venda, e com certeza antes de converter ou dar baixa, um contador ajuda a definir o enquadramento tributário e evita pendências.

Como transformar Inova Simples em Ltda?+

Segundo o gov.br, a transformação segue o rito tradicional de registro e legalização da Redesim, usando o ato de conversão na Junta Comercial. Dúvidas sobre o registro devem ser levadas à Junta Comercial do estado.

Como fechar ou dar baixa no Inova Simples?+

Se a empresa não conseguir desenvolver o escopo pretendido, a baixa do CNPJ é automática, por autodeclaração no portal da Redesim, conforme o § 11 do art. 65-A. Antes, vale conferir com o contador se há declarações ou tributos pendentes do período de venda.

Inova Simples vale a pena?+

Vale para quem precisa validar uma tese de inovação com venda real e baixo custo de entrada e de saída. Não vale para quem já sabe que vai faturar acima do limite do MEI logo no início: nesse caso, abrir direto uma sociedade evita uma conversão apressada.

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