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Tecnologia

Fábrica de software: como ela cobra e o papel que não se terceiriza

Fábrica de software: as formas de cobrança, o custo de referência por perfil e o papel de dono do produto, que a empresa não pode terceirizar.

Resposta rápida

Fábrica de software é a empresa contratada para desenvolver, manter e sustentar sistemas de outra, com equipe, processo e métricas próprios. Ela cobra de três jeitos principais: por profissional alocado e pago contra resultado, por equipe dedicada e paga contra nível de serviço, ou por valor fixo mensal para manter sistemas no ar. A regra federal reescrita em 2026 (Portaria SGD/MGI 4.777) virou um bom checklist para qualquer empresa: proíbe pagar só por cadeira ocupada, publica um custo de referência por perfil e veda que a fornecedora faça o papel de dono do produto. Esse papel, o Product Owner, é o que a empresa não pode terceirizar.

Quem procura uma fábrica de software costuma encontrar a mesma explicação: a analogia com a linha de produção, a promessa de foco no negócio principal e uma lista de metodologias ágeis. Tudo isso ajuda a entender o conceito. Nada disso ajuda a ler uma proposta, porque a proposta fala de outra coisa: perfis, horas, sprints, níveis de serviço e um valor mensal.

Este guia trata da parte que decide o projeto. Explica como uma fábrica de software cobra, quanto custa um perfil quando se usa a régua pública do governo federal, o que precisa estar no contrato quando a equipe usa IA para programar e qual é o papel que, se sair de casa, leva o produto junto. A base é a Portaria SGD/MGI nº 4.777/2026, que reescreveu as regras federais de contratação de software e serve, sem a burocracia da licitação, de checklist para a empresa privada.

O que é uma fábrica de software?

É uma empresa que produz software sob encomenda de forma contínua, com um processo repetível: recebe demandas, transforma em itens de trabalho, desenvolve, testa, entrega e mede. O nome vem da ideia de padronizar a produção de código como se padroniza a de qualquer bem, com papéis definidos, etapas conhecidas e controle de qualidade.

Na prática, o termo cobre três tipos de serviço que a própria regra federal separa: desenvolvimento (construir o que ainda não existe), manutenção (corrigir e evoluir o que existe) e sustentação (manter os sistemas funcionando no dia a dia). Uma mesma fornecedora pode fazer os três, mas cada um pede uma forma diferente de cobrar e de medir.

O que a fábrica não faz, ou não deveria fazer, é decidir sozinha o que vale a pena construir. Essa decisão é do negócio que encomenda o software, e é justamente onde a maior parte dos projetos terceirizados se perde.

Como funciona uma fábrica de software no dia a dia?

O fluxo mais comum hoje é ágil. A empresa contratante mantém uma lista priorizada do que precisa (o backlog do produto). A fábrica pega um pedaço dessa lista, trabalha nele num ciclo curto (a sprint), apresenta o resultado e recebe o aceite ou a recusa. O ciclo se repete até o produto atingir a meta combinada.

Dentro da fábrica ficam os perfis técnicos: desenvolvedores, analistas de testes, designers de experiência, arquitetos, líder técnico e alguém que conduz o processo ágil, o Scrum Master. Do lado da contratante fica quem decide prioridade e aceita a entrega. Quando esse lado está vazio, a fábrica preenche o vazio, e o produto passa a ser desenhado por quem é pago para construí-lo.

A regra federal também lista o que governa esse processo: o processo de software adotado, um roteiro de métricas, um roteiro de codificação, padrões de arquitetura e requisitos mínimos de qualidade do código, todos referenciados no contrato. Para uma empresa privada, isso se traduz numa pergunta simples: as regras do jogo estão escritas antes de a primeira sprint começar?

Qual a diferença entre fábrica de software, software house e sustentação?

Os termos se misturam no mercado, e muitas fornecedoras usam mais de um. A diferença útil para quem contrata está no que se compra e em como se mede.

Fábrica de software (desenvolvimento)Sustentação de sistemasAlocação de profissionaisProjeto de produto (MVP)
O que se compraCapacidade contínua de construir e evoluir softwareSistemas funcionando, com correções e pequenas melhoriasHoras de pessoas que trabalham sob a sua gestãoUm produto novo, da validação ao lançamento
Como costuma ser medidoEntregas aceitas por sprint, tamanho do que foi entregue, qualidadeNíveis de serviço: tempo de atendimento, disponibilidadePresença e produtividade dos profissionaisPortões de decisão: a hipótese se sustentou ou não
Quem decide o que fazerA contratante, pelo dono do produtoA contratante, pelas prioridades de operaçãoA contratante, inteiramenteA contratante, com apoio de método da fornecedora
Risco típicoPagar por esforço sem resultadoValor fixo que não acompanha o tamanho do portfólioVirar mera alocação de postos de trabalhoConstruir rápido a coisa errada

Elaborado pela Alliance Comunicação a partir das modalidades da Portaria SGD/MGI nº 750/2023, na redação da Portaria SGD/MGI nº 4.777/2026.

Software house é um nome mais comercial que técnico: em geral designa a empresa que faz projetos sob medida, muitas vezes de produto novo. A sustentação é o que vem depois, quando o sistema já existe e o objetivo deixa de ser construir e passa a ser manter. Misturar os dois num contrato só, sem separar como cada parte é paga, é uma das origens mais comuns de conflito.

Por que a regra do governo federal serve de checklist para empresa privada?

Porque o governo federal, ao contratar software, precisou escrever com detalhe o que costuma ficar implícito numa contratação privada. A Portaria SGD/MGI nº 750, de 2023, estabeleceu o modelo para órgãos do sistema federal de recursos de TI (o SISP) contratarem desenvolvimento, manutenção e sustentação. Em junho de 2026 ela foi reescrita em pontos que interessam a qualquer empresa.

A Portaria SGD/MGI nº 4.777, de 16 de junho de 2026, em vigor desde 1º de julho de 2026, alterou o modelo federal de contratação de software. Ela prevê o pagamento por alocação de profissionais sem dedicação exclusiva vinculado ao alcance de resultados, o pagamento por alocação com dedicação exclusiva vinculado ao atendimento de níveis mínimos de serviço e, para sustentação, o pagamento de valor fixo mensal por portfólio de softwares, também vinculado a níveis mínimos de serviço. A mera alocação de postos de trabalho é vedada.
Fonte: Secretaria de Governo Digital/MGI, Portaria SGD/MGI nº 4.777, de 16 de junho de 2026 (Diário Oficial da União), art. 1º e art. 6º

A empresa privada não está obrigada a nada disso. Mas a portaria resolve três dúvidas que quase toda proposta deixa abertas: contra o que se paga, quanto custa um perfil numa referência pública e quem decide o produto. E acrescenta uma quarta, nova: quem paga e quem responde pela IA usada para escrever o código.

Como uma fábrica de software cobra?

No mercado privado aparecem quatro formatos, muitas vezes combinados: por hora trabalhada, por escopo fechado (um preço para uma lista de funcionalidades), por métrica de tamanho (como ponto de função ou pontos de história padronizados) e por equipe alocada, o chamado squad, com valor mensal. A pergunta que separa uma boa proposta de uma ruim não é qual formato, e sim contra o que o pagamento é liberado.

Diagrama com as três modalidades de remuneração da Portaria 750 alterada: alocação sem dedicação exclusiva paga contra resultado, alocação com dedicação exclusiva paga contra nível mínimo de serviço e valor fixo mensal por portfólio só para sustentação, com a mera alocação de postos de trabalho vedada
O formato importa menos do que a condição de pagamento: resultado ou nível de serviço, nunca só presença.

A regra federal responde a isso de forma direta. Quando a equipe é alocada sem dedicação exclusiva, o pagamento depende de resultado, a contratante afere todo mês a ocupação efetiva e a ausência do profissional não é paga. Quando há dedicação exclusiva, o pagamento depende de níveis mínimos de serviço, e essa escolha precisa estar justificada. Na sustentação, admite-se um valor fixo mensal por portfólio de sistemas, também atrelado a nível de serviço.

O que fica proibido é o modelo que muitas empresas privadas ainda contratam sem perceber: pagar pela cadeira ocupada, sem meta de entrega nem nível de serviço. Nesse arranjo, toda a responsabilidade por resultado volta para a contratante, que paga como se tivesse terceirizado e gerencia como se tivesse contratado.

Para medir o tamanho do que foi entregue, a portaria admite, entre outras métricas, linhas de código funcionais implementadas (desde que amarradas a um roteiro de codificação com verificação automática) e pontos de história padronizados. A lição para o contrato privado: se a cobrança é por tamanho, a régua de tamanho precisa estar escrita, e não pode ser a fornecedora sozinha a contar.

Quanto custa um perfil de fábrica de software?

A portaria publicou, no Anexo A, uma tabela de custos unitários de referência com salário e fator-K por perfil profissional. É importante ler essa tabela pelo que ela é: referência do governo federal para contratos do SISP, não preço de mercado privado. Ainda assim, é a única régua pública e atualizada em 2026 para conferir se uma proposta está muito fora do esperado.

A tabela de custos unitários de referência do Anexo A da Portaria 4.777/2026 traz, para Desenvolvedor de Software Júnior, salário de R$ 6.687,85 e fator-K 2,11; Pleno, R$ 11.023,35 e fator-K 2,03; Sênior, R$ 16.205,18 e fator-K 1,99. Para Engenheiro de IA Pleno, R$ 14.370,30 e fator-K 2,00; Analista de UX/UI Pleno, R$ 7.877,75 e fator-K 2,07; Scrum Master, R$ 12.312,50 e fator-K 2,01.
Fonte: Secretaria de Governo Digital/MGI, Portaria SGD/MGI nº 4.777/2026, Anexo A, Mapa de pesquisa salarial de referência para serviços de desenvolvimento e sustentação de software

Multiplicar o salário pelo fator-K dá uma ordem de grandeza do custo mensal de cada perfil nessa referência. A conta abaixo é nossa, feita com os números da tabela; a portaria não publica o resultado da multiplicação, e o trecho alterado não detalha o que o fator-K inclui.

Perfil (tabela federal)Salário de referênciaFator-KSalário × fator-K (nossa conta)
Desenvolvedor de Software JúniorR$ 6.687,852,11≈ R$ 14,1 mil
Desenvolvedor de Software PlenoR$ 11.023,352,03≈ R$ 22,4 mil
Desenvolvedor de Software SêniorR$ 16.205,181,99≈ R$ 32,2 mil
Engenheiro de IA PlenoR$ 14.370,302,00≈ R$ 28,7 mil
Analista de UX/UI PlenoR$ 7.877,752,07≈ R$ 16,3 mil
Analista de Testes/Qualidade PlenoR$ 8.616,672,06≈ R$ 17,8 mil
Scrum MasterR$ 12.312,502,01≈ R$ 24,7 mil

Salários e fatores-K: Portaria SGD/MGI nº 4.777/2026, Anexo A. Última coluna: cálculo da Alliance Comunicação, arredondado; não é número da portaria nem preço de mercado.

Com a mesma conta, uma equipe enxuta de dois desenvolvedores plenos, um analista de UX/UI pleno e um analista de testes pleno somaria perto de R$ 78,8 mil por mês nessa referência. Não é orçamento de MVP, e sim um jeito de entender o que está por trás de um valor mensal: se a proposta de um squad parecido vier muito abaixo, vale perguntar quais perfis de fato estão nele e com que senioridade.

Um detalhe da tabela diz muito sobre o resto da portaria: entre arquitetos, desenvolvedores, analistas, cientistas de dados, engenheiros de IA, Scrum Master e gerente de projetos, não existe perfil de Product Owner. Não é esquecimento.

Por que o Product Owner não pode ser da fábrica?

A Portaria 4.777/2026 incluiu no modelo federal uma frase curta, no item 7.3: “É vedada a alocação de profissional de empresa contratada para desempenhar o papel de Dono de Produto (Product Owner)”. O motivo fica claro quando se lê o que o papel faz.

Pelo Guia do Scrum, de Ken Schwaber e Jeff Sutherland (versão de 2020), o Product Owner é responsável por maximizar o valor do produto que resulta do trabalho do time, define e comunica a meta do produto e ordena o backlog. O guia também diz que ele é uma pessoa, não um comitê, e que, para dar certo, a organização inteira precisa respeitar as decisões dele. Quem prioriza o backlog decide onde o dinheiro vai.

Quem é pago para construir não pode ser o mesmo que decide o que vale a pena construir.

Quando a fábrica ocupa esse lugar, surge um conflito de interesse sem vilão: a fornecedora tende a priorizar o que ela sabe fazer bem, o que é tecnicamente interessante ou o que mantém a equipe ocupada. Ninguém age de má-fé, mas o produto deixa de responder ao negócio. Em MVP, isso aparece como escopo que cresce sem que ninguém tenha decidido que ele deveria crescer.

Quadro em três colunas: na empresa ficam o dono do produto, a ordem do backlog, o aceite das entregas e a meta do produto; no contrato ficam forma de pagamento, níveis de serviço, quem paga a IA e a privacidade do código; na fábrica ficam desenvolvimento e testes, qualidade do código, condução do processo e cumprimento do nível
A coluna do meio é a que costuma faltar: é ela que impede a fábrica de ocupar o lugar da empresa por falta de regra.

Isso não quer dizer que a fornecedora não possa ajudar. Ela pode conduzir o discovery, propor prioridades com dados, apontar o que é caro e o que é barato. O que não pode é ter a palavra final. A portaria reforça isso de outro jeito: entre os indicadores de nível de serviço, passou a prever o Indicador de Satisfação do Dono do Produto, ou seja, a fábrica é avaliada por quem está do lado de dentro.

Fábrica de software com IA: o que muda no contrato?

Quando a equipe usa assistentes de IA para escrever código, surgem duas perguntas que contratos antigos não respondem: quem paga as ferramentas e o que pode ser enviado a elas. A portaria tratou disso num item novo, o 11.3, voltado ao desenvolvimento de software assistido por IA.

O texto exige que o termo de referência traga as regras, os limites e as responsabilidades desse uso; que atribua de forma clara e objetiva quem arca com os custos das ferramentas de IA; e que os aspectos de privacidade e segurança da informação sejam definidos antes, de forma expressa. Note que a portaria não diz quem deve pagar. Ela diz que o contrato precisa dizer.

Traduzido para uma empresa privada, são quatro cláusulas: se a fornecedora pode usar IA no código do seu produto; quais ferramentas e em que conta (a dela ou a sua); quem paga licenças e consumo; e o que nunca pode sair do ambiente controlado, como dados de clientes, credenciais e trechos de código que você considera segredo do negócio. A titularidade do que for gerado deve seguir a mesma regra do resto do código, e isso também precisa estar escrito, como explicamos no artigo sobre registro de software e quem é o dono do código encomendado.

O que precisa constar no contrato com uma fábrica de software?

Da portaria dá para extrair um roteiro curto, sem a burocracia da licitação. Ele não substitui a revisão de um advogado, mas evita que as decisões importantes fiquem para depois da assinatura.

1. Contra o que cada pagamento é liberado

Escreva se o valor depende de entrega aceita, de nível de serviço ou de tamanho medido. Se for por equipe, diga o que acontece quando um profissional falta ou é trocado no meio do ciclo.

2. Os perfis e a senioridade de cada um

Proposta de squad sem perfil nominal é proposta de preço sem conteúdo. Peça a composição, compare com a tabela de referência e combine prazo para repor alguém que sair.

3. Quem é o dono do produto

Nomeie a pessoa da sua empresa que prioriza o backlog e aceita as entregas, e o tempo semanal que ela vai dedicar. Se ninguém tem esse tempo, o problema não é de fornecedor.

4. Os critérios de aceite e de qualidade

A portaria cita indicadores como qualidade do código e cobertura de testes. No privado, defina pelo menos o que conta como pronto, quais testes são obrigatórios e quem roda a verificação.

5. As regras de uso de IA

Ferramentas permitidas, conta usada, quem paga e o que é proibido enviar. Sem isso, a decisão fica com cada desenvolvedor, todo dia.

6. Titularidade, código-fonte e saída

De quem é o código, onde fica o repositório, quem tem as credenciais e como é a transição se o contrato acabar. É a cláusula que ninguém lê até o dia em que precisa.

7. A separação entre construir e sustentar

Desenvolvimento e sustentação pedem formas diferentes de cobrar. Separe as duas partes no contrato, mesmo que a fornecedora seja a mesma.

Quais os erros mais comuns ao contratar uma fábrica de software?

  • Comprar horas e esperar produto. Contratar por tempo sem dizer o que precisa sair no fim de cada ciclo transfere todo o risco para a contratante.
  • Deixar o backlog com a fornecedora. É a forma mais rápida de transformar um MVP em um projeto sem fim, porque ninguém de dentro diz o que fica de fora.
  • Comparar propostas só pelo valor mensal. Duas propostas de squad com o mesmo preço podem ter senioridades muito diferentes. Sem a composição, a comparação não existe.
  • Misturar construção e sustentação. Um valor fixo pensado para manter sistemas não serve para construir um produto novo, e o inverso também não.
  • Não falar de IA. Não proibir nem permitir é permitir tudo, inclusive enviar código e dados a ferramentas que você não escolheu.
  • Começar a construir sem discovery. A fábrica executa bem o que foi decidido. Se nada foi decidido, ela executa bem a coisa errada.

Como medir se a fábrica de software está entregando?

A portaria organiza a medição por indicadores de nível de serviço, alguns com meta explícita, como qualidade do código igual ou superior a 90%. Para um projeto privado, não é preciso copiar metas de contrato público; é preciso ter algumas medidas combinadas antes e revistas a cada ciclo.

  1. Entregas aceitas por sprint, e quantas foram recusadas ou aceitas em parte, com o motivo.
  2. Qualidade do código, medida por ferramenta e critério definidos pela contratante, não pela fornecedora.
  3. Cobertura de testes nas partes críticas do produto.
  4. Rotatividade da equipe: a portaria passou a acompanhar desligamentos nas sprints rejeitadas, porque troca de gente costuma aparecer como queda de entrega.
  5. Satisfação do dono do produto, registrada a cada ciclo, de forma simples e comparável.
  6. Resultado do produto: no caso de MVP, o sinal de uso real que motivou o projeto. É a única medida que a fábrica não controla sozinha, e por isso é a mais honesta.

Por onde começar quando o projeto é um MVP?

Antes de pedir proposta, decida o que será construído e o que fica de fora. O artigo sobre discovery de produto e o que ele entrega antes do código mostra como chegar a esse escopo, e o texto sobre o critério de parada do produto mínimo viável trata do que combinar para saber quando o MVP terminou.

Depois, nomeie o dono do produto dentro da empresa, escolha o modelo de cobrança pelo tipo de trabalho e escreva as regras de IA antes da primeira sprint. Na Alliance, o desenvolvimento de MVP é organizado por fases com portões de decisão: a empresa investe na validação antes de investir na construção, e a decisão de seguir é sempre dela.

Se o produto faz parte de um plano de crescimento maior, vale olhar o conjunto antes de olhar o código. O diagnóstico de marketing gratuito da Alliance mostra onde estão as lacunas de aquisição, conversão e retenção, e ajuda a decidir se o próximo investimento é mesmo em software.

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Perguntas frequentes

O que é uma fábrica de software e como funciona?+

É uma empresa que desenvolve, mantém e sustenta software sob encomenda, com processo, papéis e métricas próprios. Funciona em ciclos: a contratante prioriza o que precisa, a fábrica desenvolve e testa uma parte, apresenta o resultado e recebe o aceite ou a recusa.

Como é a contratação de uma fábrica de software?+

Começa pela definição do que será construído, segue pela escolha do modelo de cobrança e termina num contrato que diz contra o que cada pagamento é liberado. A regra federal de 2026 é um bom roteiro: pagamento vinculado a resultado ou a nível de serviço, nunca só à presença da equipe.

O que precisa constar no contrato com uma fábrica de software?+

Condição de pagamento, perfis e senioridade da equipe, quem é o dono do produto na contratante, critérios de aceite e de qualidade, regras de uso de IA, titularidade do código e plano de saída. Desenvolvimento e sustentação devem aparecer separados, porque se cobram e se medem de formas diferentes.

Fábrica de software com IA: o que muda no contrato?+

O contrato precisa dizer se a IA pode ser usada, com quais ferramentas, quem paga licenças e consumo e o que não pode ser enviado a elas. A Portaria SGD/MGI 4.777/2026 exige que contratos federais atribuam de forma clara quem arca com esses custos e definam antes as regras de privacidade e segurança.

Qual é o modelo de fábrica de software: hora, ponto de função ou squad?+

Os três existem e podem ser combinados. Hora é simples, mas não garante entrega; métrica de tamanho exige uma régua escrita e verificável; squad dá previsibilidade, desde que o pagamento dependa de resultado ou de nível de serviço, e não só de presença.

Quanto custa um software para uma empresa?+

Depende da equipe e do tempo que o escopo exige, e não existe preço de tabela para software sob medida. Uma forma de conferir propostas é usar a tabela pública de referência por perfil da Portaria 4.777/2026, lembrando que ela vale para contratos federais e não é preço de mercado privado.

Quanto custa um software simples?+

Custa a composição da equipe multiplicada pelo tempo necessário para entregar o núcleo do produto. O que mais encarece um software simples é o escopo que cresce sem decisão, por isso definir o que fica de fora pesa tanto quanto escolher a fornecedora.

Qual a diferença entre fábrica de software e sustentação de sistemas?+

A fábrica constrói e evolui software; a sustentação mantém sistemas existentes funcionando. Na regra federal, a sustentação pode ser paga por valor fixo mensal por portfólio de sistemas, vinculado a níveis mínimos de serviço, enquanto o desenvolvimento é pago por alocação vinculada a resultado ou a nível de serviço.

Qual o conceito de fábrica de software?+

É a ideia de produzir software com processo padronizado e repetível, como uma linha de produção, com papéis, etapas e controle de qualidade definidos. O conceito não inclui decidir o produto: essa decisão continua com a empresa que encomenda o software.

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