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Tecnologia

Roadmap de produto: liste problemas, não funcionalidades com data

Roadmap de produto que promete funcionalidades com data vira cronograma do que ninguém usa. Veja como montar o seu, e o do MVP, por problema e métrica.

Resposta rápida

Roadmap de produto é o plano que mostra como um produto deve evoluir ao longo do tempo e por quê. O bom roadmap lista problemas a resolver e o resultado esperado de cada um, não funcionalidades com data de entrega. A certeza diminui com a distância: o que está perto pode ser detalhado, o que está longe fica como tema e muda conforme a equipe aprende. No MVP, o primeiro horizonte do roadmap não é uma lista de telas, e sim o critério que vai validar ou derrubar a ideia.

Peça a qualquer empresa o roadmap do produto e, na maioria das vezes, chega uma planilha com colunas de meses e caixinhas de funcionalidades: login social em março, painel em abril, integração com o ERP em junho. Parece organizado. É fácil de apresentar para a diretoria. E costuma estar errado já na segunda semana.

O problema não é a planilha, é o que ela promete. Um roadmap de funcionalidades com data assume que a equipe já sabe o que o usuário precisa, como resolver e quanto tempo vai levar. Num produto novo, as três coisas ainda são hipóteses. Este texto mostra por que vale trocar a lista de entregas por uma lista de problemas, como montar esse roadmap na prática e como ele fica no caso mais delicado de todos: o do MVP.

O que é roadmap de produto?

Roadmap de produto é o plano que mostra como um produto deve evoluir ao longo do tempo. Ele responde três perguntas para quem não está no dia a dia da equipe: aonde o produto quer chegar, em que ordem os problemas serão atacados e como se vai saber que cada etapa deu resultado.

Duas qualidades separam um roadmap útil de um enfeite de apresentação. A primeira é que ele explica também o que não será feito agora, e isso protege a equipe de pedidos que chegam por fora. A segunda é que ele é fácil de mudar. Um roadmap que ninguém atualiza deixa de ser plano e vira registro histórico do que se imaginava meses atrás.

Ele vale para qualquer produto digital: um aplicativo, uma plataforma SaaS, um sistema interno, um portal de clientes. Muda o público que vai lê-lo, mas a estrutura é a mesma.

Qual a diferença entre roadmap, backlog e cronograma?

Os três aparecem juntos em quase todo projeto e são confundidos com frequência. A confusão mais cara é tratar o roadmap como um backlog com datas, porque aí ele herda o nível de detalhe do backlog e a rigidez do cronograma ao mesmo tempo.

RoadmapBacklogCronograma
Pergunta que respondePara onde vamos e por quê?O que a equipe faz a seguir?Quando cada tarefa termina?
UnidadeProblema ou objetivo com métricaItem de trabalho (história, tarefa, correção)Atividade com início e fim
HorizonteMeses, em blocosPróximas semanasDo início ao fim do projeto
Quem lêDiretoria, investidor, áreas parceiras, equipeEquipe de desenvolvimentoGestão do projeto e fornecedores
Quando funciona bemQuando o caminho ainda está sendo descobertoSempre, como fila de execuçãoQuando o escopo é conhecido e estável
Como dá erradoVira lista de funcionalidades com dataVira depósito de ideias sem ordemVira promessa num terreno incerto

Cronograma não é ruim. Ele é a ferramenta certa quando o escopo é conhecido, como numa migração de sistema ou numa obra com projeto fechado. O erro é usá-lo para planejar um produto cujo valor ainda precisa ser provado. Aí a data passa a ser a meta, e entregar no prazo vira sinônimo de sucesso, mesmo quando ninguém usa o que foi entregue.

Por que o roadmap de funcionalidades com data falha?

Porque ele compromete a equipe com soluções antes de saber se elas resolvem alguma coisa. E há um dado que mostra o tamanho do risco, desde que lido com o ano e o recorte certos.

Com base em dados de uso anonimizados de 615 assinaturas de clientes que usavam a plataforma havia mais de um ano, a Pendo concluiu que 80% das funcionalidades do software médio são raramente ou nunca usadas. A empresa estimou que as companhias de software em nuvem de capital aberto investiram, juntas, até US$ 29,5 bilhões desenvolvendo essas funcionalidades.
Fonte: Pendo, “The 2019 Feature Adoption Report” (Pendo, 2019)

O recorte importa. O número descreve o software médio da base analisada pela Pendo, ou seja, empresas que já pagam para medir o uso do próprio produto. Não é um censo do mercado, e o relatório é de 2019. Ainda assim, a direção é difícil de ignorar: a maior parte do que se constrói não é usada.

Agora leve isso para o roadmap. Se ele é uma sequência de funcionalidades com data, ele é, em boa parte, um cronograma do que ninguém vai usar. Pior: como cada caixinha tem data, a equipe é cobrada por entregá-la, não por descobrir que ela não era necessária. O roadmap premia a entrega e pune o aprendizado.

Há ainda um efeito político. Funcionalidade com data vira promessa para cliente, para vendedor e para investidor. Tirar uma caixinha do roadmap passa a custar uma conversa difícil, e a funcionalidade é construída por compromisso, não por evidência. O resultado aparece meses depois, em forma de produto inchado e manutenção cara.

O que a orientação do governo britânico ensina sobre roadmap?

Uma das referências públicas mais claras sobre o assunto não vem de uma consultoria nem de uma ferramenta de gestão, e sim do Government Digital Service, a área de serviços digitais do governo do Reino Unido. O Service Manual do GOV.UK tem uma página só sobre como desenvolver um roadmap, com doze princípios.

Segundo o Service Manual do GOV.UK, cada serviço ou produto deve ter um roadmap; ele é construído de forma colaborativa e iterado com frequência (“At GDS roadmaps are iterated on at least a quarterly basis”); registra a intenção, e não as soluções; e a incerteza aumenta quanto mais distante no tempo está a etapa. O mesmo texto diz que roadmap não é a mesma coisa que backlog.
Fonte: Government Digital Service, “Developing a roadmap” (GOV.UK Service Manual, 2017)

Quatro desses princípios, traduzidos para o dia a dia de uma empresa, resolvem a maior parte dos problemas de roadmap:

  • Intenção, não solução. O roadmap diz o que se quer alcançar para o usuário. Como alcançar é decisão que se toma perto da hora, com o que se aprendeu até lá.
  • Objetivo claro em cada etapa. O manual pede que cada iteração tenha uma meta, muitas vezes um problema a resolver, e uma explicação de como o progresso será medido.
  • Incerteza crescente. Quanto mais longe no tempo, menos se sabe. Itens podem entrar e sair do roadmap, e isso é o roadmap funcionando, não falhando.
  • Revisão regular. No GDS, a revisão acontece ao menos a cada trimestre, e o trabalho usa o que vem de pesquisa com usuários e da análise de desempenho.

O texto é de 2017 e foi escrito para serviços públicos, mas nada nele depende disso. Ele também recomenda que o roadmap explique para quem é, como deve ser lido, quem o mantém e com que frequência é atualizado. São quatro linhas no topo do documento que evitam meses de mal-entendido.

Como é um roadmap orientado a problemas?

Cada item deixa de ser “o que vamos construir” e passa a ser “o que queremos mudar para o usuário ou para o negócio, e como vamos saber que mudou”. A solução continua existindo, mas como hipótese, não como compromisso.

Comparativo entre duas linhas de roadmap: em cima, funcionalidades com data de entrega; embaixo, os mesmos meses organizados por problema a resolver, métrica de sucesso e solução tratada como hipótese
A mesma equipe, o mesmo período. Na linha de baixo, cada item diz o que precisa mudar e como se mede; a solução pode trocar sem quebrar o plano.

Na prática, cada item do roadmap ganha quatro campos. Não precisa de ferramenta especial: uma planilha resolve.

CampoRoadmap de funcionalidadesRoadmap de problemas
Título do item“Agendamento online”“Pacientes desistem de marcar por telefone”
Por que está aquiUm cliente pediuEvidência de pesquisa, suporte ou dados de uso
Como saber se deu certoEntregue na dataMétrica que deve mudar e em que direção
SoluçãoDefinida e prometidaHipótese atual, que pode ser trocada
PrazoData fechadaHorizonte: agora, próximo ou depois

O ganho mais visível é na conversa com quem pede funcionalidades. Em vez de discutir se “a integração entra em junho”, a pergunta passa a ser “que problema a integração resolve e ele está à frente dos outros?”. Às vezes está, e a integração sobe. Muitas vezes o problema real é outro, e se resolve com algo mais simples.

Como montar um roadmap de produto na prática?

O roteiro abaixo serve para um produto que já existe e também para um que ainda vai nascer. A diferença do MVP está na seção seguinte.

1. Escreva a visão em uma frase

Para quem é o produto e que mudança ele promete na vida dessa pessoa ou empresa. Se a frase precisar de vírgulas demais, a visão ainda não está clara, e nenhum roadmap vai consertar isso.

2. Liste os problemas com evidência

Reúna o que se sabe: entrevistas, chamados de suporte, motivos de cancelamento, dados de uso, objeções que o comercial ouve. Escreva cada problema do ponto de vista de quem o sente. Pedido de funcionalidade entra também, mas traduzido para o problema que está por trás dele.

3. Dê a cada problema uma métrica

Que número deve mudar se o problema for resolvido: taxa de conclusão de um fluxo, tempo até a primeira entrega de valor, cancelamentos, chamados sobre o mesmo tema. Se não existe forma de medir, isso já é o primeiro item do roadmap: instrumentar o produto.

4. Ordene por critério declarado

Qualquer método serve, desde que seja o mesmo para todos os itens e esteja escrito: impacto esperado contra esforço, risco que o item reduz, dependência técnica. O que não serve é ordenar pela voz mais alta da reunião. O GOV.UK pede que a forma de priorizar seja consistente e transparente, e é exatamente isso.

5. Distribua em três horizontes

Agora, próximo e depois. O “agora” pode ter solução esboçada e escopo definido. O “próximo” tem o problema e a métrica, com a solução em aberto. O “depois” tem só temas. Se quiser marcar tempo, use blocos (trimestres, por exemplo), nunca dias.

6. Combine a revisão e publique

Defina quem mantém o roadmap, de quanto em quanto tempo ele é revisto e onde está a versão oficial. Deixe essas informações no topo do documento. Um roadmap que existe em três versões diferentes, uma em cada apresentação, é um roadmap que ninguém segue.

Como fica o roadmap do MVP?

É aqui que o roadmap de funcionalidades faz mais estrago, e onde quase nenhum material sobre o tema chega. O roadmap de um MVP costuma ser desenhado como uma lista de telas divididas em fases: fase 1 com cadastro e agendamento, fase 2 com pagamento, fase 3 com relatórios. Parece prudente, mas pressupõe que a fase 1 vai dar certo e que a fase 2 é a consequência natural.

Um MVP existe para testar uma hipótese. Então o primeiro horizonte do roadmap não deveria ser uma lista do que construir, e sim o critério que decide se a ideia segue, muda ou para. Tudo o que vem depois depende do resultado desse teste e, por isso, fica como problema e tema, não como funcionalidade.

Roadmap de MVP em três horizontes, agora, próximo e depois, com a certeza diminuindo da esquerda para a direita: o primeiro traz a hipótese e o critério de validação, o segundo traz problemas condicionados ao resultado e o terceiro só temas
No MVP, o “agora” é o teste da hipótese principal. O “próximo” só existe se o teste passar, e o “depois” é deliberadamente vago.

Veja um exemplo ilustrativo: uma plataforma de agendamento para clínicas pequenas.

  • Agora: validar a hipótese principal. Pacientes marcariam consulta sozinhos, por link, se a clínica oferecesse. Métrica: proporção de agendamentos feitos pelo link nas clínicas piloto. Critério combinado antes de começar: o patamar que faz a ideia seguir, o que pede ajuste e o que encerra. Escopo: só o necessário para medir isso.
  • Próximo, se a hipótese passar: reduzir faltas. Problema: horários marcados e não comparecidos. Métrica: taxa de faltas. Solução ainda em aberto: lembrete, confirmação, lista de espera.
  • Próximo, se a hipótese passar: a clínica pagar sem atrito. Problema: cobrança manual da assinatura. Métrica: inadimplência e tempo de ativação.
  • Depois: temas. Relatórios para o dono da clínica, integração com sistemas de prontuário, outras especialidades. Sem escopo, sem data.

Repare no que mudou. Se o teste do “agora” falhar, o roadmap não fica errado; ele já previa essa possibilidade e aponta o caminho, que é revisar a hipótese antes de construir mais. No modelo por fases, a falha da fase 1 deixa a equipe com um plano inteiro de funcionalidades que não fazem mais sentido, e a tentação de construí-las mesmo assim.

O critério de validação não nasce no roadmap. Ele vem do trabalho anterior: do discovery de produto, que define o que entra e o que fica fora da primeira versão, e da conversa sobre o critério de parada do produto mínimo viável. O roadmap é onde esse critério fica visível para todos, com a ordem do que vem depois.

Quem decide a prioridade do roadmap?

É a pergunta que os guias costumam pular, e a que mais trava projeto na prática. A resposta curta: muita gente contribui, uma pessoa decide.

O Service Manual do GOV.UK descreve a criação do roadmap como trabalho colaborativo, em geral conduzido pelo gerente de produto, com a equipe de desenvolvimento e as partes interessadas envolvidas. Contribuir não é o mesmo que decidir. Diretoria, comercial, suporte e clientes trazem problemas e evidências; quem ordena precisa ser alguém com mandato para dizer não.

Em empresas sem gerente de produto, essa pessoa costuma ser o fundador ou o diretor que patrocina o projeto. Funciona, desde que duas condições estejam claras: o critério de priorização é público, e quem pede um item fora da ordem sabe o que sai para ele entrar. Sem isso, o roadmap vira uma soma de pedidos, e a soma de pedidos é justamente o caminho para os 80% de funcionalidades pouco usadas.

Quando o desenvolvimento é feito por uma empresa contratada, há um cuidado extra. O fornecedor pode e deve propor ordem e apontar dependências técnicas, mas a decisão de prioridade é de quem responde pelo resultado do negócio. Fornecedor que decide sozinho a prioridade tende a ordenar pelo que é mais fácil de entregar.

Como fica o roadmap de produto no Scrum?

O Scrum não define roadmap. O Guia do Scrum de 2020, de Ken Schwaber e Jeff Sutherland, não usa a palavra. O que ele define é a Meta do Produto, o objetivo de longo prazo do time, e o Backlog do Produto, a lista ordenada do que é necessário para chegar lá.

O guia é explícito sobre quem ordena: o Product Owner responde pela gestão do Backlog do Produto, o que inclui desenvolver e comunicar a Meta do Produto e ordenar os itens. Ele é uma pessoa, não um comitê, e o texto diz que a organização inteira precisa respeitar suas decisões. Quem quiser mudar o backlog tem de convencer o Product Owner. A íntegra está no Guia do Scrum.

Na prática, o roadmap ocupa o espaço entre a Meta do Produto e o backlog. A meta diz aonde ir; o roadmap mostra os problemas que serão atacados no caminho, em que ordem e como se mede cada um; o backlog detalha o trabalho do “agora”. A cada revisão de sprint, o que se aprendeu volta para o roadmap. Se o roadmap nunca muda depois das revisões, ou a equipe não está aprendendo nada, ou o aprendizado não está chegando a quem decide.

Quais os erros mais comuns no roadmap de produto?

  1. Prometer data para o que está longe. O item do “depois” com dia marcado cria uma expectativa que a equipe ainda não tem como sustentar.
  2. Detalhar demais o futuro. Escopo fechado para algo que vai acontecer daqui a meses é trabalho jogado fora: até lá, o que se sabe terá mudado.
  3. Usar o backlog como roadmap. Centenas de itens não comunicam direção para ninguém fora da equipe.
  4. Não ter métrica. Sem número que deveria mudar, não há como saber se o item resolveu algo, e o roadmap só registra o que foi entregue.
  5. Ter vários roadmaps. Uma versão para a diretoria, outra para clientes, outra para a equipe, cada uma desatualizada de um jeito.
  6. Nunca revisar. O roadmap montado no início do ano e reaberto só no fim dele é um documento de arquivo, não de gestão.
  7. Priorizar por quem pede mais alto. Sem critério escrito, a ordem reflete a hierarquia, não o valor.

Quase todos esses erros têm a mesma raiz: tratar o roadmap como compromisso de entrega em vez de declaração de intenção. Corrigida a raiz, a maioria dos sintomas some sozinha.

Roadmap bom não diz o que vai ser construído em junho. Diz qual problema vale mais resolver agora e como se vai saber que ele foi resolvido.

Por onde começar hoje

Não é preciso jogar fora o roadmap atual. Pegue a planilha que existe e, item por item, escreva ao lado o problema que ele resolve e a métrica que deveria mudar. Os itens em que essas duas colunas ficarem vazias são os candidatos a sair, ou a voltar para pesquisa antes de qualquer código.

Depois, troque as datas dos itens distantes por horizontes e marque a primeira revisão na agenda. Se o produto ainda não existe, comece pelo critério de validação do MVP e deixe o resto como problemas e temas.

A Alliance planeja e desenvolve produtos digitais a partir dessa lógica, do critério de validação ao primeiro lançamento, no serviço de desenvolvimento de MVP. E, se a dúvida for anterior ao produto, sobre posicionamento, canais e onde está o gargalo do negócio, o diagnóstico de marketing gratuito da Alliance é um bom ponto de partida.

RoadmapProdutoMVPPriorização

Foto: Walnut Creek CA 1992, de davecito, sob licença CC BY 2.0.

Perguntas frequentes

O que é roadmap de produto?+

É o plano que mostra como um produto deve evoluir ao longo do tempo, em que ordem os problemas serão atacados e como se vai medir o resultado de cada etapa. Um bom roadmap registra intenção, não uma lista de funcionalidades com data. Ele também deixa claro o que não será feito agora.

Como criar um roadmap de produto?+

Escreva a visão em uma frase, liste os problemas com evidência e dê a cada um uma métrica. Ordene com um critério declarado e distribua os itens em três horizontes: agora, próximo e depois. Por fim, defina quem mantém o documento e de quanto em quanto tempo ele é revisto.

Como fazer um bom roadmap?+

Um bom roadmap é fácil de ler, tem uma única versão oficial e é revisto com regularidade. Cada item diz que problema resolve e como o progresso será medido. Quanto mais distante no tempo, menos detalhe ele traz, porque a incerteza é maior.

Como é um roadmap de produto de software?+

Em software, o roadmap costuma ser organizado em blocos de tempo, como trimestres, ou em horizontes de agora, próximo e depois. Os itens próximos têm escopo esboçado; os distantes, só temas. O detalhe do trabalho fica no backlog, não no roadmap.

Como fica o roadmap do produto no Scrum?+

O Guia do Scrum não define roadmap; define a Meta do Produto e o Backlog do Produto, ordenado pelo Product Owner. O roadmap ocupa o espaço entre os dois: mostra os problemas que levam à meta, enquanto o backlog detalha o trabalho imediato. O que se aprende nas revisões de sprint deve voltar para o roadmap.

Roadmap de produto exemplo: como é na prática?+

Num MVP de agendamento para clínicas, o horizonte “agora” traz a hipótese principal e o critério que decide se ela passou. O “próximo” traz problemas que só fazem sentido se o teste passar, como reduzir faltas. O “depois” traz só temas, sem escopo nem data.

Existe template de roadmap de produto?+

Existem muitos, mas uma planilha com cinco colunas resolve: problema, evidência, métrica, solução atual (como hipótese) e horizonte. Mais importante que o modelo é ter uma versão oficial, um responsável e uma data de revisão anotada no topo.

Como fazer o roadmap de um produto digital?+

Comece pelo problema do usuário, não pela lista de telas. Se o produto ainda não existe, o primeiro horizonte é o teste da hipótese principal do MVP, com o critério de validação combinado antes. O que vem depois fica condicionado ao resultado desse teste.

O que é roadmap de valor?+

É o nome usado para o roadmap organizado pelo valor que cada etapa entrega ao usuário ou ao negócio, e não pelas funcionalidades. Na prática, é o mesmo que um roadmap orientado a problemas: cada item diz o que deve mudar e como se mede. Tornar as coisas mais rápidas ou mais simples para o usuário são exemplos de valor.

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