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Como criar um SaaS com IA: a tabela que o gerador deixa aberta

Como criar um SaaS com IA do problema ao primeiro cliente pagante, e a regra de acesso ao banco que o gerador não escreve por você: o caso da CVE-2025-48757.

Resposta rápida

Para criar um SaaS, você valida um problema que alguém paga para resolver, constrói a menor versão que resolve, cobra de forma recorrente e mede retenção. Com IA, ferramentas como Lovable, Bolt ou Claude geram telas, login e banco em horas, mas não decidem quem pode ver qual linha de cada tabela. Essa regra, chamada Row Level Security, continua sendo do dono do produto. A CVE-2025-48757, de nota 9,3, registrou sites gerados pelo Lovable com tabelas legíveis e graváveis por qualquer visitante, e o próprio fornecedor contesta o registro dizendo que proteger os dados é responsabilidade do cliente.

Até pouco tempo atrás, a primeira pergunta de quem queria criar um SaaS era “quem vai programar?”. Hoje o autocompletar do Google mostra outra coisa: “como criar um SaaS com IA”, “com Lovable”, “no Claude”, “sem código”. A barreira da tela caiu. Em uma tarde, um gerador de aplicações entrega cadastro, login, painel e um endereço publicado na internet.

O que não caiu foi a parte que não aparece na demo. Este guia percorre o roteiro de negócio que continua valendo, compara os três caminhos de construção e se detém no ponto que os tutoriais de “SaaS do zero” pulam: a regra que decide quem pode ler e gravar cada linha do banco. É ali que um caso real, registrado no banco oficial de vulnerabilidades dos Estados Unidos, mostra onde termina o trabalho da IA e começa o do dono.

O que é um SaaS, e o que muda quando a IA escreve o código?

SaaS (software as a service) é o software que o cliente usa pelo navegador ou pelo celular, sem instalar nada, pagando uma assinatura. Quem vende cuida de servidor, atualização, cópia de segurança e suporte. Quem compra paga enquanto usa. O modelo de receita recorrente é o que torna o negócio atraente, e também o que o torna exigente: o cliente reavalia a compra todo mês.

Um SaaS tem três camadas. A interface, que é o que o usuário vê. O banco de dados, onde ficam os cadastros, as transações e tudo o que o produto guarda. E as regras entre uma coisa e outra: quem pode entrar, o que cada pessoa enxerga, quem pode alterar o quê, quando a cobrança libera ou bloqueia o acesso.

Os geradores de aplicação com IA aceleram muito a primeira camada e montam a segunda com um clique, normalmente sobre um banco Postgres hospedado (o Supabase é o mais comum nessas ferramentas). A terceira camada é a que mais depende de entendimento do negócio, e é justamente a que a IA escreve com menos contexto. Ela não sabe, a menos que alguém diga com precisão, que o cliente A nunca pode ver a fatura do cliente B.

Como criar um SaaS do zero: qual roteiro não muda com a IA?

A IA encurta a construção, não as decisões. O roteiro que separa um produto que vende de um projeto que fica parado continua o mesmo, e cada etapa tem uma pergunta que precisa de resposta antes da próxima:

  1. Problema. Quem tem a dor, com que frequência, e quanto ela custa hoje? Um problema que aparece uma vez por ano raramente sustenta assinatura mensal.
  2. Validação. Converse com quem tem o problema antes de construir. A pergunta útil não é “você usaria?”, e sim “o que você faz hoje para resolver e quanto paga por isso?”.
  3. Escopo mínimo. Defina a menor versão que resolve o problema principal de ponta a ponta. Tudo o que não serve para provar a hipótese vai para depois.
  4. Construção. Escolha o caminho (IA, no-code ou código) pelo que o produto precisa guardar e proteger, não só pela velocidade.
  5. Cobrança. Plano, preço e meio de pagamento recorrente, com o gateway informando ao sistema quem está em dia.
  6. Métricas. Ativação, retenção mês a mês, cancelamento e receita recorrente. Sem elas, não dá para saber se o produto está melhorando.

O critério para decidir quando o MVP já provou o que precisava, e quando é hora de parar de acrescentar funcionalidade, está detalhado no artigo sobre o critério de parada do produto mínimo viável. Aqui o foco é outro: o que muda na etapa 4 quando quem escreve o código é uma IA.

Qual a diferença entre criar um SaaS com IA, com no-code e com código?

Os três caminhos chegam a um produto funcionando. A diferença está em quem escreve as regras de acesso, onde elas ficam e quem consegue revisá-las depois:

Gerador com IA (Lovable, Bolt, Claude)Plataforma no-codeDesenvolvimento com código
Velocidade até a primeira telaHorasDiasSemanas
Quem escreve a regra de acessoA IA, a partir do que foi pedido no promptQuem configura, em telas de permissão da plataformaO time, em código revisável
Onde a regra ficaNo banco (políticas de RLS) e no código geradoDentro da plataformaNo servidor e no banco
Código exportávelEm geral simDepende da plataformaSim
Risco típicoTabela sem política ou com política permissiva demaisDependência da plataforma e da conta de usoPrazo e custo maiores no início
Quando faz sentidoValidar a ideia com usuários reais, sem dado sensívelFerramenta interna ou fluxo simplesProduto com dado sensível, cobrança e escala

Comparativo elaborado pela Alliance Comunicação com base na prática de desenvolvimento de MVPs.

A linha que mais pesa é a segunda. Num gerador com IA, a regra de acesso nasce do prompt. Se o prompt não descreveu quem pode ver o quê, a IA preenche a lacuna com uma suposição, e suposição não é política de segurança. A conta de uso das plataformas no-code, que cresce depois que o app funciona, foi tratada no artigo sobre a conta que chega depois nas ferramentas no-code.

O que é Row Level Security e por que ela decide quem vê os dados?

Row Level Security (RLS, ou segurança em nível de linha) é um recurso do banco Postgres que filtra, linha por linha, o que cada usuário pode ler, inserir, alterar ou apagar. Em vez de confiar que a tela só mostra os pedidos do usuário logado, o próprio banco recusa entregar os pedidos dos outros.

Isso importa muito na arquitetura que os geradores usam. O navegador do usuário conversa direto com o banco, por uma API, usando uma chave pública que vai embutida no código do site. A chave é pública por desenho: qualquer pessoa que abra as ferramentas do navegador consegue vê-la. O que protege os dados, nessa arquitetura, não é a chave. É a política de RLS de cada tabela.

A documentação oficial do Supabase orienta habilitar RLS em toda tabela de um schema exposto, porque uma tabela em schema exposto sem RLS é legível e gravável por qualquer papel com permissão sobre ela; com o RLS habilitado, nenhum dado fica acessível pela API com a chave publicável até que se criem políticas; e a chave secreta, que usa o papel service_role com o atributo bypassrls, nunca deve ser usada no navegador nem exposta a clientes.
Fonte: Supabase, “Row Level Security” (documentação oficial, consultada em 01/10/2026)

Daí saem duas regras que valem para qualquer SaaS sobre esse tipo de banco. Primeira: tabela sem RLS, em schema exposto, é tabela aberta. Segunda: a chave secreta pula todas as políticas, então se ela aparecer no código do navegador, todas as regras caem de uma vez. A IA pode escrever as políticas. Conferir se elas correspondem ao negócio é trabalho de quem conhece o negócio.

O que a CVE-2025-48757 mostrou sobre os SaaS gerados por IA?

CVE é o identificador público de uma vulnerabilidade, e o NVD (National Vulnerability Database), mantido pelo NIST, é o banco oficial do governo americano que as cataloga e pontua. Em 2025, uma entrada tratou exatamente do problema descrito acima, num gerador de aplicações com IA:

A CVE-2025-48757, publicada no National Vulnerability Database em 30 de maio de 2025 com pontuação CVSS 3.1 de 9,3 (crítica), descreve que uma política de Row-Level Security de banco de dados insuficiente no Lovable, até 15/04/2025, permitia que atacantes remotos não autenticados lessem ou gravassem em tabelas arbitrárias do banco de dados dos sites gerados. A entrada registra que a vulnerabilidade é contestada pelo fornecedor, porque cada cliente da plataforma Lovable aceita a responsabilidade de proteger os dados da sua aplicação.
Fonte: NIST, National Vulnerability Database, CVE-2025-48757 (publicada em 30/05/2025; entrada marcada como “disputed”)

O detalhe que mais interessa a quem está criando um SaaS está na última frase. A entrada não foi simplesmente aceita: ela traz a marca de contestada, e o motivo da contestação é que a proteção dos dados é do cliente da plataforma. Não cabe a este artigo arbitrar a disputa. Cabe registrar o que ela significa na prática: nas duas versões da história, quem responde pelos dados do seu SaaS é você.

Linha do tempo da CVE-2025-48757 em 2025: descoberta em 20 de março, aviso ao fornecedor em 21 de março, fim da faixa afetada em 15 de abril, correção citada no relato em 24 de abril, divulgação em 29 de maio e publicação no NVD em 30 de maio, com nota 9,3 e marcação de contestada
Entre a descoberta e o registro oficial passaram pouco mais de dois meses, e a varredura do pesquisador encontrou cerca de um projeto em cada dez com RLS inadequado.

O pesquisador que registrou a falha publicou um relato com a cronologia e o tipo de dado exposto. Vale ler com a ressalva de que ele é profissional da Replit, plataforma que também gera aplicações com IA. É mais um motivo para cruzar o relato com a entrada oficial, que registra também a posição do fornecedor:

Segundo o pesquisador que registrou a CVE, a falha foi descoberta em 20 de março de 2025, comunicada ao fornecedor em 21 de março e divulgada publicamente em 29 de maio de 2025, com correção datada de 24 de abril na cronologia; os dados expostos incluíam informações pessoais de tabelas de usuários (como nomes e e-mails), chaves de API e tokens de serviços de terceiros, e dados financeiros de transações e assinaturas, inclusive com a possibilidade de alterar o status de pagamento. Na varredura concluída em 21 de março, ele identificou 303 endpoints em 170 projetos, cerca de 10,3% dos 1.645 analisados, com configuração de RLS inadequada.
Fonte: Matt Palmer, “CVE-2025-48757” e “Statement on CVE-2025-48757” (relatos do pesquisador, referenciados na entrada do NVD, 29/05/2025)

Dois pontos do relato merecem atenção. O primeiro: a seção de resolução do mesmo texto diz que não há correção disponível na plataforma e que a mitigação principal é revisar e criar as políticas de RLS em cada projeto. Ou seja, mesmo com ajustes do lado do fornecedor, o conserto acontece no banco de cada cliente. O segundo: o exemplo de “status de pagamento” alterável. Num SaaS, a coluna que diz quem pagou é a coluna que libera o acesso. Se o visitante consegue gravar nela, ele dá a si mesmo o plano pago.

De quem é a responsabilidade quando o app gerado vaza dados?

A posição do fornecedor, registrada na própria CVE, resume o arranjo de quase todas as ferramentas desse tipo: a plataforma entrega a ferramenta, e o cliente responde pelo que constrói com ela. Os termos de uso costumam dizer o mesmo com outras palavras. Para o cliente final do seu SaaS, isso nem entra em discussão: ele contratou a sua empresa, não o gerador que você usou.

No Brasil, quando a tabela aberta guarda nome, e-mail ou dado de pagamento de pessoas, o assunto entra na LGPD. Quem decide sobre o tratamento dos dados, ou seja, a empresa dona do SaaS, é quem precisa adotar medidas de segurança e lidar com o incidente se ele acontecer. Ter usado IA para escrever o código não muda o papel. O ponto de partida para organizar isso é saber quais dados o produto guarda e por quê, como explica o artigo sobre o inventário de dados que falta nas empresas.

A IA escreve a tela em uma tarde. A regra de quem vê qual linha continua tendo dono, e o dono é quem cobra a assinatura.

O que o gerador entrega e o que continua com você?

Uma forma simples de organizar o trabalho é separar o que a ferramenta acelera do que ela não tem como saber. A coluna da esquerda é a que aparece na demonstração. A da direita só aparece quando alguém tenta abrir o que não devia:

Diagrama em duas colunas: à esquerda, o que o gerador entrega (telas, cadastro ligado ao banco, login e publicação em um clique); à direita, o que fica com o dono do SaaS (RLS em cada tabela, chave secreta fora do navegador, pagamento gravado pelo servidor, teste como visitante anônimo e LGPD)
Nenhum item da direita tem botão: cada um depende de saber quem é o cliente, o que ele pode ver e o que o produto cobra.

Nada disso exige abandonar a IA. Exige tratar o que ela gera como primeira versão, não como versão final. O mesmo raciocínio vale para o código gerado por IA em geral, tema do artigo sobre onde o vibe coding cabe e onde não cabe.

Como criar um SaaS com IA na prática, sem deixar o banco aberto?

O checklist abaixo é o mínimo antes de cadastrar o primeiro cliente pagante. Não substitui uma revisão de segurança completa, mas fecha as portas que a CVE-2025-48757 mostrou abertas.

1. Descreva as permissões antes de pedir as telas

Escreva, em português simples, quem pode ver e alterar cada tipo de dado: “o usuário vê só os próprios projetos”, “o administrador da conta vê os projetos da equipe”, “ninguém de fora vê nada”. Esse texto vai no prompt e, depois, vira o roteiro de conferência das políticas.

2. Habilite RLS em toda tabela, sem exceção

Abra o painel do banco e confira tabela por tabela, inclusive as que a IA criou para uso interno, como logs, convites e configurações. Tabela que ninguém lembra que existe é a que fica sem política. RLS habilitado sem política nenhuma bloqueia tudo, o que é seguro, mas quebra a tela; a solução é criar a política certa, nunca desligar o RLS.

3. Desconfie da política que libera tudo

Ter política não é o mesmo que ter a política certa. Uma regra que libera a leitura para qualquer usuário, sem condição, faz o painel funcionar e deixa a tabela aberta do mesmo jeito. Para dados de cliente, a condição costuma ser “esta linha pertence ao usuário logado” ou “à conta dele”.

4. Tire a chave secreta do navegador

Procure no código publicado qualquer chave que não seja a pública. A chave secreta, que ignora o RLS, só pode existir no servidor ou em funções do lado do servidor. Se ela já foi publicada alguma vez, troque-a: apagar do código não desfaz a exposição.

5. Deixe o pagamento ser gravado pelo servidor

O status de assinatura deve ser atualizado a partir do aviso do gateway de pagamento, recebido no servidor, e nunca por uma gravação que parte do navegador. Na tabela de assinaturas, o usuário pode no máximo ler a própria linha.

6. Teste como visitante anônimo e como outro cliente

Crie duas contas de teste e tente, com a conta A, abrir dados da conta B. Depois repita sem login nenhum. O teste que importa não é “a tela mostra o que deveria”, e sim “o banco recusa o que não deveria entregar”.

Quais são os erros mais comuns de quem cria SaaS com IA?

  • Confundir chave pública com segurança. A chave que vai no navegador é pública por desenho. Quem protege os dados é a política do banco.
  • Testar só o caminho feliz. O app funciona para quem usa direito. A falha aparece para quem modifica a requisição, e esse teste raramente é feito.
  • Aceitar o aviso de “RLS ativo” como prova. O pesquisador da CVE observou que o verificador de segurança da plataforma conferia a existência de alguma política, não se ela correspondia à lógica do app.
  • Guardar segredo em tabela. Chaves de API de terceiros numa tabela acessível ao navegador foram um dos tipos de dado expostos no caso Lovable.
  • Misturar dado público e sensível na mesma linha. RLS filtra linhas inteiras. Se o perfil público e o dado de pagamento estão na mesma linha, quem lê um lê o outro.
  • Deixar a cobrança no banco aberto. Status de pagamento gravável pelo cliente é plano pago de graça para quem souber editar uma requisição.
  • Publicar e esquecer. Cada nova tabela que a IA cria numa iteração precisa passar pela mesma conferência.

Quanto custa criar um SaaS e quando vale chamar um time de desenvolvimento?

O custo de um SaaS tem três partes: construir, manter no ar e manter seguro. A IA derrubou a primeira, mas não as outras duas. Um gerador cobra assinatura pela ferramenta; o banco e a hospedagem cobram por uso; o gateway cobra por transação. E a revisão de segurança cobra horas de alguém que entende o que está olhando. Em vez de uma tabela de preços que mudaria em semanas, vale olhar o que cada fase exige:

Fase do produtoCaminho que costuma bastarO que não pode faltarSinal de que é hora de time técnico
Validação com poucos usuários convidadosGerador com IA ou no-codeDados fictícios ou mínimos; RLS em todas as tabelasUsuários pedem para guardar dado real de clientes deles
Primeiros clientes pagantesGerador com IA revisado por quem conhece bancoChecklist completo deste artigo; cobrança via servidorMais de um perfil de acesso por conta (equipe, administrador)
CrescimentoCódigo revisável, com ou sem IA na escritaRevisão de segurança, testes automatizados, plano de incidenteIntegrações, dado sensível, contrato com cliente corporativo
Cliente corporativoTime de desenvolvimento dedicadoQuestionário de segurança respondido com evidênciaO cliente pede relatório de teste de invasão

Referência elaborada pela Alliance Comunicação a partir de projetos de MVP e SaaS.

Para apps publicados nas lojas da Apple e do Google, há ainda o prazo de revisão das lojas, tratado no artigo sobre quanto custa criar um aplicativo. E quando a decisão é entre continuar no gerador ou reconstruir com time próprio, o serviço de desenvolvimento de MVP da Alliance começa justamente pela revisão do que já foi gerado: o que aproveita, o que reescreve e o que precisa ser fechado antes do próximo cliente.

O que muda para um micro SaaS?

Micro SaaS é o SaaS de nicho, tocado por uma pessoa ou por uma equipe pequena, com custo baixo e foco num problema estreito. É exatamente o perfil de quem mais usa geradores com IA, e por isso o perfil mais exposto ao problema deste artigo: não há ninguém no time cuja função seja olhar o banco.

A boa notícia é que um micro SaaS costuma ter poucas tabelas. Revisar dez tabelas com o checklist acima leva uma tarde. O erro é achar que, por ser pequeno, o produto não interessa a ninguém. A varredura do caso Lovable não escolheu alvos pelo tamanho: percorreu, de forma automática, todos os projetos de uma vitrine pública.

Por onde começar hoje

  1. Escreva em uma página o problema, quem paga por ele e como você vai saber que a solução funcionou.
  2. Liste os dados que o produto vai guardar e marque quais são pessoais ou financeiros.
  3. Descreva as permissões em português simples antes de pedir as telas à IA.
  4. Gere a primeira versão e confira RLS e política tabela por tabela.
  5. Procure chaves no código publicado e mova a cobrança para o servidor.
  6. Teste com visitante anônimo e com um segundo cliente antes de aceitar o primeiro pagamento.

Criar um SaaS ficou mais rápido, e isso é bom: mais ideias chegam à frente de clientes reais. O que não mudou é que o cliente confia os dados dele ao seu produto, não à ferramenta que o gerou. Se quiser enxergar onde o SaaS se encaixa no plano de marketing e de vendas da empresa, o diagnóstico de marketing gratuito organiza as prioridades na ordem certa.

SaaSMVPIASegurançaSupabase

Perguntas frequentes

Como criar um SaaS do zero?+

Comece pelo problema: quem tem a dor, com que frequência e quanto paga hoje para resolvê-la. Valide conversando com esses clientes, construa a menor versão que resolve o problema de ponta a ponta, configure a cobrança recorrente e acompanhe retenção e cancelamento. A ferramenta de construção vem depois dessas decisões.

Como criar um SaaS com IA?+

Descreva o produto e, principalmente, as permissões de acesso em linguagem simples, e use um gerador como Lovable, Bolt ou Claude para produzir a primeira versão. Depois revise o que ele criou: RLS em todas as tabelas, chave secreta fora do navegador e pagamento gravado pelo servidor. Trate o resultado como rascunho, não como produto final.

Como criar um SaaS com Lovable?+

O Lovable gera a interface e conecta um banco Supabase, com o navegador acessando o banco diretamente. Por isso, a segurança depende das políticas de Row Level Security de cada tabela. A CVE-2025-48757 registrou sites gerados pela plataforma com tabelas legíveis e graváveis por visitantes, e o fornecedor contesta o registro afirmando que proteger os dados é responsabilidade de cada cliente.

Como criar um SaaS no-code?+

Plataformas no-code permitem montar telas, banco e regras por configuração visual, sem escrever código. Funcionam bem para validar a ideia e para ferramentas internas. Antes de crescer, vale conferir como a plataforma cobra pelo uso, se o projeto pode ser exportado e como as permissões de acesso aos dados são configuradas.

O que precisa para criar um SaaS?+

Um problema validado com clientes reais, uma versão mínima que o resolva, um meio de cobrança recorrente e métricas de retenção. Do lado técnico, interface, banco de dados e regras de acesso, com atenção especial à última, porque é ela que garante que cada cliente veja só os próprios dados.

Quanto custa criar um SaaS?+

Depende do caminho e da fase. Geradores com IA e plataformas no-code reduzem muito o custo de construção, mas somam assinatura da ferramenta, banco e hospedagem por uso e taxa do gateway de pagamento. O custo que costuma ser esquecido é a revisão de segurança antes dos primeiros clientes pagantes.

Vale a pena criar um SaaS?+

Vale quando existe um problema recorrente, que alguém já paga para resolver e que justifica uma assinatura mensal. A receita recorrente é atraente, mas o cliente reavalia a compra todo mês. Por isso a validação antes de construir pesa mais do que a velocidade de construção.

Como criar um micro SaaS?+

Escolha um nicho estreito com um problema bem definido, construa a menor versão que resolve e cobre desde cedo. Como micro SaaS costuma ser tocado por poucas pessoas e com geradores de IA, reserve uma tarde para revisar tabela por tabela as regras de acesso ao banco antes de aceitar o primeiro pagamento.

Qual a melhor IA para criar um SaaS?+

Não existe uma resposta única: Lovable e Bolt geram aplicações completas a partir de descrições, e assistentes como o Claude ajudam a escrever e revisar código. Mais importante que a escolha da ferramenta é revisar o que ela entrega, porque nenhuma delas sabe sozinha quem, no seu negócio, pode ver qual dado.

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