Agência
Marca & CriaçãoBranding & PosicionamentoIdentidade VisualConteúdo & CopywritingProdução AudiovisualLive Experience
Performance & GrowthSocial MediaInbound & NutriçãoTráfego PagoSEO & GEOPublicidadePesquisa de Mercado com IABI & DashboardsWeb AnalyticsCRO
IA & AutomaçãoConsultoria de Adoção de IAIntegração CRM & DadosAutomação de ProcessosAgentes de IAAutomação de Marketing com IABase de Conhecimento de Marca para IA
Tecnologia & Produtos DigitaisDesenvolvimento Web & AppsDesenvolvimento de MVPTech & SecurityLGPDLow-code & No-codeDesenvolvimento Assistido por IA
Relacionamento & ReputaçãoAssessoria de ImprensaInfluência & CEO PositioningGestão de CriseComunicação InternaExperiência & Trade
PortfólioBlogContato
Entrada de um supermercado com prateleiras de produtos e clientes
Publicidade

Retail media: o que é e o que exigir antes de acreditar no ROAS

Retail media é a mídia vendida pelo varejista perto do momento da compra. Veja como funciona e o que exigir dele antes de confiar no ROAS do relatório.

Resposta rápida

Retail media é a publicidade vendida por um varejista nos próprios canais — busca e vitrines do site ou app, telas da loja física — e também fora deles, usando os dados de compra dos clientes. A marca paga, em geral por leilão de clique, para aparecer perto do momento da compra. O ponto cego é que quem vende o anúncio é o mesmo que mede a venda e calcula o ROAS. Antes de confiar no relatório, exija o que as diretrizes do IAB e do MRC pedem: janela de atribuição divulgada antes da campanha, venda ligada a impressão visível, transparência sobre produtos halo e teste de incrementalidade com grupo de controle.

Quem já comprou mídia em um grande marketplace ou na rede de anúncios de uma varejista conhece a cena: o painel mostra um retorno que nenhum outro canal do plano costuma entregar. É esse número que faz o retail media entrar na conversa de tanta indústria que vende no varejo — e é esse número que quase ninguém questiona.

Este guia explica o que é retail media, como funciona e quais redes existem no Brasil. Mas o centro dele é uma pergunta que os conteúdos sobre o tema raramente fazem: quem mediu esse ROAS? Em retail media, quem vende o anúncio é o mesmo que conta a venda. Existe um padrão de mercado para essa medição, e você vai sair daqui sabendo o que pedir.

O que é retail media?

Retail media é a publicidade vendida por um varejista às marcas que querem alcançar os clientes dele. O espaço é o próprio varejo: os resultados de busca do site, as vitrines do aplicativo, as páginas de produto, as telas da loja física. O diferencial não é o espaço, é o dado: o varejista sabe quem comprou o quê, quando e com que frequência.

As diretrizes de mensuração de retail media do IAB e do MRC, de janeiro de 2024, usam uma definição ampla: marketing dirigido ao consumidor perto do ponto de compra ou da escolha entre marcas e produtos, online ou dentro da loja. A definição é útil porque não prende o conceito a um formato — prende a um momento.

Na prática, o termo cobre três situações: anúncio dentro do ambiente do varejista (onsite), anúncio fora dele usando os dados do varejista (offsite) e mídia na loja física (in-store). O que une as três é o circuito fechado: a mesma empresa que exibe o anúncio registra a venda e entrega o relatório.

Como funciona o retail media?

Do lado da marca, a operação lembra a de uma plataforma de busca. Você escolhe os produtos, define orçamento e lance, e o sistema do varejista decide quando o anúncio aparece. Na busca patrocinada, o modelo mais comum é o leilão por custo por clique: a marca paga quando alguém clica no produto anunciado.

Do lado do varejista, retail media é receita nova em cima de um ativo que ele já tinha: tráfego com intenção de compra e histórico de transações. Por isso tantos varejos, do comércio eletrônico ao supermercado, montaram uma área própria para vender mídia — a chamada rede de retail media (retail media network).

FormatoOnde apareceComo costuma ser compradoPara que serve
Busca patrocinada (onsite)Resultados de busca e páginas de produto do site ou appLeilão por clique, em autosserviçoCapturar quem já procura a categoria
Display e vitrines (onsite)Banners, carrosséis e páginas de categoriaPor mil impressões ou pacote negociadoLançamento, sazonalidade, visibilidade de marca
OffsiteRedes sociais, portais e vídeo, com público montado pelos dados do varejistaPor mil impressões, via varejista ou parceiroAlcançar compradores da categoria fora da loja
In-storeTelas, áudio interno, pontas de gôndola e totens na loja físicaPacote por loja, período ou zonaInfluenciar a escolha na prateleira

Comparativo elaborado pela Alliance Comunicação com base na prática de compra de mídia; formatos e modelos de cobrança variam de um varejista para outro.

Repare na última coluna. A busca patrocinada captura demanda que já existe; display, offsite e in-store tentam criar ou desviar demanda. Essa diferença parece detalhe, mas é ela que explica boa parte do ROAS que aparece no painel — e vamos voltar a ela.

Quais são as redes de retail media no Brasil?

No Brasil, as redes mais conhecidas estão nos grandes marketplaces e varejistas digitais: a Amazon, com o Amazon Ads; o Mercado Livre, com o Mercado Ads; e o Magazine Luiza, com o Magalu Ads. Aplicativos de delivery, redes de farmácia e de supermercado também passaram a vender espaço e dados para as marcas, em canais digitais e dentro das lojas.

Para quem anuncia, as redes se dividem em dois modelos. No primeiro, o vendedor opera sozinho, em autosserviço, como faria no Google Ads — é o caso dos anúncios de produto nos marketplaces. No segundo, a compra é negociada com a equipe comercial do varejista, em pacotes que juntam vitrine, offsite, loja física e relatório de vendas.

Os nomes mudam; o desenho, não. Em todas as redes, o varejista é ao mesmo tempo veículo, dono do dado e medidor do resultado. É isso que torna as perguntas deste artigo válidas para qualquer uma delas, do maior marketplace à rede regional de supermercados.

Qual a diferença entre retail media, trade marketing e retail marketing?

Os três termos convivem no mesmo corredor e se confundem com frequência. Retail marketing, ou marketing de varejo, é o que o próprio varejista faz para vender mais: ofertas, encarte, programa de fidelidade, experiência de loja. Trade marketing é o trabalho da indústria para que o produto esteja bem posicionado no canal: exposição, sortimento, preço e material de ponto de venda.

Retail media é uma terceira coisa: o varejista vendendo audiência para a indústria. Na mesa de negociação, ela costuma aparecer junto com acordos comerciais e verbas de trade, e é aí que mora o risco. Mídia comprada como contrapartida de negociação raramente passa pelo mesmo crivo de mensuração que a mídia do plano.

A regra prática: se a verba compra exposição para o consumidor, ela é mídia e deve ser avaliada como mídia — com objetivo, público, métrica e comparação com os outros meios. Se compra condição comercial, é trade. Misturar os dois no mesmo contrato tira dos dois a chance de ser medido.

Por que o ROAS de retail media parece tão alto?

ROAS (retorno sobre o investimento em anúncio) é a venda atribuída à campanha dividida pelo valor investido. O número é real no sentido de que as vendas aconteceram. A pergunta é quantas delas aconteceram por causa do anúncio. Três fatores empurram o ROAS de retail media para cima, sem má-fé de ninguém:

  • O anúncio aparece no fim do funil. Quem busca “sabão em pó” dentro de um marketplace já decidiu comprar a categoria. Parte dessas pessoas levaria a sua marca mesmo sem o anúncio, sobretudo se ela já é a líder.
  • A janela de atribuição pode ser generosa. Se toda compra feita vários dias depois de uma exposição conta como resultado, entram recompras, promoções e efeitos de outras mídias.
  • A venda pode incluir produtos halo. Quando o relatório soma ao item anunciado outros produtos da mesma marca comprados depois, o resultado cresce — às vezes com razão, às vezes não.

E há um quarto fator, estrutural: quem vende o anúncio é o mesmo que mede a venda. Não é acusação, é desenho de mercado. Em outros meios, a audiência costuma ser aferida por um instituto independente do veículo. Em retail media, o veículo é também o instituto.

Em retail media, o ROAS do painel diz quanto se vendeu para quem viu o anúncio. Não diz quanto se vendeu por causa dele.

O que as diretrizes do IAB e do MRC exigem na medição de retail media?

Em janeiro de 2024, o IAB (Interactive Advertising Bureau) e o MRC (Media Rating Council), entidade americana que audita e credencia medições de mídia, publicaram as Retail Media Measurement Guidelines. O documento foi escrito com varejistas, plataformas e anunciantes — entre os participantes há equipes do Walmart Connect, do Google, da Meta, da Procter & Gamble e da Coca-Cola.

A janela de atribuição (lookback) precisa ter suporte empírico, ser coerente com o objetivo, a duração da campanha e o ciclo de venda da categoria, e deve ser divulgada antes da execução e da mensuração da campanha, além de constar nas divulgações dos resultados.
Fonte: IAB e Media Rating Council (MRC), Retail Media Measurement Guidelines, janeiro de 2024, seção “Attribution windows”

O documento não fixa um prazo único. Registra que janelas típicas em mensuração digital costumam ser de 3, 7, 14, 28 ou 30 dias e pede que cada medidor estabeleça um teto razoável, com fundamento, aplicado de forma consistente e informado ao anunciante. Recomenda ainda dados com granularidade diária entre exposição e compra, para reconciliar janelas diferentes entre varejistas.

O MRC exige impressões visíveis para atribuir resultados à exposição ao anúncio. Medidas de atribuição baseadas, no todo ou em parte, em impressões não visíveis podem ser reportadas, mas precisam vir rotuladas com aviso claro de que não são totalmente conformes. O documento reconhece que a maioria das redes de retail media talvez ainda não considere a visibilidade na atribuição e espera que todas caminhem nessa direção.
Fonte: IAB e MRC, Retail Media Measurement Guidelines, janeiro de 2024, seção “Track viewability metrics for outcomes”
Incrementalidade é definida como o impacto causal potencial do marketing — o resultado isolado de outros fatores do negócio —, e experimentos com grupo de controle aleatório (RCT) são citados como o método de estimativa de base menos enviesado. O documento recomenda ainda relatório por SKU e transparência sobre produtos halo incluídos na venda atribuída.
Fonte: IAB e MRC, Retail Media Measurement Guidelines, janeiro de 2024, capítulos 3.6 e 4

Há duas exigências menos conhecidas no mesmo texto. A primeira: quando o varejista estima vendas de clientes que não consegue identificar — compra em dinheiro, cartão sem cadastro, configurações de privacidade —, deve informar qual percentual da venda atribuída é extrapolado por modelo. A segunda: o anunciante deve receber um conjunto mínimo de dados para o seu modelo de mix de mídia (MMM).

Esse conjunto inclui praça, formato, período diário ou semanal, impressões, cliques, campanha, público, dispositivo e custo. O documento também recomenda separar vendas online, vendas na loja e vendas feitas online com retirada na loja, e sugere que resultados usados para precificar ou otimizar campanhas passem por auditoria de terceiros.

Vale a ressalva: são diretrizes de entidades americanas, sem força de lei no Brasil. Mas elas dão ao anunciante brasileiro algo raro nesse mercado — uma lista objetiva do que pedir, construída com a participação dos próprios varejistas e plataformas.

Que perguntas fazer ao varejista antes de assinar o plano de retail media?

Seis perguntas traduzem as diretrizes para a mesa de negociação. Nenhuma exige conhecimento técnico para ser feita; todas merecem resposta por escrito, antes da campanha começar.

Checklist com seis perguntas ao varejista antes de comprar retail media: janela de atribuição divulgada antes, impressão visível, venda halo separada por SKU, percentual de venda modelada, grupo de controle e dados para o modelo de mix de mídia
As seis perguntas seguem as Retail Media Measurement Guidelines do IAB e do MRC (2024).

1. Qual é a janela de atribuição, e por que essa?

Peça o prazo por escrito e a justificativa. Uma janela longa para um produto de compra semanal conta recompras que aconteceriam de qualquer jeito. Pergunte também se a janela é a mesma para clique e para visualização, e se dá para receber os dados por dia.

2. A venda atribuída vem de impressões visíveis?

Pergunte se a atribuição considera só impressões que tiveram chance real de ser vistas, pelo padrão do MRC, e quem mede essa visibilidade. Se o painel mistura impressões não visíveis, o número deveria vir separado e com aviso.

3. O que entra na venda: só o SKU anunciado ou produtos halo?

Peça a venda por SKU e, à parte, a venda de outros produtos da marca que o relatório está somando. Halo pode ser efeito real da campanha, mas precisa estar à vista para ser avaliado — não embutido no ROAS.

4. Quanto da venda foi estimado por modelo?

Pergunte que percentual da venda atribuída foi extrapolado para clientes não identificados e qual premissa sustenta a conta. Um ROAS feito em boa parte de estimativa não equivale a um ROAS de compras rastreadas.

5. Haverá teste com grupo de controle?

Pergunte se o varejista oferece teste de incrementalidade: um grupo de clientes, sorteado, que deixa de receber o anúncio. A diferença de compra entre os dois grupos é a venda que a campanha causou.

6. Vou receber os dados para o meu modelo de mix de mídia?

Mesmo quem ainda não tem MMM deveria exigir a base mínima — custo, impressões, cliques, formato, período e praça. Sem ela, retail media fica fora de qualquer comparação com os outros meios do plano.

Qual a diferença entre ROAS atribuído e ROAS incremental?

O ROAS do painel responde: quanto foi vendido para quem viu ou clicou no anúncio? O ROAS incremental responde: quanto foi vendido a mais porque o anúncio existiu? A primeira conta inclui quem compraria de qualquer jeito; a segunda, não.

Diagrama com exemplo hipotético de retail media: campanha de 20 mil reais mostra 100 mil em venda atribuída e ROAS 5 no painel, mas o grupo de controle revela que só 30 mil foram venda incremental, ROAS incremental de 1,5
Exemplo hipotético, com valores ilustrativos: a mesma campanha, medida de dois jeitos.

No exemplo hipotético do diagrama, uma campanha de R$ 20 mil aparece no painel com R$ 100 mil em vendas, um ROAS de 5. O teste com grupo de controle indica que R$ 70 mil teriam sido vendidos mesmo sem anúncio. A venda causada pela campanha foi de R$ 30 mil: ROAS incremental de 1,5.

A campanha pode continuar sendo boa. Só não é a campanha que o painel descreve. E a distância entre os dois números tende a ser maior quando o anúncio aparece para quem já compraria — busca pelo nome de uma marca líder, por exemplo — e menor em lançamento, em que pouca gente levaria o produto sem conhecê-lo.

Por isso não existe “ROAS bom” universal em retail media. Um ROAS de 3 em produto novo pode valer mais do que um ROAS de 8 em produto que já sai sozinho da prateleira. O que decide é a venda incremental comparada à margem do produto.

Como medir o resultado de retail media?

Medir bem não exige um time de ciência de dados. Exige escolher as métricas certas e pedir ao varejista os dados que permitem calculá-las. Cinco indicadores formam um painel honesto:

  1. Venda incremental e ROAS incremental, por teste com grupo de controle sempre que o varejista oferecer — ao menos uma vez por trimestre nas campanhas maiores.
  2. Novos compradores da marca: quantos dos compradores atribuídos não tinham comprado a marca naquele varejista no período anterior.
  3. Venda por SKU, com halo separado, para saber se o produto anunciado vendeu ou se o ROAS veio de outros itens.
  4. Participação na categoria dentro e fora do varejista: se a venda sobe só ali e cai em outros canais, pode ser deslocamento, não crescimento.
  5. Comparação no modelo de mix de mídia com os demais meios, usando a base de dados que as diretrizes mandam entregar.

Quem já usa estudo de brand lift em vídeo ou redes sociais conhece a lógica: grupo exposto contra grupo não exposto. O raciocínio é o mesmo explicado no guia sobre brand lift e a verba mínima para medir com grupo de controle — a diferença é que, em retail media, a métrica é venda, não lembrança de marca.

Como ler o relatório de retail media

O que olharSinal saudávelSinal de alerta
Janela de atribuiçãoInformada antes da campanha e coerente com o ciclo de compraDescoberta só no relatório, ou longa para produto de giro rápido
VisibilidadeAtribuição por impressão visível; não visível rotulada à parteNenhuma informação sobre visibilidade
Venda reportadaPor SKU, com halo separadoTotal da marca, sem abertura
ExtrapolaçãoPercentual de venda modelada informadoVenda rastreada e estimada somadas sem distinção
IncrementalidadeTeste com grupo de controle disponívelSó ROAS atribuído
Canal da vendaOnline, loja física e retirada na loja separadosTudo num número só
Dados exportáveisBase diária com custo, impressões, cliques e formatoSó painel e PDF

Checagem elaborada pela Alliance Comunicação a partir das Retail Media Measurement Guidelines do IAB e do MRC (2024).

Nenhum item isolado invalida o relatório. O alerta é a soma: janela desconhecida, venda total da marca e nenhum teste de controle formam um ROAS que você não tem como verificar.

Quais os erros mais comuns em retail media?

  1. Comparar ROAS de retail media com o de mídia de alcance como se medissem a mesma coisa. Um captura demanda pronta; o outro cria demanda que será colhida depois, em algum canal.
  2. Concentrar a verba na busca pelo próprio nome da marca. É onde o ROAS atribuído mais brilha e onde a venda incremental tende a ser menor.
  3. Aceitar a janela definida depois da campanha. Janela escolhida depois do resultado é ajuste de narrativa, não mensuração.
  4. Somar ROAS de varejistas diferentes sem saber que cada um pode usar uma janela e um método próprios.
  5. Comprar mídia como contrapartida de acordo comercial, sem objetivo, público nem métrica definidos no plano.
  6. Esquecer a página do produto. Foto ruim, descrição pobre, poucas avaliações ou estoque zerado fazem a verba pagar o clique e perder a venda.

O último erro é o mais barato de corrigir e o mais ignorado. Em retail media, a página do produto é a landing page: antes de aumentar o lance, vale revisar o que o comprador encontra depois do clique.

O que muda por tipo de negócio?

  • Indústria com marca líder na categoria: a prioridade é incrementalidade. Boa parte da venda atribuída aconteceria de qualquer jeito, e o teste de controle é o que separa investimento de pedágio.
  • Marca desafiante ou lançamento: retail media pode ser a forma mais direta de entrar na lista de opções de quem já compra a categoria. Aqui, novos compradores e venda por SKU pesam mais que o ROAS bruto.
  • Vendedor de marketplace (pequena e média empresa): a operação é em autosserviço, e a conta que importa é margem. O ROAS precisa cobrir custo do produto, tarifas, frete e a própria mídia — não basta ser maior que 1.
  • Marca presente em vários varejistas: peça a mesma janela e dados diários a todos. Sem padronização, cada painel conta sua própria história, e a verba vai para quem mede de forma mais generosa.

Quanto da verba total deve ir para retail media é decisão do plano de mídia e da divisão da verba entre os meios, não do canal em si. E, se parte da compra for offsite em sites e apps da web aberta, as mesmas cautelas de mídia programática sobre quanto da verba chega ao site se aplicam.

Por onde começar com retail media

Se a sua marca já compra retail media, comece pelo relatório: aplique a checagem da tabela acima ao último trimestre e mande as seis perguntas ao varejista. A qualidade das respostas diz muito sobre o quanto o ROAS pode ser levado a sério.

Se ainda vai começar, comece pequeno e medido: poucos SKUs, janela definida em contrato, venda por SKU e um teste com grupo de controle desde a primeira campanha relevante. Escala vem depois de saber o que é incremental.

Se a dúvida é anterior — se retail media deveria nem estar no plano —, o diagnóstico de marketing gratuito da Alliance mapeia maturidade, canais e verba em cerca de 30 minutos. E, para montar o plano e cobrar a mensuração do varejista, a equipe de publicidade e planejamento de mídia da Alliance negocia com janela, dados e métricas definidos antes da primeira impressão.

Retail mediaMídiaMensuraçãoVarejoPublicidade

Perguntas frequentes

Qual o significado de retail media?+

Retail media significa, ao pé da letra, “mídia de varejo”: espaço publicitário vendido por um varejista nos seus canais e com os seus dados de compra. Inclui anúncios no site e no app, campanhas fora da loja com o público do varejista e telas na loja física. O que o define é o momento: perto da decisão de compra.

Como funciona o retail media no Brasil?+

Funciona por dois caminhos: autosserviço, em que o vendedor cria campanhas de anúncio de produto no painel do marketplace e paga por clique, e compra negociada, em que a marca fecha pacotes com a equipe comercial do varejista. Em ambos, o relatório de vendas vem do próprio varejista, por isso vale pedir janela de atribuição, venda por SKU e teste de controle.

Como anunciar no Mercado Livre com retail media?+

No Mercado Livre, a mídia é vendida pelo Mercado Ads. Quem vende na plataforma pode ativar anúncios de produto pelo próprio painel de vendedor, definindo orçamento e investimento por clique; marcas com verba maior também negociam formatos de display e campanhas fora da plataforma. Antes de escalar, confira nas regras vigentes qual janela de atribuição os relatórios usam.

Como funciona o retail media da Amazon?+

A Amazon vende mídia pelo Amazon Ads, com formatos como Sponsored Products, Sponsored Brands e Sponsored Display, em geral cobrados por clique, além de compra programática com os dados da própria Amazon. Como em qualquer rede, o resultado é medido pela própria Amazon, então a janela de atribuição e a separação entre venda atribuída e incremental devem ser verificadas.

Quais são as redes de retail media?+

No Brasil, as mais conhecidas são Amazon Ads, Mercado Ads (Mercado Livre) e Magalu Ads (Magazine Luiza), além de redes de aplicativos de delivery, farmácias e supermercados. Lá fora, varejistas como Walmart, com o Walmart Connect, operam redes próprias. Os nomes mudam, mas o desenho é o mesmo: o varejista vende o espaço e mede a venda.

Quais são exemplos de retail media?+

Um produto patrocinado no topo da busca de um marketplace, um banner na página de categoria de um aplicativo de supermercado, um anúncio em rede social direcionado a quem comprou a categoria naquele varejista e um vídeo na tela perto da gôndola. Em todos, o varejista usa o próprio espaço ou os próprios dados para vender exposição a uma marca.

Qual a diferença entre retail media e retail marketing?+

Retail marketing é o marketing que o varejista faz para si: ofertas, encarte, fidelidade e experiência de loja. Retail media é o varejista vendendo audiência e espaço para outras marcas anunciarem. Um serve ao varejista; o outro é um meio de comunicação que a indústria compra.

Como medir o resultado de retail media?+

Comece pelo ROAS do painel, mas não pare nele: peça a janela de atribuição, a venda por SKU com produtos halo separados e o percentual de venda estimada por modelo. A medida mais confiável é a venda incremental, obtida com grupo de controle sorteado que não recebe o anúncio, como recomendam as diretrizes do IAB e do MRC de 2024.

Pronto para

fazer uma campanha de impacto?

Comece pelo diagnóstico gratuito e veja como Publicidade entra no seu plano de marketing — depois a Alliance ajuda a executar cada etapa.

(11) 99116-3001contato@alliancecomunicacao.com.brAv. Dr. Gastão Vidigal, 1132 — Vila Leopoldina, São Paulo · SP