Agência
Marca & CriaçãoBranding & PosicionamentoIdentidade VisualConteúdo & CopywritingProdução AudiovisualLive Experience
Performance & GrowthSocial MediaInbound & NutriçãoTráfego PagoSEO & GEOPublicidadePesquisa de Mercado com IABI & DashboardsWeb AnalyticsCRO
IA & AutomaçãoConsultoria de Adoção de IAIntegração CRM & DadosAutomação de ProcessosAgentes de IAAutomação de Marketing com IABase de Conhecimento de Marca para IA
Tecnologia & Produtos DigitaisDesenvolvimento Web & AppsDesenvolvimento de MVPTech & SecurityLGPDLow-code & No-codeDesenvolvimento Assistido por IA
Relacionamento & ReputaçãoAssessoria de ImprensaInfluência & CEO PositioningGestão de CriseComunicação InternaExperiência & Trade
PortfólioBlogContato
Lupa sobre uma tela com gráficos de linhas e números de desempenho
Dados & Analytics

Dashboard de vendas: o que cada vendedor vê e quando o número muda

Dashboard de vendas é usado ou abandonado por três decisões: quem vê cada carteira, o que conta como venda e de quanto em quanto tempo o número atualiza.

Resposta rápida

Um dashboard de vendas é o painel que mostra, numa tela, quanto a equipe comercial vendeu, quanto falta para a meta e como está o funil de cada vendedor. Antes de escolher gráfico ou ferramenta, três decisões definem se ele será usado: quem vê o quê, porque o vendedor deve ver a própria carteira e não a do colega; o que conta como venda, se pedido, faturado ou pago, e como entram cancelamentos e devoluções; e de quanto em quanto tempo o número muda, já que no Power BI a atualização agendada vai até 8 vezes por dia na capacidade compartilhada e 48 no Premium.

Quase todo dashboard de vendas nasce com a mesma lista de indicadores: faturamento, meta, ticket médio, taxa de conversão. E muitos morrem pelo mesmo motivo, que não tem nada a ver com a lista. Um vendedor descobre que consegue ver a carteira do colega. O financeiro diz que o número do painel não é o da conta bancária. O gerente promete “tempo real” e o time percebe que o painel de manhã ainda mostra o fechamento de ontem.

Os guias mais lidos sobre o tema explicam o que é o painel e quais KPIs colocar nele, e isso está aqui também. O que este artigo acrescenta são as três decisões que precisam estar escritas antes do primeiro gráfico: quem vê o quê, o que conta como venda e de quanto em quanto tempo o número muda. Onde a resposta depende da ferramenta, usamos a documentação oficial da Microsoft e do Google, e não promessa de fornecedor.

O que é um dashboard de vendas?

Dashboard de vendas é um painel que reúne numa tela os números do comercial: quanto foi vendido no período, quanto falta para a meta, quantas oportunidades estão em cada etapa do funil e como cada vendedor está em relação ao próprio objetivo. A ideia é que o gestor e o vendedor saibam onde agir sem montar planilha toda segunda-feira.

Ele é diferente de um relatório. O relatório responde a uma pergunta fechada, olhando para trás (“quanto vendemos em setembro?”). O dashboard é consultado várias vezes por semana para decidir o que fazer hoje (“quem do meu time está abaixo do ritmo da meta, e em que etapa do funil travou?”). Por isso ele precisa ser confiável no detalhe: um número errado no relatório gera uma correção; no dashboard, gera desconfiança diária.

Também não é o mesmo que o painel de marketing. O dashboard de marketing lida com mídia, site e leads, e tem o problema clássico dos números que não batem entre Google Ads, GA4 e CRM, que tratamos em por que os números do dashboard de marketing não batem. O de vendas começa onde o lead vira oportunidade e termina no dinheiro, e o conflito dele é outro: entre o comercial e o financeiro.

Quais indicadores entram num dashboard de vendas?

Os indicadores mais comuns cabem em quatro grupos. A escolha de quais entram depende de quem vai ler o painel, e não da quantidade de dados disponíveis.

  • Resultado: receita do período, percentual da meta atingido, ritmo necessário para fechar o mês (quanto falta dividido pelos dias úteis restantes).
  • Funil: oportunidades por etapa, taxa de conversão entre etapas, tempo médio em cada etapa e valor total em negociação (o pipeline).
  • Eficiência: ticket médio, ciclo de venda, taxa de ganho sobre propostas enviadas, atividades por vendedor (ligações, reuniões, propostas).
  • Carteira: clientes ativos, recompra, clientes sem pedido há mais de X dias e, onde faz sentido, inadimplência.

Indicadores que dependem de marketing, como custo de aquisição de cliente e retorno do investimento em mídia, pertencem a uma conversa com a diretoria e o financeiro, e o guia de KPI de marketing e o painel que o CFO lê mostra como escolhê-los sem inflar o painel. Para o dashboard comercial, a regra prática é: o vendedor deve conseguir dizer, em dez segundos, se está no ritmo da meta e qual oportunidade atacar hoje. Se não consegue, há indicador demais.

Quais são as três decisões que vêm antes do primeiro gráfico?

A ferramenta não toma essas decisões por você. Se ninguém as toma, elas acontecem por padrão, e o padrão costuma ser o pior cenário: todos veem tudo, cada área chama de venda uma coisa diferente e ninguém sabe a que horas o número foi atualizado. A tabela abaixo é a ficha que propomos preencher com o gestor comercial e o financeiro antes de abrir o Power BI, o Looker Studio ou a planilha.

DecisãoPergunta a responderOpções típicasO que acontece se ninguém decidir
Quem vê o quêCada vendedor vê só a própria carteira? O gerente vê a equipe dele ou a empresa inteira?Por vendedor, por equipe, por região, tudo para a diretoriaVendedor vê a carteira e a comissão do colega; o painel vira motivo de atrito
O que conta como vendaA meta e a comissão usam pedido, nota emitida ou pagamento recebido?Pedido fechado no CRM, faturado no ERP, pago no financeiroComercial e financeiro apresentam números diferentes para o mesmo mês
Quando o número mudaDe quanto em quanto tempo o painel é atualizado, e quem é avisado quando falha?Uma vez ao dia, algumas vezes ao dia, consulta direta à fontePromessa de “tempo real” que o time desmente na primeira manhã

Elaborado pela Alliance Comunicação.

O vendedor deve ver a carteira do colega?

Na maioria das operações, não. A carteira de um vendedor tem nome de cliente, valor negociado, desconto concedido e, muitas vezes, a base de cálculo da comissão. Expor isso a toda a equipe cria comparação de condição comercial, disputa de cliente e conversa de corredor sobre quem ganha quanto. Existe ranking saudável, mas ele é uma escolha de gestão, não um efeito colateral da configuração.

A decisão costuma ter três camadas. O vendedor vê a própria carteira, o próprio funil e o próprio ritmo de meta. O gerente vê a equipe que comanda. A diretoria vê a empresa inteira. Representantes externos e parceiros de canal entram como um caso à parte, porque são pessoas de fora da empresa acessando dado comercial.

Escrever isso no papel parece óbvio. O problema é que a forma de dar acesso ao painel nem sempre respeita o que foi escrito, e o exemplo mais comum vem do Power BI, onde a função que a pessoa recebe no workspace decide se o filtro por vendedor vale ou não para ela.

Como funciona o filtro por vendedor no Power BI?

No Power BI, o recurso que faz cada pessoa ver só as suas linhas se chama segurança em nível de linha, ou RLS (row-level security). Você define funções no Power BI Desktop com uma expressão DAX que filtra a tabela, publica o modelo e, no serviço, associa pessoas ou grupos a cada função. A documentação da Microsoft sobre RLS descreve também a versão dinâmica, a mais usada em vendas: uma única função compara o e-mail de quem abriu o painel, retornado pela função USERPRINCIPALNAME(), com uma tabela que diz qual vendedor corresponde a cada login.

Até aqui, nenhuma surpresa. A armadilha está em quem fica fora do filtro.

Segundo a documentação da Microsoft, a segurança em nível de linha (RLS) do Power BI só restringe o acesso a dados para usuários com permissão de Visualizador; ela não se aplica às funções Administrador, Membro ou Colaborador do workspace, que têm permissão de edição do modelo semântico. Para que a RLS valha para alguém do workspace, essa pessoa só pode ter a função Visualizador.
Fonte: Microsoft Learn, “Row-level security (RLS) with Power BI” (documentação do Microsoft Fabric, atualizada em 2026)

Na prática, isso significa que o gestor que foi colocado como Membro “para poder ajudar” enxerga todas as carteiras, mesmo que a regra escrita diga que ele só deveria ver a equipe dele. E o vendedor que recebeu a função de Colaborador para ajustar um gráfico também. O filtro funciona; ele só não foi feito para quem pode editar o modelo.

Diagrama com quatro funções do workspace do Power BI: Administrador, Membro e Colaborador veem as linhas de todos os vendedores; só a vendedora com função Visualizador vê apenas as próprias linhas
A função no workspace decide se a RLS vale: quem edita o modelo fica fora do filtro, mesmo que a regra comercial diga o contrário.

A mesma documentação traz outros pontos que mudam o desenho do painel comercial. Quem tem a função Visualizador continua filtrado mesmo quando recebe a permissão de Build e usa o Analisar no Excel. Usuários que não estão em nenhuma função, segundo a página de solução de problemas, normalmente veem o relatório vazio. E a RLS só pode ser definida em modelos criados no Power BI Desktop: um modelo criado no Excel precisa ser convertido antes.

A RLS filtra linhas, não colunas: se um usuário tem acesso a uma linha de dados, ele vê todas as colunas dessa linha. Para restringir colunas, a Microsoft indica a segurança em nível de objeto (OLS). E um usuário pode pertencer a mais de uma função — as funções se somam.
Fonte: Microsoft Learn, “Row-level security (RLS) with Power BI”, seção FAQ (2026)

Duas consequências diretas para vendas. Primeira: se a tabela de pedidos tem uma coluna de comissão ou de margem, todo vendedor que vê a linha vê a comissão e a margem dela; esconder a coluna é outro recurso, não a RLS. Segunda: o gerente que está ao mesmo tempo na função “Vendedor” e na função “Gerente Sul” vê a soma das duas, o que pode ser exatamente o que você quer ou um vazamento silencioso.

Há ainda um limite de desenho que o FAQ da Microsoft responde sem rodeio: a RLS não permite esconder o detalhe e liberar só o total resumido nos visuais. Se a decisão de gestão é mostrar ao vendedor o ranking da equipe sem abrir a carteira dos colegas, esse total precisa vir de uma tabela já agregada, preparada para isso no modelo, e não do mesmo dado filtrado.

O que conta como venda: pedido, faturado ou pago?

É a segunda decisão e a que mais gera reunião tensa. Uma mesma venda tem pelo menos três momentos: o pedido, quando o vendedor fecha o negócio no CRM; o faturado, quando a nota fiscal é emitida no ERP; e o pago, quando o dinheiro entra na conta. Os três são legítimos. O erro é usar um deles no painel do comercial e outro no do financeiro sem dizer qual é qual.

Entre um momento e o outro, parte da venda sai do caminho. Pedido cancelado antes da nota ainda aparece como venda no CRM se ninguém mudar o status. Mercadoria devolvida depois da nota gera um lançamento negativo no faturado, muitas vezes num mês diferente do da venda original. E nota emitida que nunca é paga infla o faturado e não aparece no caixa. Quem já viu o comercial comemorar a meta enquanto o financeiro fechava o mês abaixo do previsto conhece o efeito.

Régua com três etapas da venda, pedido fechado no CRM, nota emitida no ERP e pagamento recebido no financeiro, e as perdas de cada etapa: cancelamento antes da nota, devolução depois da nota e inadimplência
Pedido, faturado e pago são números certos para perguntas diferentes; o painel quebra quando o título do gráfico não diz qual deles está sendo mostrado.

Não existe resposta única. Operações de ciclo curto e pagamento à vista costumam usar o pedido no dia a dia, porque ele se transforma em caixa rápido. Indústria e distribuição, onde há prazo de entrega e devolução, tendem a usar o faturado. Empresas com inadimplência relevante ou comissão paga sobre recebimento precisam olhar o pago. A regra da comissão está na política comercial de cada empresa, e o painel tem de seguir essa política, não o contrário.

O que resolve é tratar a definição como dado de governança: escrever no título de cada gráfico “Vendas (pedidos no CRM, data do fechamento, sem cancelados)” ou “Receita (notas no ERP, líquida de devoluções)”. E, quando o CRM e o ERP discordam sobre o mesmo cliente ou pedido, decidir antes qual sistema é o dono de cada campo, o assunto do nosso guia sobre quem manda em cada dado entre CRM e ERP.

De quanto em quanto tempo o número do dashboard muda?

Muitos guias prometem dashboard “em tempo real” e “atualização automática”. Automática ela é. Em tempo real, depende de como o painel está ligado aos dados. No Power BI, o modelo mais comum é o de importação: o painel guarda uma cópia dos dados e só mostra o que entrou na última atualização. A documentação de atualização de dados do Power BI põe teto nessa frequência.

No Power BI, a atualização agendada de um modelo semântico permite configurar até oito horários diários quando o modelo está em capacidade compartilhada, ou 48 horários no Power BI Premium.
Fonte: Microsoft Learn, “Data refresh in Power BI” (atualizada em setembro de 2026)

Oito horários por dia dá, na melhor hipótese, uma atualização a cada três horas durante o dia útil. Para a maioria dos painéis comerciais isso basta: meta e funil não mudam de decisão a cada minuto. Mas o número não é “agora”, e o painel precisa mostrar a data e a hora da última atualização em lugar visível. Quem precisa de mais frequência tem dois caminhos documentados: capacidade Premium ou Fabric, com até 48 horários, ou trocar a importação por consulta direta à fonte (DirectQuery), que a Microsoft descreve como consulta feita a cada interação do usuário, com limites próprios de volume e de tempo de resposta.

Dois detalhes da página de configuração da atualização agendada merecem estar no manual do painel. O horário não é exato: a meta do serviço é iniciar a atualização em até 15 minutos do horário marcado, mas pode atrasar até uma hora quando faltam recursos. E a atualização desliga sozinha: depois de quatro falhas seguidas, ou de dois meses sem ninguém abrir os relatórios do modelo, o agendamento é pausado e o dono do modelo recebe um e-mail. Se esse e-mail vai para a caixa de um analista que saiu da empresa, o painel continua no ar com o número de semanas atrás.

No Looker Studio, que voltou a se chamar Data Studio em 2026, a lógica de cache e de extração é outra, e os limites do plano gratuito estão detalhados em onde o Looker Studio gratuito trava. Em qualquer ferramenta, a pergunta para o fornecedor ou para o time interno é a mesma: “de quanto em quanto tempo este número muda, e quem é avisado quando ele para de mudar?”.

Como fazer um dashboard de vendas por vendedor, passo a passo?

A sequência abaixo vale para Power BI, Looker Studio ou outra ferramenta de BI. Ela começa pelas decisões e termina no gráfico, porque é nessa ordem que o painel sobrevive ao primeiro mês.

1. Escreva as três decisões numa página

Quem vê o quê, o que conta como venda em cada indicador e com que frequência o número muda. Assinam o gestor comercial e o financeiro. Esse documento vira a referência quando surgir a primeira dúvida, e ela vai surgir.

2. Monte a tabela de quem é quem

Para o filtro por vendedor funcionar, o painel precisa saber qual login corresponde a qual vendedor, equipe e região. Essa tabela é a base da RLS dinâmica no Power BI e do filtro por e-mail no Data Studio. Ela precisa ter dono e ser atualizada quando alguém entra, sai ou muda de equipe: vendedor que mudou de região e continua na linha antiga vê a carteira errada.

3. Defina os status que contam e os que não contam

Liste os status do pedido no CRM e no ERP e marque quais entram em cada indicador. Cancelado sai. Devolvido entra como negativo no mês da devolução ou no mês da venda, conforme a política. Pedido “em análise de crédito” entra no pipeline, mas não na meta. Sem essa lista, cada pessoa que mexe no painel inventa a própria regra.

4. Distribua o acesso pela função certa

Quem só consome o painel recebe a função Visualizador, nunca Membro ou Colaborador. Quem desenvolve o painel fica num workspace de trabalho separado, com o mínimo de pessoas. Antes de liberar, teste a visão de pelo menos um vendedor, um gerente e um representante externo, se houver. A licença necessária para cada um desses leitores é um tema à parte, explicado em quem paga licença do Power BI só para ver o painel.

5. Agende a atualização e mostre a hora dela

Escolha os horários de atualização pensando na rotina do time: antes da reunião da manhã, depois do almoço, no fim do dia. Coloque no topo do painel “Atualizado em” com data e hora. E garanta que o aviso de falha vá para um endereço de grupo, não para a caixa de uma pessoa só.

6. Desenhe a tela do vendedor primeiro

Ritmo da meta, oportunidades paradas há mais tempo, próximas ações. A visão do gerente e a da diretoria são agregações dessa tela, não o ponto de partida. Painel desenhado de cima para baixo costuma ser bonito na reunião de diretoria e ignorado pelo time que alimenta o CRM.

Dá para fazer dashboard de vendas no Excel ou no Looker Studio?

Dá. O Excel atende bem uma equipe pequena, com um gestor que atualiza os dados numa data fixa. O limite dele, para o problema deste artigo, é simples: se o arquivo é o mesmo para todos, o dado de todos está nele. Separar o que cada vendedor vê numa planilha compartilhada exige um arquivo por pessoa ou uma ferramenta com filtro por usuário. Quem já tem o modelo no Power BI pode dar ao vendedor o Analisar no Excel, e a documentação da Microsoft confirma que, para quem tem a função Visualizador, a RLS continua valendo nessa conexão.

O Data Studio, antigo Looker Studio, tem um recurso equivalente chamado filtro por endereço de e-mail. Pela documentação do Google, a fonte de dados precisa ter um campo com o e-mail de cada leitor, o leitor precisa estar conectado a uma conta Google e consentir em compartilhar o e-mail, e as letras maiúsculas e minúsculas do e-mail nos dados têm de coincidir com as da conta. Se o leitor não consente, os componentes do relatório mostram só o pedido de consentimento, sem dado.

Se o painel nasce dentro do próprio CRM, a pergunta é a mesma de qualquer ferramenta: o relatório respeita a regra de visibilidade dos registros que você configurou para cada vendedor? Não presuma. Peça ao fornecedor a documentação ou, melhor, entre com um usuário de vendedor de teste e veja o que aparece.

Quais erros fazem o time abandonar o painel?

  • Dar a função de Membro ou Colaborador a quem só deveria ler. No Power BI, essas pessoas ficam fora da RLS e veem todas as carteiras.
  • Achar que a RLS esconde coluna. Comissão, margem e desconto na mesma linha ficam visíveis para quem vê a linha.
  • Chamar de venda três coisas diferentes. Pedido no painel do comercial e pago no do financeiro, sem rótulo, garantem uma reunião por mês sobre qual está certo.
  • Esquecer o cancelamento e a devolução. O número do painel fica sempre acima do realizado, e o time aprende a desconfiar dele.
  • Prometer tempo real em painel de importação. O agendamento tem teto de horários por dia e pode atrasar; mostre a hora da última atualização.
  • Deixar a atualização morrer em silêncio. Falhas seguidas ou meses sem acesso pausam o agendamento, e o aviso vai só para o dono do modelo.
  • Não manter a tabela de quem é quem. Vendedor novo vê o painel vazio; vendedor transferido vê a carteira antiga.
Painel de vendas confiável não é o que mostra mais número. É o que diz a cada pessoa só o que é dela, com a regra e a hora escritas ao lado.

O que muda por tipo de operação comercial?

As três decisões são as mesmas para todos, mas a resposta muda conforme o jeito de vender. A tabela resume os casos mais frequentes que encontramos.

OperaçãoQuem vê o quêO que conta como vendaFrequência que costuma bastar
Varejo ou e-commerce com loja físicaLoja ou vendedor vê a própria unidade; gerente regional vê as lojas deleVenda paga no caixa ou no checkout, líquida de trocasVárias vezes ao dia em datas de pico; diária no restante
Indústria e distribuiçãoRepresentante vê a própria carteira; parceiro externo exige cuidado redobradoFaturado no ERP, com devolução e bonificação separadasDiária, alinhada ao fechamento do faturamento
Serviços B2B com contratoExecutivo de contas vê as próprias contas; diretoria vê receita recorrenteContrato assinado no CRM para meta; recebido para caixaDiária ou semanal; o ciclo é longo
Equipe interna de vendas por telefone ou WhatsAppVendedor vê o próprio funil e atividades; supervisor vê a célulaPedido fechado, com cancelamento retirado no mesmo diaAlgumas vezes ao dia, se o time usa o painel para a rotina

Elaborado pela Alliance Comunicação.

Nas operações com representante externo, vale atenção extra: é dado comercial saindo do perímetro da empresa. A documentação da Microsoft dedica uma seção a usuários convidados de fora da organização e recomenda testar a visão com a conta real do convidado, porque o “Testar como função” usa a identidade de quem está testando.

Por onde começar hoje

Se o painel ainda não existe, comece pela ficha das três decisões e pela tabela de quem é quem, antes de qualquer ferramenta. Se ele já existe, faça o teste do destaque acima: liste quem tem função de edição no workspace, confira se cancelamentos saem do número e veja a data da última atualização. Esses três minutos dizem mais sobre o futuro do painel do que qualquer novo gráfico.

Quando a empresa quer um painel comercial em que vendedor, gerente e financeiro confiem ao mesmo tempo, o trabalho de BI e dashboards da Alliance começa por essas regras e só depois chega à tela. E, para entender em que ponto estão os dados e a mensuração da sua operação antes de investir em painel, o diagnóstico de marketing gratuito avalia essa dimensão junto com as demais áreas.

Dashboard de vendasPower BIBIVendasSegurança de dados

Foto: Aktien - Chartanalyse unter der Lupe, de ccnull.de Bilddatenbank, sob licença CC BY 2.0.

Perguntas frequentes

O que é dashboard de vendas?+

É um painel que reúne numa tela os números do comercial: receita do período, percentual da meta, oportunidades por etapa do funil e desempenho de cada vendedor. Ele é consultado várias vezes por semana para decidir o que fazer, e por isso precisa deixar claro o que conta como venda e quando foi atualizado.

Como montar um dashboard de vendas?+

Comece pelas três decisões: quem vê o quê, o que conta como venda e com que frequência o número muda. Depois monte a tabela que liga cada login a um vendedor e equipe, defina quais status de pedido entram em cada indicador e só então desenhe as telas, começando pela do vendedor.

Como fazer um dashboard de vendas no Power BI?+

Conecte o CRM e o ERP ao Power BI Desktop, monte o modelo com a tabela de vendedores e crie uma função de segurança em nível de linha que compare o e-mail do usuário, pela função USERPRINCIPALNAME(), com essa tabela. Publique, associe as pessoas à função e dê a quem só lê o painel a função Visualizador, porque a RLS não se aplica a Administrador, Membro e Colaborador.

Como fazer um dashboard de vendas por vendedor?+

O painel precisa de uma tabela que diga qual login corresponde a qual vendedor e de um filtro por usuário na ferramenta, como a RLS dinâmica no Power BI ou o filtro por e-mail no Data Studio. Teste a visão de um vendedor real antes de liberar e mantenha a tabela atualizada quando alguém entra, sai ou muda de equipe.

Como fazer dashboard de vendas no Excel?+

Funciona para equipes pequenas, com uma base de vendas atualizada numa data fixa e gráficos dinâmicos sobre ela. O limite é que, num arquivo compartilhado, todos veem todos os dados; para separar por vendedor, é preciso um arquivo por pessoa ou conectar o Excel a um modelo com filtro por usuário, como o Analisar no Excel do Power BI.

Qual o melhor dashboard de vendas?+

O melhor é o que o vendedor consulta todo dia e o financeiro não contesta. Isso depende menos da ferramenta e mais de três regras escritas: quem vê cada carteira, qual definição de venda cada indicador usa e com que frequência o número muda, mostrada com data e hora no próprio painel.

O que colocar num dashboard de funil de vendas?+

Oportunidades e valor em cada etapa, taxa de conversão entre etapas, tempo médio parado em cada uma e as oportunidades mais antigas sem atividade. Para o vendedor, o funil deve mostrar só as oportunidades dele; para o gerente, a soma da equipe com a possibilidade de abrir por vendedor.

De quanto em quanto tempo o dashboard de vendas atualiza?+

Depende da ferramenta e de como o painel se liga aos dados. No Power BI, um modelo importado em capacidade compartilhada aceita até oito atualizações agendadas por dia, e até 48 no Premium; consultas diretas à fonte buscam o dado a cada interação, com limites próprios. Em qualquer caso, mostre no painel a hora da última atualização.

Pronto para

decidir com dados, não no achismo?

Comece pelo diagnóstico gratuito e veja como Dados & Analytics entra no seu plano de marketing — depois a Alliance ajuda a executar cada etapa.

(11) 99116-3001contato@alliancecomunicacao.com.brAv. Dr. Gastão Vidigal, 1132 — Vila Leopoldina, São Paulo · SP