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Tela de computador com linhas de código de um site em desenvolvimento
Tecnologia

Quanto custa criar um site: o que define o preço antes do orçamento

Faixa de preço sem escopo definido não é orçamento. As quatro variáveis que movem o custo de um site — e o dado sobre quem no Brasil tem um.

Resposta rápida

Não existe um preço de site: existe um preço para um escopo. O que faz o mesmo projeto ser orçado em R$ 3 mil por um fornecedor e R$ 30 mil por outro são quatro variáveis — quantas páginas e quantos modelos de tela diferentes, se o conteúdo já existe ou precisa ser produzido, quantas integrações com outros sistemas e qual o custo de manter o site depois da entrega. Definidas essas quatro, os orçamentos param de variar dez vezes entre si. Antes disso, qualquer faixa de preço é chute com vírgula.

Procure quanto custa criar um site e você vai encontrar faixas: de R$ 1.500 a R$ 5.000, de R$ 5.000 a R$ 15.000, de R$ 20 mil para cima. São números plausíveis e são inúteis, porque nenhum deles diz a que escopo corresponde.

Pior: parte desses conteúdos apresenta estatísticas sem nenhuma fonte — um dos primeiros colocados afirma que "aproximadamente 68% das pequenas empresas" fazem algo, sem dizer quem mediu, quando e onde. Outro é a página de uma plataforma que vende o próprio construtor de sites. Este artigo tenta fazer o contrário: dizer o que move o preço, e trazer o único número sobre o assunto que tem origem verificável.

Quantas empresas brasileiras têm site?

Antes de discutir preço, vale saber onde o país está. O Cetic.br, ligado ao NIC.br, mede isso há mais de uma década com metodologia estável, o que permite comparar ano a ano.

Em 2024, 53% das empresas brasileiras possuíam um website — proporção que era de 54% em 2019. A posse de site ficou estável em todos os portes ao longo do período, enquanto o uso de WhatsApp ou Telegram saltou de 42% em 2017 para 74% em 2024. A pesquisa registra que o impulso da pandemia não se traduziu em maior presença online própria.
Fonte: Cetic.br/NIC.br, TIC Empresas 2024 — Resumo Executivo, Box 1: Presença online (Cetic.br, 2025)
Dados da pesquisa TIC Empresas 2024 do Cetic.br sobre presença online das empresas brasileiras: 53 por cento com website em 2024 contra 54 por cento em 2019
Cinco anos, uma pandemia no meio, e a conta do site ficou onde estava.

Esse número diz algo sobre preço, ainda que indiretamente. Quase metade das empresas não tem site não porque o mercado ficou caro — ele ficou mais barato —, mas porque o projeto trava antes de começar. E ele trava quase sempre no mesmo ponto: ninguém definiu o escopo, os orçamentos vieram incomparáveis entre si, e a decisão foi adiada.

O que define o preço de um site?

Quatro variáveis explicam a maior parte da diferença entre um orçamento e outro. Responda as quatro antes de pedir preço e você vai receber propostas comparáveis.

As quatro variáveis que definem o preço de um site: escopo, conteúdo, integrações e manutenção depois da entrega
Responda estas quatro antes de pedir preço e o orçamento para de variar dez vezes.

1. Escopo: páginas e modelos de tela

O que custa não é o número de páginas, é o número de modelos diferentes. Um site com quarenta páginas usando três modelos custa menos que um com oito páginas em que cada uma é desenhada do zero. Quando o fornecedor pergunta "quantas páginas?", a resposta útil é outra: quantos leiautes distintos você precisa.

2. Conteúdo: existe ou precisa ser produzido?

É aqui que os projetos atrasam, e o atraso vira custo. Texto de página de serviço, fotos próprias, descrição de produto, tradução — se nada disso existe, alguém precisa produzir, e esse alguém cobra. Muita proposta barata é barata porque assume que o cliente entrega o conteúdo pronto, o que quase nunca acontece.

3. Integrações: cada uma é um projeto dentro do projeto

Formulário que grava no CRM, pagamento, estoque no ERP, agendamento, área do cliente com login. Cada integração tem regra de negócio, tratamento de erro e teste próprios. É a variável que mais infla orçamento e a que mais some das conversas iniciais — em geral porque aparece só quando o site já está em construção.

4. Manutenção: o custo que não acaba na entrega

Hospedagem, domínio, certificado, atualização de plataforma, correção, ajuste de conteúdo, monitoramento. Um site não é uma compra, é uma assinatura com uma entrada alta. Orçamento que não separa investimento inicial de custo recorrente está escondendo metade da conta.

Plataforma pronta ou site sob medida?

As duas resolvem problemas diferentes, e a escolha errada custa nos dois sentidos: construtor quando era preciso integrar, ou desenvolvimento sob medida para um site de cinco páginas que ninguém vai mexer.

Construtor prontoDesenvolvimento sob medida
Entrada baixa, mensalidade fixaEntrada alta, custo recorrente menor
Rápido para publicarSemanas ou meses até o ar
Leiaute dentro do que o tema permiteLeiaute conforme a marca exige
Integrações limitadas ao que a plataforma ofereceIntegra com o que existir
Sair da plataforma significa refazerO código e o conteúdo são seus
Bom para institucional simples e validaçãoBom para site que é canal de venda ou operação

A pergunta que separa as duas não é orçamento: é tempo de vida. Se o site vai existir por dois anos sem mudar muito, a plataforma pronta ganha. Se ele é a porta de entrada comercial da empresa e vai evoluir todo trimestre, a conta se inverte por volta do segundo ano — pelo mesmo mecanismo que descrevemos em a conta que chega depois que o app no-code funciona.

Ninguém compra um site. Compra-se um escopo, e depois paga-se para mantê-lo vivo.

Por que dois orçamentos para o "mesmo" site variam tanto?

Porque não são o mesmo site. Quando o pedido chega sem escopo, cada fornecedor preenche as lacunas com a própria hipótese — e cobra por ela. Um assume que o cliente entrega texto e foto prontos; outro inclui produção de conteúdo. Um usa um tema pronto; outro desenha as telas. Um entrega o site publicado; outro inclui migração das URLs antigas e configuração de analytics.

Some-se a isso a margem de incerteza. Fornecedor sério que recebe um pedido vago precisa se proteger do retrabalho que provavelmente virá, e essa proteção entra no preço. É por isso que escopo bem definido costuma baratear a proposta, e não encarecê-la: você está comprando o mesmo trabalho sem pagar pelo risco de não ter combinado nada.

Existe ainda um terceiro fator, menos confortável: parte da variação é de posicionamento, não de escopo. Um estúdio que trabalha com marcas grandes cobra mais pela mesma entrega técnica porque entrega também processo, documentação e responsabilidade contratual. Nem sempre isso é necessário — mas é preciso saber que é isso que está sendo comparado.

Quanto custa manter um site no ar por mês?

A conta recorrente tem itens obrigatórios e itens que dependem do quanto o site trabalha. Vale listar os dois grupos antes de assinar qualquer proposta.

  • Domínio. Anual, baixo, e o item que mais causa susto quando vence esquecido no cartão de alguém que saiu da empresa.
  • Hospedagem. Varia com tráfego e com o tipo de aplicação; site institucional estático custa uma fração de um site com área logada.
  • Certificado e segurança. Hoje quase sempre incluso, mas confira — e confira também se há backup automatizado com restauração testada.
  • Atualização de plataforma e plugins. O item mais negligenciado e a principal porta de invasão em sites parados.
  • Ajustes de conteúdo. Nova página de serviço, troca de foto, atualização de preço. Ou alguém interno faz, ou é hora contratada.
  • Monitoramento e performance. Saber que o site caiu antes de o cliente avisar, e acompanhar as métricas de experiência de página que o Google documenta em Core Web Vitals.

O que costuma faltar no orçamento?

  • Produção de conteúdo. Texto e foto raramente estão inclusos, e são o item que mais atrasa a entrega.
  • Performance. Site lento derruba conversão e posição na busca; otimizar depois custa mais que fazer certo durante.
  • Acessibilidade. Contraste, navegação por teclado, leitor de tela. Entra no escopo ou vira retrabalho e risco.
  • Instrumentação. Analytics, eventos de conversão e integração com a mídia paga — sem isso o site não tem como provar que funciona.
  • Migração e redirecionamentos. Trocar de site sem mapear as URLs antigas apaga anos de posicionamento em uma madrugada.
  • Treinamento de quem vai atualizar. Site que só o fornecedor sabe mexer é um site que vai envelhecer.

O item da performance merece um parágrafo próprio porque é o que mais aparece como surpresa. Ele não é acabamento: muda a taxa de conversão do site inteiro, e o raciocínio está detalhado em o que muda no resultado quando a performance entra no escopo.

Quanto tempo leva para fazer um site?

O cronograma quase nunca é limitado pelo desenvolvimento. Ele é limitado por decisão e por conteúdo — que dependem do cliente, não do fornecedor.

EtapaO que costuma determinar a duração
Definição de escopo e arquiteturaQuantas pessoas precisam aprovar
Design das telasQuantos modelos distintos, e quantas rodadas de revisão
Produção de conteúdoSe existe alguém encarregado — é a etapa que mais estoura
DesenvolvimentoNúmero de integrações, não número de páginas
Testes e publicaçãoMigração de URLs e conferência em dispositivos

O que muda por tipo de empresa?

Tipo de empresaOnde o orçamento se concentra
Comércio localPoucas páginas, foco em endereço, horário e prova social. Construtor resolve
Serviço B2BPáginas de serviço bem escritas e formulário integrado ao CRM
Indústria com catálogoEstrutura de produtos e busca interna dominam o custo
E-commerceIntegração com estoque, pagamento e logística é a maior parte da conta
Empresa em rebrandingMigração e redirecionamento pesam tanto quanto o design novo

Por onde começar hoje

  1. Liste quantos modelos de tela diferentes o site precisa — não quantas páginas.
  2. Inventarie o conteúdo que já existe e marque o que precisa ser produzido, com responsável.
  3. Liste os sistemas com que o site vai conversar, mesmo os que ficarão para depois.
  4. Defina quem vai atualizar o site e com que frequência — isso decide plataforma.
  5. Peça orçamento com esse documento em anexo e exija a separação entre investimento inicial e custo mensal.

Se quiser um retrato da presença digital da empresa antes de decidir o escopo, o diagnóstico gratuito de marketing avalia site, conteúdo e mensuração junto com as outras dimensões. E o processo de escopo, construção e evolução está descrito na página de desenvolvimento web.

SiteDesenvolvimento webOrçamentoTecnologia

Perguntas frequentes

Quanto custa criar um site?+

Não existe preço sem escopo definido. O custo é determinado por quantos modelos de tela o site precisa, se o conteúdo já existe, quantas integrações com outros sistemas serão feitas e quem vai mantê-lo depois. Definidas essas quatro variáveis, os orçamentos ficam comparáveis entre si.

Quanto custa criar um site profissional?+

Depende principalmente das integrações e da produção de conteúdo, não do número de páginas. Um site institucional com conteúdo pronto e sem integração custa uma fração de um site com área de cliente, pagamento e conexão com CRM ou ERP.

Quanto custa criar e manter um site?+

São duas contas distintas e todo orçamento deveria separá-las: o investimento inicial de construção e o custo recorrente de hospedagem, domínio, certificado, atualizações, correções e ajustes de conteúdo. Site é uma assinatura com entrada alta, não uma compra única.

Quanto tempo leva para fazer um site?+

O cronograma costuma ser limitado por decisão e por conteúdo, não por desenvolvimento. A etapa que mais estoura prazo é a produção de texto e imagem, justamente por depender do cliente e raramente ter um responsável designado.

Vale mais a pena usar plataforma pronta ou site sob medida?+

A pergunta que separa as duas é o tempo de vida do site. Para um institucional simples que vai mudar pouco, o construtor pronto ganha. Para um site que é canal comercial e evolui a cada trimestre, o desenvolvimento sob medida costuma se pagar por volta do segundo ano.

O que precisa estar no orçamento de um site além do layout?+

Produção de conteúdo, performance, acessibilidade, instrumentação de analytics e conversão, migração de URLs antigas com redirecionamentos e treinamento de quem vai atualizar. São os itens que costumam faltar e reaparecer depois como custo extra.

Quantas empresas brasileiras têm site?+

Segundo a pesquisa TIC Empresas 2024, do Cetic.br, 53% das empresas brasileiras possuíam website em 2024 — proporção que era de 54% em 2019. A estabilidade vale para todos os portes, mesmo com a digitalização acelerada pela pandemia no período.

Meu site precisa ser refeito ou só atualizado?+

Se a estrutura de conteúdo ainda serve e o problema é aparência ou velocidade, atualizar costuma bastar. Refazer se justifica quando a arquitetura de páginas não corresponde mais ao que a empresa vende, ou quando a plataforma impede as integrações necessárias.

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